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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 974 / 2018

31/05/2018 - 18:45:29

Marx Beltrão ruma sozinho na disputa ao Senado

“Não fui traído por ninguém”, garante o Pré-candidato

JOSÉ FERNANDO MARTINS [email protected]
deputado federal e ex-ministro do Turismo Marx Beltrão (PSD)

O deputado federal e ex-ministro do Turismo Marx Beltrão (PSD) está numa empreitada que poucos políticos se arriscariam. Deixou o MDB para disputar o Senado arriscando ferir o seu bom relacionamento com a Família Calheiros. A troca aconteceu após os emedebistas declararem apoio à candidatura do também deputado federal e ex-ministro dos Transportes Maurício Quintella (PR). A estratégia do partido do governador Renan Filho é de se reeleger junto ao seu pai, o senador Renan Calheiros, puxando também Maurício Quintella ao Senado. Se Marx Beltrão encarou a escolha de Quintella pelos Calheiros como uma traição, só o tempo dirá. Por enquanto, o pré-candidato ao Senado prefere manter uma linha sem mágoas. 

“Assim que assumi o cargo de deputado federal sempre falei do meu desejo de ser senador. Isso nunca foi um segredo, muito menos para a imprensa. Claro que a disputa majoritária envolve muitas questões, como partido, chapa, coligação e principalmente apoio da população. Acredito que o trabalho que fiz na Câmara dos Deputados e no Ministério do Turismo me credencia a concorrer ao Senado. Todos os dias tenho feito várias reuniões com grupos políticos, com associações e entidades. Minha pré-candidatura está aumentando e acredito no sucesso dela”, disse ao EXTRA.

Recente levantamento divulgado pela TDL Pesquisa & Marketing, em parceria com o site Cada Minuto, mostra Marx Beltrão com 20% das intenções de voto dos eleitores alagoanos. O número não seria o suficiente para garantir um assento nas duas cadeiras disponíveis ao Senado. Isso porque em primeiro lugar aparece Renan Calheiros, com 35%, seguido de Benedito Lira (PP), com 24%. Porém, esses números não desanimaram o pré-candidato. “Chegar a 20% faltando quatro meses para a campanha, no momento em que as pessoas ainda não estão numa energia política positiva, me deixa muito confiante. O eleitor cansou da política que está na esquina sendo motivo de piada. A população enxerga a política como o problema da nação, mas ela tem que ser vista como solução”, declarou. 

Sobre as conversas de bastidores sobre uma possível rusga com os Calheiros, Marx Beltrão é direto: “É fofoca”. “Não fui traído por ninguém. Política se faz somando. Isso aconteceu porque um grupo precisava crescer para ter mais espaço. Se Maurício Quintella veio para compor esse grupo, que seja bem-vindo. Ninguém pode escolher seus adversários na política. Seja lá quem for estou preparado para disputar com maturidade. Sobre a minha família deixar cargos no governo do Estado, isso não existe. Quem tem espaço no governo sou eu, deputado federal, assim como outros parlamentares. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) é uma indicação minha, que está fazendo um bom trabalho. Se o secretário [Cláudio Alexandre Ayres da Costa] deixará o cargo, quem decide é o governador de Alagoas”. 

Quanto aos projetos caso se eleja senador, Beltrão informou que “procurará fazer projetos de lei para reduzir a carga tributária e apostar cada vez mais no turismo em Alagoas para gerar empregos e desenvolvimento”. E aproveitou para comentar a crise na Petrobras. “É necessário discutir vários pontos, da fabricação de combustíveis à aplicação de impostos. No nosso país, as rodovias são poucas e os portos são precários. O frete caro, junto ao preço do combustível, faz com que vários produtos, como os alimentos, também tenham um valor elevado. E o caso de o produtor vender diretamente aos postos, é uma questão delicada que deve ser amplamente debatida”. 

Sobre o deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB), que surpreendeu os eleitores ao se pré-candidatar ao Senado, o que pode prejudicar os grandes caciques, como Renan Calheiros e Benedito de Lira, Beltrão afirma que a atitude do tucano foi benéfica para as eleições em Alagoas. “Quanto mais candidatos melhor para população, que não deve ficar à mercê das arrumações partidárias. O eleitor terá a oportunidade de escolher com quem ele mais se identifica”. 

E segundo o pré-candidato, a Operação Lava Jato foi um divisor de águas na política brasileira. “O país está sendo passado a limpo e as eleições são um momento oportuno para a população fazer o seu papel”, finalizou.

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