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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 972 / 2018

19/05/2018 - 06:19:06

Alagoas vai contar com três crematórios até 2020

Licenças ambientais pedidas há dois anos já foram concedidas

Bruno Fernandes - Estagiário sob supervisão da Redação
Área no Benedito Bentes onde crematório será instalado - Foto: Divulgação

O que era para ser o primeiro crematório de Alagoas e deveria ter sido inaugurado até o final de 2016, no bairro do Benedito Bentes, na parte alta de Maceió, ainda não saiu do papel. O crematório que ficará situado no cemitério Memorial Parque Maceió, deveria estar pronto há pelo menos dois anos, porém, devido a restrições burocráticas, nada foi concluído.

Para o funcionamento do local, além das autorizações da Prefeitura Municipal, matrícula do imóvel, entre outras, também foram solicitadas algumas exigências por parte do Instituto do Meio Ambiente (IMA). O requerimento de licença prévia para início das obras do crematório foi enviado ao IMA em 15 de abril de 2016, e publicado na edição eletrônica do Diário Oficial do Estado. 

Passados dois anos, os documentos foram emitidos no início de abril deste ano pelo IMA, fazendo com que Alagoas no futuro passe a figurar no Cadastro Nacional de Cremação (CNC). No Nordeste, apenas quatro estados contam atualmente com o serviço: Ceará, Bahia, Paraíba e Pernambuco. 

A instalação do crematório em Maceió irá ajudar a solucionar, por exemplo, o problema da falta de vagas em cemitérios da capital, crise que vem sendo ignorada desde a gestão da prefeita Kátia Born, passou pelas de Cícero Almeida e persiste agora na segunda gestão de Rui Palmeira. Especialistas já recomendaram a interdição de alguns cemitérios públicos em 2013, como é o caso do São José, localizado no bairro do Prado.

No estudo de Avaliação da Contaminação das Águas Subterrâneas por Atividade Cemiterial na Cidade de Maceió, publicado naquele ano, a pesquisadora Florilda Vieira recomendou a interdição dos antigos cemitérios da capital alagoana e a implantação de novos cemitérios a partir de avaliações técnicas e estudos.

De acordo com o presidente do grupo Parque das Flores, Cláudio Bentes, responsável pela implantação do primeiro crematório de Alagoas, o mesmo ficará pronto até o final de 2019. “Havíamos enviado em 2016 os pedidos de autorização ao IMA e à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável, para a construção do crematório, mas por ser algo novo para ambas as partes, foram necessários alguns ajustes no projeto, e apenas há quatro semanas a autorização foi emitida”, disse. 

O crematório do Benedito Bentes seguirá padrões internacionais e poderá ser adicionado a planos funerários vendidos por empresas, barateando o preço final. Ainda de acordo com Bentes, mais dois crematórios estão em fase de planejamento, um em Arapiraca e outro no Tabuleiro do Martins; ambos estão programados para estarem prontos até o fim de 2020, mas as autorizações ainda não foram solicitadas. Porém, de acordo com o empresário, é provável que estas sejam entregues e analisadas em um tempo menor que a primeira.

Além dos locais de cremação, o grupo pretende implantar outro cemitério no município de Rio Largo, porém, atendendo a Grande Maceió. “Este crematório que estamos planejando em Arapiraca irá atender a grande parte da região do Agreste, e este novo cemitério, na região metropolitana, tem como objetivo inicial atender a pessoas de poder aquisitivo um pouco mais baixo”, explicou Cláudio Bentes.

Custo

Os prováveis valores ainda não foram fixados, porém, tendo como base o preço médio do mercado no Brasil, a cremação deverá ter custo variável de R$ 3.000,00 a R$ 6.000,00. Esses valores são somente do processo da cremação. É importante considerar que existem despesas com o serviço funerário, caixão e velório.

Este é o valor praticado, por exemplo, em Pernambuco, referência em Alagoas quando é necessário realizar o processo. Segundo Vânia Mello, consultora de vendas do Cemitério e Crematório Memorial Guararapes, o preço é praticado pela maioria dos crematórios daquele estado. “Algumas funerárias e planos incluem neste preço a sala de velório, a urna e a capela, mas é raro”, relata.

De acordo com o empresário Cláudio Bentes, embora o custo do processo possa ser um pouco alto, fugindo um pouco do padrão para famílias de baixa renda, que costumam enterrar os entes queridos nos cemitérios públicos da cidade, como da Piedade e o São José, os novos crematórios e o novo cemitério na região metropolitana, que terão preços mais populares, deverão ajudar a desafogar os cemitérios públicos da capital.


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