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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 972 / 2018

22/05/2018 - 15:44:33

Uma idosa pede socorro!

Alari Romariz Torres

A expressão “danos morais” está se tornando muito comum em nosso cotidiano. A cada dia que passa mais as pessoas tomam ciência de seus direitos e passam a mover ações de reparação, como é o caso dos danos morais.

Esse tipo de ação pode estar relacionado a acontecimentos ocorridos no nosso dia a dia e que, de alguma forma, nos prejudicam moralmente, psicologicamente ou financeiramente. Pode ser um assédio sexual ou moral publicamente ou não, o fato de ser mal atendido ou discriminado ao realizar uma compra, de ter a conta no banco suspensa sem motivo, de não ser atendido no seu plano de saúde ou de ter um direito negado no ambiente de trabalho.

Está previsto o dano moral na Constituição de 1988 (art. 5º, inciso V) e caracterizado por violação de bem ou ofensas que afetem a moral de uma pessoa.

Fiz uma pesquisa a respeito de danos morais porque tenho me sentido incomodada com a maneira de tratamento que recebo da Mesa Diretora e do diretor de Pessoal da Assembleia Legislativa. Quando falo só em meu nome é porque tantos ativos como inativos têm medo de perseguição por parte dos poderosos.

Os idosos do Poder Legislativo, quase todos acima de setenta anos, estão em situação irregular por conta da irresponsabilidade da Mesa Diretora, isto é, foram jogados no Alagoas Previdência desde 2015, mas suas pastas funcionais continuam naquele Poder. A folha de pagamento é confeccionada pelo Legislativo, a verba é dividida entre as duas instituições e, na hora de requerer algo, os “velhinhos” não sabem a quem se dirigir.

Vivemos numa ditadura na Casa de Tavares Bastos. Pessoas ligadas aos deputados vêm de fora para perseguir e humilhar funcionários ativos e inativos. Enquanto os assessores, em número de novecentos, ganham salários dobrados, servidores estáveis e aposentados ganham migalhas e têm seus mínimos direitos negados.

Há dez anos tudo que faz parte da vida funcional de todos nós só é recebido através da Justiça. Qualquer consulta feita ao primeiro-secretário, recebe a incisiva resposta: judicialize! Ele ganha tempo, fica com parte de nosso salário e só obedece à Justiça no último momento. O que ficou pra trás não volta mais.

Se alguém precisa de uma informação ou documento, precisa apelar para amigos sigilosamente. Temem o “laranja-mor”. O medo ronda o ambiente!

Amigos e parentes sugerem que abandone a luta, pois levo uma vida boa com minha família, tenho 77 anos, pressão alta, sou diabética e já tive câncer por duas vezes. Mas não consigo ver meus mínimos direitos desrespeitados, pessoas desavisadas, rancorosas, faltando com respeito aos idosos.

Dirão vocês: e as entidades representativas da categoria? Temos três que vivem lutando para manter nosso plano de saúde, recorrer à Justiça até para receber um terço das férias e recuperar as pensões congeladas há dez anos.

Como pode sobreviver um idoso num clima nocivo, com homens maldosos poluindo o ambiente de trabalho, perseguindo criaturas inofensivas, pagando salários dobrados a novecentos assessores que devolvem parte para eles do que recebem?

Falo, reclamo, denuncio e não encontro ressonância ao que mostro. Parte da Mesa Diretora atual é investigada ou indiciada pela Justiça. O diretor de Pessoal é alvo da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça. Mas, infelizmente, continuam mandando e perseguindo pessoas.

Temos um Estatuto do Idoso, cuja proposta é servir de referência no processo de conscientização da sociedade sobre a importância e do valor dos mais velhos.

Parece que os dirigentes do Poder Legislativo de Alagoas não entendem de leis, não respeitam nosso Estatuto. Assim, oprimidos e humilhados, perguntamos às autoridades competentes: estamos sofrendo danos morais? Nossa situação é digna e honrosa de pessoas idosas?

SOCORRO!

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