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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 972 / 2018

22/05/2018 - 15:31:10

Sururu

Da redação

Recado aos                taturanas

1 - Mesmo contando com a benevolência do desembargador Celyrio Adamastor, os políticos fichas-sujas de Alagoas não terão vida fácil no TSE e dificilmente conseguirão registrar candidaturas para disputar as próximas eleições.

2 - O novo recado foi dado pelo ministro Ademar Gonzaga, ao discutir os pré-requisitos exigidos pela Lei da Ficha Limpa para o registro de candidatos.

3 - Em seu aviso prévio, o ministro do TSE foi direto ao alvo: “Convém à democracia homologar candidatos até por corrupção e lavagem de dinheiro, sabidamente inelegíveis?”

4 - Dias antes, em entrevista ao jornalista Roberto d’Ávila, na Globonews, o ministro Luiz Fux, presidente do mesmo TSE, foi ainda mais duro ao prometer acabar com o festival de liminares que beneficiam os fichas-sujas.

5 - Que se cuidem os deputados Arthur Lira, Cícero Almeida, Paulão e demais taturanas já condenados em segunda instância. 

Banda podre

Reportagem do jornalista Carlos Victor Costa, da Tribuna, revela que mais da metade da bancada alagoana na Câmara Federal está sendo processada por corrupção, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e outros crimes.

Dessa banda podre da política alagoana constam os ilustres deputados Arthur Lira, Cícero Almeida, Maurício Quintela, Paulão e Ronaldo Lessa.

Sem esperança

Mais grave que o avanço de Bolsonaro na corrida eleitoral – detectado na última Pesquisa CNT – é a constatação de que 90% dos brasileiros ouvidos não confiam na Justiça e nem creem na sua isenção.

Em pesquisa anterior sobre a imagem do Poder Judiciário, mais de 60% da população disse não acreditar que a Lava Jato resolverá a questão da corrupção no Brasil.

O Judiciário é, por definição, a última porta da esperança de um povo sem esperança. E quando esse povo já não acredita mais na Justiça, há algo de errado que precisa ser urgentemente consertado.

Farra dos pardais

A mais importante regra de trânsito não está escrita, mas se for desrespeitada é morte certa. Trata-se do princípio de só ultrapassar um veículo em total segurança, sob pena de acidente grave. Na dúvida, não ultrapasse.

O mesmo vale para decisões judiciais de repercussão geral, como foi a sentença do juiz Manoel Cavalcante de Lima Neto, que acabou com a farra dos pardais em Maceió.

Ao julgar o mérito da questão, o magistrado alegou que a SMTT não provou a necessidade de tantos radares eletrônicos na cidade, além de problemas legais na licitação desse serviço.

Esses pardais renderiam cerca de R$ 20 milhões por ano em multas de trânsito. Com a garantia dessa grana em caixa, fica difícil acreditar nas boas intenções da SMTT: se o que importa é a segurança do trânsito ou a milionária indústria da multa.

 “In dubio pro societate”, como dizem os doutos juristas.

O álcool é nosso

A bancada federal de Alagoas deveria se unir em torno do projeto que tramita na Câmara dos Deputados para que o etanol seja vendido direto das usinas para os postos de combustíveis.

Se aprovada, a proposta acaba com a intermediação das distribuidoras. Com a atuação desses atravessadores, o preço do álcool hidratado sai da usina por R$ 1,80 e chega ao consumidor por R$ 3,62.

Vendido diretamente da usina para o posto, o etanol chegaria ao consumidor por R$ 2,20, incluindo 23% de ICMS (o maior do país) mais o lucro dos postos.

“Terra para todos”

Ao fazer um balanço dos 34 anos do MST na luta pela terra, a coordenadora nacional do movimento, Débora Nunes, disse à Gazeta de Alagoas que a reforma agrária falhou por falta de políticas públicas nessa área.

Revelou que as 15 mil famílias assentadas nos últimos 20 anos em Alagoas enfrentam todo tipo de dificuldades, mas esqueceu de informar  que a maioria desses “sem-terras” foi arreba-nhada pelo MST nas periferias das cidades, sem nunca ter plantado um pé de batata.

Os recursos públicos destinados aos assentamentos rurais são sempre desviados para compra de televisores, motocicletas, carros e até atividades ilícitas. Isto explica porque, 40 anos depois, nenhum dos assentamentos em Alagoas foi emancipado e até hoje vivem pendurados nas tetas da Viúva.

Fogo amigo

Os opositores do deputado federal Maurício Quintella estão eufóricos com a notícia da investigação da PF sobre fraudes milionárias em obras da BR-104 em Alagoas.

Querem saber se o ex-ministro dos Transportes – que comandou o Dnit – deixou suas digitais no desvio de R$ 10 milhões em contratos para revitalização da rodovia no estado. 

Para inglês ver

Essa história de que Téo Vilela estaria se mobilizando para lançar um candidato de oposição ao governo de Alagoas é conversa para boi dormir. Vilela pode até formar uma chapa majoritária para dar palanque a Geraldo Alckmin no estado, mas sem a mínima chance de ameaçar a reeleição de Renan Filho e de Renan-pai. É tudo figuração, como ocorreu na sucessão estadual de 2014. 

Nunca é demais lembrar a última eleição, quando o então governador tucano fechou acordão com os Calheiros que garantiu a vitória de Renan Filho e a promessa de não atrapalhar a reeleição do senador Renan.

Só os tolos acreditam que essa dobradinha foi desfeita.

Receita extra 

Após a Justiça acabar com a farra dos radares fixos em Maceió, a SMTT deci-diu utilizar radares móveis nas principais vias da cidade. Afinal, a Prefeitura está perdendo mais de R$ 1,5 milhão por mês em multas, receita nada desprezível em tempos de crise. 

Sonho de Ciro

Ciro se afasta de Lula para amealhar votos na direita. Ele aposta que suas qualificações acadêmicas, suas bravatas midiáticas e sua “ficha limpa” irão qualifica-lo junto ao eleitorado arrependido de Aécio Neves. A mera hipótese de o empresário Benjamin Steinbruch ser seu vice-presidente é prova cabal da tentativa de angariar o apoio da burguesia golpista. Talvez consiga alguns votos,  mas Ciro Gomes não poderá esconder que apoiou Lula, que foi ministro de Lula e que é amigo de Lula. Isto, meu caro Ciro, a direita não perdoará. (Marcelo Laffitte – cineasta).

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