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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 972 / 2018

22/05/2018 - 15:44:16

Abalando os alicerces

JORGE MORAIS

A desistência do prefeito de Maceió, Rui Palmeira, de sair candidato ao Governo de Alagoas, deixou o caminho mais curto para Renan Filho continuar governando o estado, situação que já lhe era favorável, independente do prefeito sair ou não como postulante ao cargo. A decisão, sem dúvida, atrapalhou até os planos da oposição, que continua apostando em um palanque forte nas eleições de 7 de outubro.

Passado esse momento de frustação para alguns, um fato novíssimo surgiu durante a semana passada com o anúncio da candidatura do deputado estadual Rodrigo Cunha ao Senado da República. Mas, o que é que uma coisa tem a ver com a outra, governo e Senado? É que, com a decisão de Cunha, começa a aparecer o palanque que a oposição precisava, provavelmente, muito rapidamente, anunciando um nome com densidade eleitoral para caminhar de braços dados com o deputado que vai sair a senador.

Minha opinião é que a candidatura de Rodrigo Cunha, com os novos nomes que vão aparecer, ainda não trará muitos problemas para a reeleição de Renan Filho, mas o governador não aliviará mais o pé, como alguns imaginavam, pois tem, agora, o compromisso moral de eleger o pai, senador Renan Calheiros, mais uma vez, para uma cadeira no Senado da República, independente dos votos que já tem e da liderança que ocupa nas pesquisas.

O PSDB, como maior partido de oposição ao governador em Alagoas, já se assanha para buscar um nome que represente a oposição nesse momento, formada pelo próprio PSDB, o PP (do senador Benedito de Lira), o DEM (de José Thomaz Nonô) e alguns outros chamados pequenos. Esta semana foi comentado esse nome: Kelmann Vieira, presidente da Câmara de Vereadores de Maceió, filiado ao PSDB, aliado do prefeito Rui Palmeira, genro do deputado do MDB e amigo-irmão do senador Renan, Cícero Cavalcante, calheirista de todas as horas.

Se é verdadeira ou não essa informação, pelo menos até o fechamento desta coluna não ouvi nenhum desmentido por parte do vereador Kelmann nem dos grupos ligados a ele. A ideia é: se for candidato, não perde nada, muito pelo contrário, fortalece seu nome no estado pensando no futuro; tem algumas bases no interior, especialmente na região do Alto Sertão e na região Norte do estado; e terá como companhia um nome já consolidado, que é o do deputado Rodrigo Cunha.

Não entendo muito de política, ou quase nada, mas acho que a situação, de uma posição confortável, precisa colocar as barbas de molho e pisar fundo no acelerador. Converso com muita gente nas ruas e sinto o termômetro eleitoral aumentando. Nenhuma dúvida que, em se tratando do Senado da República, é briga grande entre a experiência de alguns e a juventude e novidade no processo de outros. Hoje, fico a me perguntar: quem tira mais votos de Renan Calheiros e Benedito de Lira, Maurício Quintella, que vem comendo pelas beiradas, ou Rodrigo Cunha, que é a aposta da vez? E olhe que não falei de Marx Beltrão, Omar Coêlho e mais alguns que brigam pelo mesmo cargo. Acho que muita coisa ainda vai acontecer nesse processo todo. Tudo somente será definido depois das convenções, mesmo que os pré-candidatos já estejam em campanha, mas é bom que Renan Calheiros e Benedito de Lira coloquem as barbas de molho, mesmo que não as usem.

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