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21 de Novembro de 2018

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Edição nº 976 / 2018

15/06/2018 - 08:00:00

Polícia Federal e MPF investigam golpe de servidores fantasmas

Parte do dinheiro recebido por “funcionária” era repassado para superintendente

DA REDAÇÃO
Rogério Teófilo e a vereadora Aurélia Fernandes, fiel escudeira do prefeito - Foto: Divulgação

A gestão do prefeito de Arapiraca, Rogério Teófilo (PSDB), volta a ser alvo de investigações por parte da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal em Alagoas (MPF-AL). A presença de servidores fantasmas na Secretaria Municipal de Saúde foi o tema de uma denúncia protocolada no final do mês de maio nas sedes dos órgãos federais que, novamente, voltam suas atenções para a maior cidade do interior de Alagoas.

Na denúncia consta a informação que a servidora Daniele Alves Damasceno teria passado praticamente um ano na folha salarial do município sem, sequer, prestar um dia serviço. Ainda de acordo com a denúncia, Daniele teria sido colocada na folha fantasma da Saúde pela própria cunhada, a superintendente de Gestão do Trabalho e Educação Permanente da Saúde, Aruska Kelly Gondim Magalhães, uma pessoa de extrema confiança da ex-secretária Aurélia Fernandes.

Quando o Executivo creditava o pagamento na conta de Daniele, cerca de 70% do total era sacado e devolvido em mãos ou através de transferência bancária para Aruska, que repartia com a secretária. Ainda de acordo com a denúncia, o exemplo de Daniele é apenas um dos inúmeros servidores fantasmas inseridos na folha da Saúde pela superintendente.

Reincidente

Em julho de 2017, durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ex-Gecoc, do Ministério Público do Estado (MPE-AL), Aruska Magalhães foi conduzida de forma coercitiva para Maceió, onde deu esclarecimentos sobre um esquema criminoso envolvendo compra de medicamentos por meio de notas fiscais fraudulentas. 

A investigação foi baseada no período em que Aruska era secretária de Saúde do município de Girau do Ponciano. Em meio a uma enxurrada de denúncias e investigações por parte do Gaeco, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AL), Ministério Público e Polícia Federal, o discurso de gestor honesto e transparente pregado insistentemente pelo prefeito Rogério Teófilo parece que vem caindo por terra.

As investigações sobre a denúncia citada podem custar caro não somente para Rogério Teófilo, como também para a ex-secretária Aurélia Fernandes, que retornou à Câmara de Vereadores para atuar como escudo do prefeito, que a qualquer momento poderá ser afastado do cargo por improbidade administrativa, corrupção e lavagem de dinheiro.

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