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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 978 / 2018

04/07/2018 - 10:01:46

Os nossos deuses do futebol

JOSÉ ARNALDO LISBOA

Em várias Copas do Mundo eu tenho feito comentários sobre os nossos técnicos e sobre os nossos jogadores, sempre falando sobre a humildade que todos eles devem ter diante de derrotas já acontecidas em várias copas do mundo, principalmente aquela acontecida em 2014, quando o Brasil foi derrotado pela Alemanha, por 7 a 1, em jogo dentro do próprio Brasil. Ora, os nossos jogadores sempre ganharam milhões de dólares, além da fama e do prestígio e, assim sendo, deveriam ter mais cuidado e serem mais humildes, diante das derrotas já acontecidas. 

Nas copas anteriores, eu escrevi sobre as “frescuras do técnico Dunga”, sobre “o deus Felipão” e, em outra copa, eu os chamei de “Os mercenários do futebol”. Agora, nesta Copa da Rússia, nós já começamos a ter logo uma grande decepção no primeiro jogo do Brasil contra a Suíça, quando empatamos o jogo em 1 a 1, com uma seleção relativamente fraca diante de outras seleções tidas como boas, como Inglaterra, Uruguai, Argentina, França, etc.  O técnico Tite, vinha sendo muito endeusado e tido como o maior técnico do mundo, com vitórias e mais vitórias contra outras seleções. Aconteceu que, depois de 42 anos de Copas do Mundo, foi a primeira vez que o Brasil não ganhou o primeiro jogo logo na estreia. Para nós brasileiros e, para o resto do mundo, a decepção foi horrorosa. Ora, o técnico tido como o melhor do mundo deveria ter treinado melhor os seus jogadores para que nunca empatassem com a fraca seleção da Suíça. 

Quarta-feira, 27 de junho, foi o terceiro jogo do Brasil, contra a Sérvia, e ganhamos sem que os comentaristas de futebol tivessem gostado do jogo do Brasil. Eu não sou nenhum bruxo, não sou profeta, espírita ou adivinho, apenas acho que devemos ter os pés no chão, pois sou muito realista diante de tudo que já aconteceu nas Copas passadas. Agora mesmo, tivemos decepções com as derrotas da Argentina e da Alemanha, seleções sempre cotadas como as melhores, como é o Brasil. Nos artigos já escritos sobre as copas, eu falei nas decepções já sofridas, tudo por causa do otimismo exagerado dos nossos técnicos, jogadores, radialistas, jornalistas e comentaristas esportivos. Depois de 20 Copas do Mundo que já tivemos, ganhamos apenas 5 Copas.  Como eu já disse, tais derrotas nos deixaram com grandes lições, pela falta de humildade dos técnicos, dos jogadores e dos brasileiros de um modo geral. 

Agora, estamos diante de um novo “melhor técnico do mundo”, o tal de Tite, ou “titão”. Novamente, agora, continuam falando nas poucas vitórias que já tivemos, como se o futebol vivesse só do passado e como se cada minuto de uma partida fosse uma repetição de todas. Ora, cada jogo é diferente dos demais, pois, se não fosse assim, só era repetir um técnico e os jogadores e em todas as partidas eles seriam vitoriosos. Os jogadores se deslocam nos gramados nas suas posições, segundos a segundos, portanto, se quisermos repetir uma jogada, elas sempre serão diferentes em cada momento de um jogo. Vamos tentar o hexa com lições de humildade. O Brasil já foi campeão do mundo por cinco vezes, porém já voltou humilhado, também, várias vezes. Não vamos viver só do passado. Os outros países já aprenderam a jogar futebol como nós. Assim sendo, humildade, humildade e humildade!

Em tempo – O meu amigo Amaro Geraldo Gusmão de Morais é leitor dos meus artigos no EXTRA. Como dizem os baianos, pra mim isso é porreta! 

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