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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 973 / 2018

29/05/2018 - 15:10:27

Temos futuro?

ELIAS FRAGOSO

Verdade e política definitivamente não rimam. Essa coisa de papo reto passa longe de suas excelências. Só trouxas acreditam nas patacoadas verborrágicas que eles têm sempre na ponta da língua sobre qualquer coisa ou assunto. A licença poética é usada por eles não para construir narrativas ou propostas, mas para escamotear a verdade ao vulgo, para mentir descaradamente acerca de suas estripulias, privadas ou públicas. Raríssimamente ouve-se de um político a verdade crua sobre a zona cinzenta em que eles trafegam. No limiar entre o crime e a cidadania. 

Recentemente, o ex deputado Pedro Correia, ex-presidente do PP (vocês ainda vão ouvir falar muito desse partido...) e um dos maiores corruptos deste país (pego no mensalão e na Lava Jato) teve um desses momentos de “sincericídio”: “Não sou nenhum santo, sou um político da minha geração, que fazia eleição com dinheiro, acertando compra de votos de prefeitos e vereadores”. 

E de onde sai essa grana? Do tesouro nacional, via as famosas emendas parlamentares, das empresas e dos fundos de pensão estatais loteados entre suas excelências com o fito único de roubarem. Muito. Em escala pantagruélica. Butim de tal enormidade, que não há no mundo similar para avaliá-lo. Estão enfiados até mais que o pescoço nessa lama malcheirosa PT, MDB, PSDB, PP, PR, PTB principalmente, mas não escapam também as siglas nanicas, partidos de aluguel que somente tem serventia para servir de escada aos maiores (e disso se aproveitam para participarem da farra interminável do roubo de dinheiro público). Quanto mais eles roubam, mais o país padece.

E não se pense que a coisa parou por conta das descobertas da Lava Jato. Que nada, continua tudo de vento em popa, como se nada estivesse ocorrendo. Basta abrir os jornais de cada dia. Os descarados continuam fazendo tudo do mesmo jeito. É o PTB brigando para não privatizar a Casa da Moeda (por que será hem?) e aprontando no Ministério do Trabalho, é o PP indicando o ministro da Saúde, uma das pastas com mais recursos dentre as demais, mas que não chegam ao cidadão comum que depende e morre na fila do SUS, é o PR aboletado no Ministério dos Transportes (aliás o presidente do partido é réu condenado e cumprindo pena, pense!). Outra pasta com muita grana, é o MDB que é “especial”: tem o da Câmara e o do Senado. Não partilham juntos (sic!). E, até o PT que mesmo destronado continua com milhares de filiados aboletados em cargos públicos. Uma total falta de vergonha!

As eleições presidenciais estão bem aí à frente. A economia empacada (venho dizendo aqui há tempo que não vamos sair desta tão cedo – na melhor das hipóteses a partir de 2022) só andará se as reformas tão cantadas em prosa e verso por este governo vierem a ser paridas no próximo; nenhuma clareza no cenário político; o aumento exponencial da insegurança, filha direta do desemprego e da ausência de Estado têm levado o brasileiro a essa estranha sensação de déjà vu. É mais do mesmo. Mas sempre pior.

Em nosso país, o relógio da política sempre foi mais lento que o da economia. Não é à toa que perdemos o bonde da história. Enquanto nossos políticos discursavam, os Estados Unidos, que tinha economia quase do tamanho da nossa no início do século XX, acelerava o passo para se tornar a maior economia do mundo. Há 60 anos, o Japão semidestruído e a Coreia com renda per capita quase 10 vezes inferior à nossa, iniciaram e concluíram sua caminhada rumo ao desenvolvimento. São hoje duas potencias econômicas mundiais. Enquanto nós temos que aturar essas figuras corruptas e ladravazes contumazes que infernizam a vida de todos e impedem o crescimento da Nação.

Mas estamos tendo a chance na eleição que se avizinha de retirar da vida pública meliantes que se dizem políticos, e alçar novas pessoas que se comprometam com o que eles jamais fariam: defender os interesses da população e da Nação. A próxima geração agradece. Porque desta eles já roubaram a esperança.

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