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18 de Setembro de 2018

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Edição nº 973 / 2018

29/05/2018 - 15:13:30

SAÚDE MENTAL

Alô pais! Na 2ª temporada de “Os 13 porquês”  tem ...

Baseado no livro “Os treze porquês”, a segunda temporada do seriado, mais uma vez joga para o público pânico e procura-se culpados pela morte de Hanna, a jovem personagem principal que cometeu suicídio, devido ter sofrido bullyng e estupro.

A trama ocorre cinco meses após a morte de Hannah.

A família de Hanna processa judicialmente o colégio por não combater o bullying  na escola e  também não  saber ligar com as reações dela antes do suicídio.

... terror psicológico

No seriado tem terror psicológico e sempre com uma pitada de vingança e ódio de personagens contra personagens, o que precisa ser discutido com os pais. Esses “sentimentos” são praxe nos seriados e filmes hollywoodianos.

... comportamento            inadequado

Surgem revelações de testemunhas no final da trama instigando que todas as pessoas têm algo ruim nos comportamentos e que precisam ser revelados. É uma espécie de instigar que se faça isso, ou seja, se revele o que há de ruim numa pessoa, do que propriamente o que tem de bom ou de melhor. Um erro da série.

... cenas chocantes

Apesar de a serie ter personagens adolescentes e toda a trama discutir mais aspectos da fase da adolescência, há muitas cenas de nudez e até de violência sexual - estupro - com detalhes, daí a importância de os pais, só permitirem assistir a temporada com a presença de alguém adulto e maduro o suficiente para que se possa fazer algumas observações sobre os temas, que são instigados, como violência à prostituta e a patrimônio particular (carro).

Esses fatos/enfoques são extremamente desnecessários porque o tema principal – suicídio – é bastante delicado e precisa ser discutido com seriedade, principalmente para resguardar a integridade mental dos familiares e principalmente de quem conviveu com a Hanna, a personagem principal que cometeu o ato.

...sofrimento

Portanto, mais uma vez, sugiro que os pais assistam com seus filhos e discutam, quando necessário, que o seriado, é, também, uma produção hollywoodiana, e que é preciso, no mínimo, respeitar o sofrimento - psíquico - de todos aqueles que  conviveram com a Hanna e, acima de tudo, respeitar a  outra pessoa, independente  do sofrimento que ela esteja submetida.

Ajudar

O tema – suicídio – ainda é tabu, seja nas escolas, faculdades, no ambiente do trabalho e também familiar.  Ele pode ser discutido exatamente em casa. Portanto o seriado, apesar de ter alguns equívocos de foco, pode ser, sim, uma excelente oportunidade para se discutir o assunto.

Portanto, ao perceber que um amigo, colega ou familiar esteja com alguns sinais de sofrimento  psíquico: depressão (está sem vontade de viver), ansiedade (não dorme e não consegue fazer as tarefas do dia a dia, pensando no futuro, irritabilidade difusa (não sabe qual a causa), é bom instigar a procurar ajuda profissional de um psicólogo.

Quanto mais rápido menos probabilidade da pessoa cometer o suicídio porque os problemas poderão ser diluídos e ou totalmente aniquilados, depende de cada pessoa, de cada história de vida. 

Bullying: o que fazer?

Quem nunca sofreu algum tipo de bullying que atire a primeira pedra. Pois é. Toda pessoa, em algum momento da vida, deve ter sofrido ou poderá sofrer com essa “brincadeira de mau gosto”. E o que fazer?

Pois bem, bullyng é um termo utilizado para descrever atos de violência, seja física, verbal ou psicológica, com intenção de prejudicar alguém repetidamente, praticados por uma pessoa ou grupo, causando dor, angústia, sentimento de inferioridade e  angústia.

Na escola

É na escola onde a ação - bullying - mais ocorre e sempre entre os adolescentes. Ou seja, o adolescer é um momento de descobertas, experimentos, desafios de limites, enfim. Nessa época o adolescente quer ser o melhor, o mais inteligente,  o bam bam bam da turma, do colégio. Isso é extremamente saudável. Mas, tem limites.

Adolescentes e adultos

Quando extrapola a forma como quer se chegar a ser “o melhor”, o mais popular, o mais inteligente  começa o viés dos problemas. Muitas vezes, para se sentir o mais inteligente pode iniciar uma “brincadeira” que denigre o colega ou amigo e isso é extremamente doloroso para a vítima, principalmente se a pessoa é recatada, tranquila, isolada.

Mau gosto

Nas “brincadeiras”, pode-se, por exemplo, chamar um colega de “burro”, “tapado”, “quadrúpede”, magrelo, gordinho/gordo, baixinho, enfim, entre outras palavras que podem diminuir a autoestima de quem sofre, caso ela não tenha alta autoestima que possa superar as “brincadeiras de mau gosto”.

Esse comportamento não está restrito aos adolescentes. Ele pode ocorrer também no ambiente de trabalho, nos grupos familiares e também, agora, nos grupos de whatsApp. E como ocorre!

O que fazer?

Uma das primeiras coisas a fazer é tentar não reagir às agressões verbais ou físicas. É preciso fazer de conta que não está escutando e não se deixar envolver com a situação. Não é fácil. Mas é possível.

Fale

Falar sobre a situação a uma pessoal de confiança é aconselhável, seja alguém da direção da escola (psicopedagogo), ou se for num ambiente de trabalho um profissional de psicologia do Setor de Recursos Humanos. Se for num ambiente familiar, alguém que seja líder. Sempre tem alguém na família que se destaca e todo mundo respeita e pode influenciar os demais.

Quem está errado?

Num comportamento de sofrimento de bullyng quem está errado? Naturalmente a(s) pessoa(s) agressor(as) e não a(s) que está(ão) sofrendo. Portanto,  não pratique o mesmo comportamento, não vinge. É improdutivo. 

Autoestima alta

Procurar, também, não se sentir inferior. As pessoas erradas são elas e não você. Não se sentir inferior é o desafio e isso é possível. As pessoas que praticam o bullyng conhecem muito bem a fragilidade comportamental da outra. Caso não consiga enfrenta-la ou isso esteja incomodando demais, procure ajuda de um psicólogo.

Identificar

Identificar a(s) pessoa(s) se for uma situação anônima. Ou enfrentar a pessoa, sem agredir, dizendo a ela, a sós, que não gostou do que disse e caso a situação continue vai tomar outras medidas. 

Mais pessoas

Geralmente mais de uma pessoa sofre com o bullyng, seja na escola, no ambiente de trabalho ou familiar. Então se junte a outras pessoas na mesma situação e façam uma ação conjunta, seja comunicando a direção da escola, ou se for numa empresa que se procure o Setor de Recursos Humanos ou o líder de uma família.

Próxima edição

Na próxima edição  da coluna SAÚDE MENTAL destacarei como reconhecer e enfrentar a baixa autoestima, que é uma das principais causas de quem sofre de bullying. 

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