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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 972 / 2018

22/05/2018 - 15:46:40

SAÚDE MENTAL

Pondere, reflita

A palavra de ordem é ponderar. E o que significa ponderar? É examinar com atenção, avaliar, apreciar, ajustar, corrigir. Quem nunca ouviu a frase: Quero isso pra ontem! Ontem? Ontem não existe, ou melhor, existiu e se algo não foi concluído ontem, a única alternativa é ser concluído hoje. Não tem outra alternativa, ou melhor, tem: ser concluído, amanhã ou outro dia.

O resultado é um sentimento de incapacidade, incompetência. Esses sentimentos podem ser trabalhos se a pessoa fizer uma reflexão no que está sendo cobrado, solicitado, pedido.

Basta ponderar ou refletir sobre o que pode e o que não pode fazer num determinado momento. O que era para ter sido feito ontem - se não foi feito - jamais será realizado ontem e sim hoje ou amanhã. Portanto, pondere, reflita e não se estresse.

E o que tudo isso tem com Saúde Metal? Tudo. As pessoas estão ficando estressadas, ansiosas sem nenhuma necessidade, por absorver essas “determinações”: de fazer tudo “ontem”, agora. É o imediatismo contemporâneo, nada saudável.

Não confie, aposte

Iremos, um dia, nos decepcionar com as pessoas que estão ao nosso convívio diário, seja esposa(o), filho(a) amigo(a), colega, político, enfim. A decepção faz parte do dia a dia do ser humano. E essa decepção pode nos levar a um processo de intensa angustia ou  revolta. Isso é possível? É. E o que fazer?

Ninguém pode mudar um comportamento do(a) outro(a). Portanto, o melhor é não confiar e sim apostar que a outra pessoa perceba o que esta fazendo e modifique seu comportamento. É menos traumático, menos doloroso.

Portanto, não confie; apenas aposte na pessoa. É menos traumático. Se não conseguir, procure um psicólogo. 

Diga, não!

Você consegue dizer não quando algo te incomoda ou quando alguém pede algo? Se sim, excelente. Mas, se não conseguir, você precisa procurar ajuda de um psicólogo. 

Seja na família, na faculdade ou mesmo no ambiente de trabalho, sempre existe um(a) folgado(a) que pede de tudo, inclusive coisas que ele(a) mesmo(a) pode fazer e insiste em não fazer, impondo que outra pessoa faça, até mesmo utilizando o bom humor, a sensualidade, entre outros mecanismos.

Diga, não! II

Pois é. Essas pessoas existem e são muitas. Elas acreditam, por exemplo, que são melhores do que as outras e um simples transpor um objeto “pesado” de um lugar para outro ela não faz e “pede” para outra pessoa fazer. Isso se chama desonestidade.

A pessoa  aprendeu a “explorar” outras.  Se é capaz de explorar numa coisa simples, é também capaz de explorar em situações mais complexas.

Não diga sim e evite que te explorem. Isso ocorre muito no ambiente familiar, utilizando-se de “chantagem emocional”. E geralmente a pessoa conhece muito bem os sentimentos da outra pessoa que quer explorar.

Diga, não! III

A pessoa que diz sim, sem necessidade, pode ter como característica baixa autoestima e por “receio” de desagradar, diz sim.

Portanto, diga não; quando necessário.  Se não conseguir, procure um psicólogo.

Reclamar? Não!

Um cientista da computação e filósofo inglês Steven Parton fez um estudo e descobriu que o ato de reclamar prejudica o cérebro.

As emoções negativas e as reclamações afetam o cérebro e o corpo da própria pessoa se ela apresentar essas ações ou mesmo se ela conviver com pessoas que fazem o mesmo: reclamar. O cérebro funciona em conjunto com a consciência para criar a personalidade. A boa notícia é que o cérebro sempre aprende; cria e se regenera, diferente do que se dizia antes. 

Reclamar? Não! II

O cérebro é composto por cerca de 100 bilhões de neurônios (que transmitem informações) e pesa cerca de 1,5 Kg. As pesquisas indicam que 25% da energia do corpo (dá para acender uma lâmpada) é consumida pelo cérebro.

A melhor máquina do corpo é o cérebro. É uma máquina de aprender, e, fazer. Uma caneta, por exemplo, antes era uma ideia e se materializou. Assim são nossos pensamentos. Ao pensar, esses pensamentos poderão ser materializados. Seja para se alcançar algo, um objetivo ou uma meta, se for repetidamente e saúdável.

Reclamar? Não! III

Se uma pessoa está habituada a fazer reclamações e tiver pensamentos negativos, o cérebro buscará fazer isso novamente – repetir - porque é o caminho mais rápido que ele aprendeu, são as conexões neurais, habituadas.

Reclamar? Não! IV

A segunda boa notícia é que o cérebro pode desaprender, mas é mais complexo e doloroso, mas é mais saudável. É o que se chama de neuroplasticidade, ou seja, a capacidade de remapeamento das conexões das nossas células nervosas processo que nos ajuda a continuamente aprender.

Portanto, pensar positivamente, ter gratidão, agradecer, o cérebro se modifica positivamente. Exercitar o cérebro – ler, fazer viagens, aprender um novo idioma, uma atividade diferente – faz do órgão um eterno aprendiz. Os neurônios se multiplica, sempre, inclusive na pessoas com mais idade, ao contrário que se dizia.

Reclamar? Não! V

A reclamação quotidiana é um fechamento sobre si mesmo(a); é recusar uma realidade que pode ser modificada, basta reduzir as reclamações e agir, mudar.. Embora, existam, sim, reclamações ou reivindicações justas.  Viver dá trabalho é doloroso, é complicado, mas pode ser muito prazeroso.

Reclamar? Não! VI 

Portanto, é bom parar de dizer: se não fosse o governo...; se não fosse o mal tempo...; se não fosse... eu poderia está melhor. O cérebro e as pessoas que estão no convívio direto, agradecem o não reclamar.

 Reclamar? Não! VII 

Às vezes a pessoa é a própria queixa, a reclamação e isso se torna a própria vida dela. Mas, na verdade, as reclamações ou as queixas representam a preguiça de viver, de ir à luta e mudar o que for possível e viver bem. Assim, é preciso parar de reclamar.

Não fácil; é doloroso, mas é possível. Caso não consiga procure um psicólogo. Portanto, é preciso agir.

Alô pais!!!

Esta semana estreou/vai estrear – 18 de maio - a segunda temporada de Os 13 Why -  “0s 13 porquês”. Um seriado que destaca o suicídio de uma adolescente de 17 anos. Os episódios vão explorar os motivos que levaram a personagem a cometer o suicídio. Desde já sugiro que se seu filho(a) for assistir, que seja com os pais. Na próxima edição da SAÚDE MENTAL farei um comentário.

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