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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 971 / 2018

15/05/2018 - 10:52:48

Empresário acusa vereadora de coação

Luziane Paulino nega e diz ser vítima de perseguição

Bruno Fernandes Estagiário sob supervisão da Redação
Luziane Paulino teria obrigado Edvaldo Junior a comparecer a delegacia

Um empresário da Barra de São Miguel denunciar estar sendo coagido por uma vereadora devido a uma cobrança de fiscalização realizada pelo mesmo junto ao Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE-AL). Segundo ele, o pedido para que o órgão realize uma vistoria dos gastos da Câmara de Vereadores da cidade gerou revolta da parlamentar.

Segundo Edvaldo Lins de Mendonça Junior, membro do Conselho Municipal de Saúde e autor do pedido, a vereadora Luziane Paulino (PRP), eleita em 2016 e natural de Marechal Deodoro, o acompanhou até a delegacia para que o nome dela fosse retirado da petição feita ao MPE. “Estou parando meu serviço para ir a delegacia por uma coisa que estou cobrando como cidadão”, afirmou. 

A suspeita de irregularidades na Câmara, segundo ele, surgiu quando a maioria dos vereadores passaram a utilizar o valor máximo mensal disposto aos parlamentares, sendo que nenhum possui gabinete.

Na justificativa do pedido de fiscalização, Junior explicou que os vereadores estão usando dinheiro público para gastos pessoais como combustível, alimentação entre outras coisas. Vale lembrar que em 2017, o município foi um dos vários do interior de alagoas que alegou crise financeira, mas que mesmo assim este ano realizou festas de Carnaval em parceria com o governo estadual. Antes disso, no começo deste ano, o MPE expediu recomendação para que não fosse realizada festas carnavalescas ou pré-carnavalescas no ano de 2018. “Em tempos de crise econômica e financeira é exigida a adoção de medidas de austeridade, que destine despesas para gastos em situações onde o interesse público prevaleça”, destaca trecho da recomendação.

O documento enviado em 22 de setembro de 2017 para a Promotoria de Justiça do Ministério Público, questiona os gastos da Câmara diante dos problemas que a atual administração está enfrentando como folha de pagamento em atraso e falta de medicação. “Diante desse momento de fatalidades e consequências em que passa o nosso município, o dinheiro público dos impostos pagos pelos cidadãos está sendo direcionado para necessidades de uso próprio, onde poderiam ser usados para a compra de ambulância, merenda escolar e medicações”, diz o oficio de Junior, no qual pede a fiscalização. Ainda de acordo com o autor, a Câmara já foi acionada para esclarecer os gastos, porém, não houve retorno da solicitação.

Ainda segundo o empresário, ele tem recebido avisos de familiares e amigos sobre os riscos de denunciar a vereadora. “Eles me avisaram para ter cuidado com quem estou mexendo porque, ao que parece, ela é esposa de um delegado”. A vereadora é esposa do delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Cerqueira.

Luziane Paulino rebate acusações

Procurada pelo EXTRA, Luziane Paulino negou todas as acusações feitas pelo empresário e disse que tudo não passa de perseguição. Conforme ela, houve um Boletim de Ocorrência no mês de janeiro contra Edvaldo Junior porque o empresário teria feito alguns comentários acusando a mesma de ter deixado de efetuar o pagamento de uma nota fiscal de medicamentos quando era secretária de Saúde em 2013. “Ele disse que eu deixei a gestão por deixar de ter feito os pagamentos, então eu fui a delegacia e fiz o BO”, declarou.

Ainda segundo a vereadora, a difamação continuou em março, quando o empresário postou em alguns grupos de WhatsApp uma matéria falsa, supostamente publicada pelo portal Gazetaweb com o título: Vereadora Luziane ameaça servidores da barra e lota Câmara com policiais para se proteger.  Ao clicar no link enviado, é direcionado para outra matéria. 

“Eu fui até a delegacia e o denunciei pelo crime de difamação e danos morais”, disse.

Luziane nega ainda que tenha acompanhado o empresário até a delegacia pelo motivo narrado por ele.

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