Acompanhe nas redes sociais:

25 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 972 / 2018

22/05/2018 - 15:39:13

Deputado enfrenta caciques em disputa ao Senado

“Falta de opção para governo é um tapa na cara dos alagoanos”, diz Rodrigo cunha

JOSÉ FERNANDO MARTINS [email protected]
“Não foi uma decisão por acaso”, declara Rodrigo Cunha sobre pré-candidatura ao Senado

O deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB) surpreendeu o eleitorado alagoano ao anunciar a pré-candidatura ao Senado. Em meio às apostas de que Cunha seria um concorrente à altura do governador Renan Filho (MDB), o parlamentar decidiu que seu próximo passo na política é assumindo, ou pelo menos tentando, um espaço em Brasília. “Não foi uma decisão por acaso e, sim, algo que vinha sendo maturado há algum tempo”, disse em entrevista concedida nesta semana ao programa Conjuntura com Flávio Gomes de Barros, exibido pela TV Mar. 

A opção do tucano em disputar ao Senado reforçou ainda mais os comentários de que a reeleição do governador já está mais do que garantida. “Não me cobro por isso. Mas é um tapa na cara de todos os alagoanos. Mostra que não temos opções. Quando Rui [Palmeira] confirmou que ficaria como prefeito de Maceió, me perguntaram o que eu achava. Penso que é triste porque nos faltam lideranças. E não é por acaso. Quem está na política coloca o pé em cima para que outras pessoas não cresçam”, disse. 

Cunha falou ainda que não houve a influência de lideranças nacionais do partido em sua decisão de disputar o Senado. “Há expectativa grande de que se monte aqui um palanque para o pré-candidato a presidente Geraldo Alckmin (PSDB), mas independentemente da situação, ele será muito bem recebido no estado. Temos as prefeituras de Maceió e a de Arapiraca, e terei boas condições de andar com Alckmin em alguns locais. Temos também deputado federal. Mas, claro que sei que o interesse da nacional é de que se tenha um candidato a governador no estado”.

Sobre os comentários de que ter escolhido o Senado seria para evitar dividir palanque com o senador Benedito de Lira (PP), o parlamentar informou “que sempre busca independência na política” e que uma campanha a governador necessitaria de gastos que não iria conseguir arcar. “Hoje fugiria às minhas mãos realizar uma campanha para majoritária sendo candidato ao governo. Isso me causaria um estresse enorme. E não foi o Benedito de Lira que me fez mudar para Senado e, sim, a situação geral e o desejo de trazer renovação para Alagoas”. 

E quem será o candidato tucano ao governo do Estado? Nem Cunha arriscou citar um nome. No último final de semana, o presidente da Câmara dos Vereadores de Maceió, Kelmann Vieira (PSDB), se tornou “a bola da vez”. Embora nada tenha sido divulgado oficialmente, os boatos são de que Vieira pode formar uma parceria com o vice-prefeito Marcelo Palmeira (PP), enteado de Benedito de Lira. 

“Temos tempo para isso, a imprensa tenta acelerar o passo. No entanto, acredito que até a Copa do Mundo muita coisa irá acontecer. Daqui para lá irá surgir outro nome. Vou fazer o que estiver no meu alcance para colaborar e não apenas chancelar uma eleição”. Quanto à concorrência ao Senado, o hoje deputado estadual enfatizou que tem seu diferencial. “É não usar intermediários, é conversar diretamente com as pessoas. Não é apenas rede social; curtidas não são votos”. 

O que o Senado Federal pode esperar do pré-candidato caso seja eleito? “Minha experiência no Procon me levou a ser o vice-presidente nacional dos Procons, mudamos a realidade de como o órgão era visto, que hoje é de cidadania plena. Nesse meu mandato, chamamos a atenção da mídia nacional com ações de baixo custo, inovação e resultados, aproximando o povo da política. No Senado não será diferente. Colocarei em prática toda uma bagagem. Tenho experiência na política sem fazer politicagem”. 

E finalizou: “Me sinto preparado e é o que o alagoano espera de mim, de ter coragem para abrir mão de um caminho fácil, como deputado estadual ou federal, no entanto, nunca estive em busca de um cargo. É ir em busca de mudança para os alagoanos”. 

SENADO

Até o momento, nove pré-candidatos anunciaram interesse na disputa pelo Senado Federal. São eles: Omar Coêlho (Podemos), Marx Beltrão (PSD), Flávio Moreno (PSL), Ildo Rafael (PSB), Maurício Quintella (PR), João Caldas (PSB), Renan Calheiros (MDB) e Benedito de Lira (PP), além de Rodrigo Cunha (PSDB). Neste ano, o eleitor terá que escolher dois nomes para o cargo.

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia