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21 de Novembro de 2018

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Edição nº 972 / 2018

22/05/2018 - 15:39:54

Meio Ambiente

Sofia Sepreny Estagiária sob a supervisão da Redação

Zika

Milhões de mosquitos estéreis serão soltos por drones em partes do Brasil para combater o Zika vírus, depois de testes de campo bem sucedidos que foram saudados pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um “avanço”. Uma vez soltos, os mosquitos Aedes aegypti estéreis criados em laboratório copulam com fêmeas, mas não produzem ovos viáveis, explicou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A AIEA, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês) e a organização sem fins lucrativos WeRobotics, que dedica sua tecnologia ao desenvolvimento, soltaram cerca de 280 mil mosquitos em um teste usando aeronaves de controle remoto adaptadas especialmente para o Nordeste do país no mês passado.

Mudas para Alagoas

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) vai lançar, no dia 6 de junho, um plano para o reflorestamento das matas ciliares. A ação faz parte do fortalecimento dos comitês de bacias hidrográficas em Alagoas. O planejamento é plantar um milhão de mudas nos próximos quatro anos. 

Desmatamento

O último relatório divulgado pelo Instituto Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) aponta que o desmatamento na Amazônia Legal, área que compreende nove estados brasileiros e corresponde a quase 60% do território brasileiro, atingiu 287 km2 em março de 2018. Para efeito de comparação, neste mesmo mês, em 2015, o desmatamento era de 58 km2, ou seja, cinco vezes menor.

Segundo o levantamento, em relação a março de 2017, consi-derando somente os alertas a partir de 10 hectares, houve aumento de 249%, quando o desmatamento somou 71 km2. O avanço da soja em áreas de desmatamento na Amazônia também é o maior em cinco anos. O plantio do grão em área devastada cresceu 27,5% em relação à safra anterior, segundo um relatório da Moratória da Soja.

Novas regras

Entrou em vigor no início do mês de maio o Sinaflor (Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais), um mecanismo que “integrará informações dos imóveis rurais com informações da cadeia produtiva florestal, rastreando a madeira, desde as autorizações de exploração até o transporte, armazenamento, industrialização e exportação por meio do DOF”. Agora, todas os pedidos de autorização para supressão de vegetação, atividades florestais ou empreendimento em bases florestais deverão ser feitos por meio do Sinaflor. 

Infinitamente reciclável

Cientistas americanos disseram que fizeram avanços em direção a um tipo de plástico que pode ser reciclado “infinitamente” e que este parece ser durável o suficiente para competir com os plásticos comuns. Diferentemente dos plásticos feitos a partir de derivados de petróleo, o novo tipo pode ser transformado de volta ao seu estado original de pequenas moléculas e transformado em novos plásticos repetidas vezes, disse o relatório na revista Science. A pesquisa foi feita apenas em laboratório, sendo necessário mais trabalho para desenvolvê-la. No entanto, a equipe anunciou um avanço em relação a 2015, quando o resultado foi de um plástico totalmente reciclável que era mais macio do que o ideal. Fazer a versão antiga exigia condições extremamente frias e o produto final tinha baixa resistência ao calor. O novo produto corrige todos esses problemas, disseram os pesquisadores.

Elefantes indianos

Na Índia existem mais de 4 mil elefantes mantidos em cativeiro que enfraquecem até a morte. De acordo com o Relatório de Proteção Animal, o país é considerado o “local de nascimento da domesticação de elefantes para o uso por humanos” Para efeito de comparação, o país tem 27 mil elefantes selvagens. Os elefantes são fortemente associados às tradições religiosas e culturais do país. No sul da Índia, os paquidermes são alugados durante festivais religiosos para procissões barulhentas e outras festividades como casamentos e inauguração de hotéis e lojas. Em outros locais, elefantes acorrentados e selados são usados para levar turistas, subir e descer escadarias ou ser banhados e tocados por eles. De acordo com a imprensa local, mais de 70 elefantes em cativeiro morreram “jovens e em circunstâncias não naturais” em apenas três estados entre 2015 e 2017. 

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