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12 de Novembro de 2018

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Edição nº 973 / 2018

29/05/2018 - 14:40:09

JORGE OLIVEIRA

Gleisi à beira do buraco

JORGE OLIVEIRA

Brasília - O Lula já levou muitos dos seus comparsas para a cadeia. Quem se juntou a ele nos últimos vinte anos caiu em desgraça. Nem os filhos foram poupados das suas artimanhas que normalmente acabam em cadeia. Agora, ele decide acabar com o PT, o partido que ajudou a fundar, negando-se a apresentar um candidato à presidente para salvar o que resta da base. Estrategicamente até se entende que ele se mantenha candidato, pois ao anunciar que desiste da disputa, mesmo sendo inelegível, seu destino certamente será um presídio comum.

O PT está se apagando ao não participar dos debates políticos. Preso, Lula mantém-se irredutível. Usa as mulheres para esconder as suas intenções, nem sempre honestas e sinceras. Foi assim com a Dilma, sua primeira marionete, e agora com a Gleisi Hoffmann, a presidente do PT, a quem ele escolheu para ser porta-voz das suas mensagens inócuas aos seus seguidores que tentam manter hasteada a bandeira do partido.

VAIDOSO PATOLÓGICO, ELE USA MULHERES.

Lula vai continuar candidato porque tem motivos inconfessáveis que ele julga “saudáveis” : os R$ 35 milhões de reais do Fundo Partidário que caíram no caixa do PT este ano, e os R$ 212 milhões do Fundo Eleitoral destinados ao partido em 2018, do total de R$ 1,7 bilhão distribuídos nas eleições. Toda essa dinheirama será administrada por Hoffmann, a senadora submissa que Lula a elevou ao pedestal político para usá-la ao seu bel-prazer. Ao indicá-la presidente do PT, o chefe petista sabia da futilidade da senadora e da sua subordinação aos seus caprichos.

A história mostra que o ex-presidente risca da sua agenda aqueles que vivem à sua sombra para caminhar sozinho como um soberano inatingível. Abandona os amigos no meio do caminho como fez com vários deles que estão na cadeia. E impõe alguns ao ostracismo como Aloísio Mercadante, Wagner, Dilma, Humberto, Palocci, Vargas, Vaccari, Delúbio, Paulo Ferreira, este condenado esta semana a 9 anos, e tantos outros. Lula, como se diz lá no Nordeste, é igual a Mandacaru: não dá encosto nem sombra.

Falso

Quanto a Hoffmann, o ex-presidente vai mantê-la à frente do PT enquanto ela continuar manipulando o caixa, pois do presídio ele mesmo vai se encarregar de distribuir o dinheiro para as campanhas, mantendo-se no domínio financeiro do partido. Espertamente, incentiva Hoffmann como porta-voz, transfere para ela um poder falso, administra a sua vaidade e, nos bastidores, age como um déspota para manipular seus fanáticos e administrar, dentro da cadeia, os milionários fundos dirigidos aos candidatos de sua preferência.

O circo

Lula é um egocêntrico, age de acordo com as suas conveniências. Quando a Dilma, por exemplo, ensaiou mudanças ministeriais no segundo mandato, para tentar alçar voo próprio, foi defenestrada por ele que puxou o seu tapete. Ali, ela percebeu que não governava e, como uma marionete, obedecia ao comando do dono do circo. Recolheu-se a sua insignificância e esperou, como uma artista sem alma, que o impeachment chegasse para fechar a cortina do espetáculo mambembe. Pagou também caro o preço da ousadia ao tentar desafiar o chefe que queria apeá-la do poder para sucedê-la na presidência na eleição de 2014.

Doente

É natural, portanto, que o Lula, um ser patológico, não se interesse em manter o PT vivo, estruturado e disputando eleições no país enquanto estiver preso. Se abrir espaço para os petistas mais influentes, ele tem a certeza de que perde o comando da agremiação. Assim, raciocina, prefere sucumbir junto com o partido a deixar que aliados se sobressaiam na sua reestruturação. Além disso, enquanto Gleisi estiver ao seu lado, ele mantém sob controle absoluto as finanças e toda a estrutura política do PT.

Afinal de contas, o PT sabe, como nenhum outro partido, usufruir do dinheiro público. Não à toa, o ex-presidente e seu séquito estão guardados em presídios porque dilapidaram o patrimônio dos brasileiros.

Prudência

Se Hoffmann ainda não entendeu como o seu chefe opera, que se cuide, pois o Sérgio Moro é seu vizinho lá no Paraná. E é prudente que não compare o magistrado ao “fascista” do Jair Bolsonaro, como ela o qualificou em entrevista ao jornal Diário de Notícia de Lisboa ao investir contra Moro: “um juiz parcial, que tomou decisão baseada em atos políticos”. Cautela senadora, os chineses, do alto da sua sabedoria milenar, já dizia: “A língua é o veneno do corpo”.

Isolado

Lula chamou Hddad, ex-prefeito de São Paulo, para conversar lá na cadeia. Ele fareja que o Ciro pode crescer e sente o cheiro de crescimento do candidato. De todos que estão aí é o único que ele acha que pode ir para o segundo turno e desmontar o Bolsonaro. Por isso quer encostar o seu PT ao lado do cearense enquanto ele precisa de apoio.

Em casa

Lula pediu que Haddad abrisse uma conversa com Ciro para saber da disposição dele de aceitar o apoio do PT, coisa que até a prisão dele Ciro ainda descartava, quando disse que não era biombo do Lula para ir ao sindiato dos Metalúrgicos prestart solidariedade quando da sua prisão. 

Em Alagoas

Se depender de Carlos Lupi, president do PDT, aquele que vivia beijando as mãos da Dilma para se manter no cargo de Ministro do Trabalho, Ciro não deve recuar do apoio do Lula, principalmente no Nordeste onde ele ainda não decolou e os eleitores do Lula estão órfãos. É por isso que o candidato está tentando organizar as bases na região. Incentivar a candidatura de Ronaldo Lessa é uma das suas estratégias, pois acha que os Calheiros não devem apoiá-lo para presidência. Acontece que a inlegibilidade do Lula deixa os Calheiros sem opção e mais próximo de Ciro, evidentemente se Lessa não disputa o governo.

O novo

A candidatura de Rodrigo Cunha para o Senado mexeu com a estrutura política de Alagoas. Candidatos bem posicionados estão dando meia volta para o ninho antigo. Alguns devem recuar para candidaturas proporcionais, pois não querem arriscar à carreira política. 

Euforia

Como ninguém deve cantar de galo antes da hora, nessas eleições vão surgir fatos novos que podem mudar o rumo da política de Alagoas. Candidato novo não é sinônimo de vitoria. No final das contas prevalence o trabalho que cada um faz pelo estado. Mas uma coisa é certa: Rodrigo vai para o perde ganha visando a sucessão de Renan Filho, quando deve bater chapa chapa com Rui Palmeira, ambos, agora, em partidos diferentes.

Trator

No momento, sem adversário, Renan Filho é um trator. Os adversaries se encolheram diante das pesquisas que falam da aprovação do seu governo, motivo de uma forte aliança que pode lhe garantir a eleição já no primeiro turno. Quem botou a cabeça de fora até agora voltou para o casco como cágado. 

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