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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 972 / 2018

22/05/2018 - 15:37:16

As homenagens às assassinas dos pais e da linda filha

JOSÉ ARNALDO LISBOA

Eu pensei que estava diante da maior mentira do mundo, mas era verdade o que eu estava lendo nos jornais, ouvindo nas rádios, sabendo através das redes sociais e vendo na televisão. A notícia foi tão absurda que eu pensei ser “o dia da mentira, o dia 1º de abril. Na realidade, o dia que aconteceu o grande absurdo foi o segundo domingo do mês de maio, quando o comércio alegremente registra como o Dia das Mães. Foi, exatamente nesse dia que a Suzana Richthofen, assassina da mãe e do pai, havia saído da prisão para passar o Dia das Mães em casa. As notícias estavam em todos os meios de comunicação. Paralelamente a isso, eu li que a assassina Carolina Jatobá e seu marido também tinham saído da prisão para, como mãe, receber as homenagens reservadas para todas as mães. Como todo mundo sabe, a Suzana e a Carolina cometeram os mais cruéis assassinatos, pois a Suzana mandou matar seus pais, com a ajuda do seu namorado, e, a Carolina, com a ajuda do seu marido, jogou a sua linda filha de uma das janelas do edifício onde moravam. Embora os acontecimentos tenham sido distintos, os tais assassinatos foram notícias no mundo inteiro, pois as libertações delas se deram no Dia das Mães. 

O mundo inteiro, através dos jornais, revistas, televisões e rádios comentaram acontecimento, já que ninguém acreditaria que uma filha que matou seus pais, no Dia das Mães, jamais deveria sair da prisão para ser homenageada no Dia das Mães. Por sua vez, a Justiça brasileira também soltou a Carolina, dizendo que ela podia passar aquele dia “como mãe zelosa”, que tirou a vida da filha. Que mãe! Ora, a lei que permitiu as solturas das duas assassinas deve ter sido imaginada, discutida, aprovada e promulgada por juristas, deputados, senadores e presidente imorais e desumanos. Por sua vez, o juiz que se utilizou da tal lei, para no Dia das Mães soltar as duas cruéis assassinas, de mãe e de filha, parece ser filho de uma mãe, daquelas que não merecem ser homenageadas. As autoridades responsáveis pela existência da lei e o juiz que a aplicou, para beneficiar a Suzana e a Carolina, deveriam ser degoladas junto às duas cruéis assassinas.

Sabendo disso, eu me lembrei do que disse o presidente da França, o general Charles de Gaulle, sobre o Brasil: “O Brasil não é um país sério”. Vocês imaginem o que teria dito o general, se fosse vivo, ao saber que as duas assassinas teriam sido homenageadas no Dia das Mães pela Justiça brasileira.

Em tempo – Os meus amigos, Srs. Manoel Leal e Eraldo M. Macêdo são leitores dos meus artigos no EXTRA. Agradeço a eles pelos incentivos que me dão. 

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