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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 972 / 2018

22/05/2018 - 15:52:28

Rodrigo Cunha ao Senado mexe com 2 eleições em Alagoas

Deputado já é cotado para a Prefeitura de Maceió em 2020; disputa pode colocar Marcelo Palmeira e Kelmann Vieira ao Governo

Odilon Rios Especial para o EXTRA
Kelmann Vieira pode ser a aposta do PSBD para o governo do Estado

O lançamento do deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB) no cenário eleitoral para o Senado mexe os bastidores da campanha alagoana e lança entendimentos diferentes sobre a presença dele na disputa.

Para os calheiristas, a jogada de Cunha é para as eleições de 2020. A aposta é que o deputado se lance à Prefeitura de Maceió, como sucessor de Rui Palmeira (PSDB).

Seria um nome de fora do grupo político do vice-prefeito Marcelo Palmeira (PP) e do presidente da Câmara, Kelmann Vieira (PSDB)- ambos também interessados na vaga de prefeito para daqui a 2 anos, claro, com o apoio do prefeito de Maceió.

Os tucanos pensam diferente. “O Rodrigo é um ótimo candidato. E vai ganhar”, diz a vereadora Tereza Nelma (PSDB).

E sobre o cenário em 2020, com Rodrigo Cunha na disputa à Prefeitura? “Não existe nada disso, está muito longe”.

Fato é que, enquanto o deputado estadual era azeitado nas conversas oficiais e nos bastidores,  Marcelo Palmeira e Kelmann Vieira se mexiam para mostrar que ambos estão de olho nos lances de Rui.

Daí a possibilidade: Marcelo e Kelmann seriam testados nas eleições já neste ano. Um deles iria para a disputa ao governo do Estado. 

A estratégia é a mesma utilizada com Julio Cézar, hoje prefeito de Palmeira dos Índios. Ao desistir, em 2014, de ir ao confronto contra o então candidato ao governo, Renan Filho, Eduardo Tavares (ex-prefeito de Traipu) era apoiado pelo então governador Teotonio Vilela Filho (PSDB).

Saiu da disputa um mês após a convenção que o referendou candidato à chefia do Executivo. Téo Vilela, então, escolheu Julio Cézar, que perdeu a votação mas ganhou, 2 anos depois, a Prefeitura de Palmeira dos Índios.

O próprio Eduardo Tavares, na época secretário de Defesa Social, foi eleito, em 2016, à Prefeitura de Traipu, de onde renunciou em abril deste ano para concorrer a uma vaga para deputado federal.

Rui Palmeira não esconde sua procura para um nome ao governo. Mas, ainda tenta resolver o impasse na outra vaga ao Senado.

Já tem o 1º voto:  Rodrigo Cunha. O segundo caminho natural deveria ser Benedito de Lira (PP), que tem como suplente Givago Tenório, sobrinho do empresário João Tenório, sócio do tio do prefeito no Sistema Pajuçara de Comunicação. 

Não é bem assim. PSB, DEM e PSDB discutem coligação a federal, deixando de fora Arthur Lira (PP), que vai à reeleição na Câmara.

O entendimento entre PSDB e PP “está difícil”, diz a vereadora Tereza Nelma.

E reproduzindo a dúvida que ronda todo o partido, explica: “Meu primeiro voto é para Rodrigo Cunha. Meu segundo voto também”, desconversa.

Téo Vilela, por exemplo, deve votar em Renan Calheiros (MDB) e Rodrigo Cunha ao Senado. A espera é que ele ajude na reeleição do governador Renan Filho. A deputado federal? Escolheu o sobrinho, Pedro Vilela (PSDB).

Neste cenário apertado e ainda cheio de discussões sobre quem apoia quem, surgem Marcelo Palmeira - enteado de Biu de Lira- ou Kelmann Vieira na provável disputa ao governo. Seria um rompimento momentâneo com Rui, apenas para garantir um palanque para Biu de Lira e Arthur.

INTERESSE COMUM

Kelmann e Marcelo nunca esconderam o interesse pela Prefeitura de Maceió. Mas querem garantias de Rui pois sabem que disputar, a esta altura, a vaga praticamente certa de Renan Filho ao governo, é uma derrota quase anunciada.

Quase anunciada porque a eleição para Kelmann e Marcelo não termina em 2018, mas somente em 2020.

O presidente da Câmara e o vice-prefeito querem o seguinte: a palavra empenhada de Rui (seja quem for o escolhido, que o apoio vire votos em 2020) e que, quem for o escolhido, ajude o outro na disputa.

E Rodrigo Cunha? O desempenho dele nas urnas em outubro dará o tom na concorrência para daqui a 2 anos. Isso pode transformar Marcelo Palmeira e Kelmann Vieira em aliados do tucano. Existe ainda o pedido de votos de Heloísa Helena (Rede), que é candidata a deputada federal e anunciou esta semana que ajudará na campanha de Cunha.

PCB e PSOL 

se articulam

Guilherme Boulos, candidato a presidente pelo PSOL, foi a novidade desta semana. O presidenciável veio a Alagoas, lançou o professor de Direito Basile Christopoulos ao governo do Estado e, via PCB, o também professor Osvaldo Maciel ao Senado. 

Nacionalmente, as esquerdas buscam se unir, ainda sem clareza para uma candidatura única. Manuela d’Ávila (PC do B), Boulos e Ciro Gomes (PDT) caem em campo buscando esticar seus nomes nas pesquisas.

Em Alagoas, o PDT fechou aliança com Renan Filho e Renan Calheiros, assim como o PC do B. 

A Rede, comandada em Alagoas por Heloísa Helena, aposta que a ex-vereadora terá mais de 100 mil votos na disputa para federal. Ainda não definiu se terá candidato ao governo e deputados estadual e federal. Também não ficou definido o 2º voto ao Senado. 

A menos de 5 meses das eleições, muitas águas ainda rolam debaixo da ponte. Até a data das convenções, a ordem é conversar.

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