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19 de Outubro de 2018

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Edição nº 971 / 2018

10/05/2018 - 21:13:30

João Caldas entra na disputa por uma vaga no Senado

“Biu e Renan Calheiros já estão em campanha infringindo leis”, diz

JOSÉ FERNANDO MARTINS [email protected]

Um nome conhecido da política alagoana ressurge para disputa ao Senado. Há alguns anos afastado dos holofotes, abrindo espaço para o filho João Henrique Caldas, o JHC, o ex-deputado federal João Caldas (PSC) está determinado a entrar na briga pela vaga mais disputada das eleições alagoanas. Para ele, o cargo de senador tem a capacidade de abrir uma discussão nacional de assuntos importantes, desde a aprovação de projetos de lei a escolhas de ministros do Supremo e outros cargos de relevância nacional.

“Diferentemente do deputado federal, o mandato é de oito anos. Tempo suficiente para se criar e colocar em prática um projeto de ação para o estado e para o país neste mundo globalizado que exige dos políticos”, declarou. Questionado sobre o trabalho dos atuais senadores, como Fernando Collor (PTC), Benedito de Lira (PP) e Renan Calheiros (MDB), ele foi categórico. “Não fizeram nada. Temos os piores índices de analfabetismo, violência e desemprego. Não foi realizado nada para o desenvolvimento de Alagoas. Perdemos diversos empreendimentos, como o estaleiro, em uma época em que Renan Calheiros era presidente do Senado e Aldo Rebelo da Câmara”.

João Caldas afirmou ainda que os atuais políticos querem se denominar como os “detentores da porta da esperança”. “Querem um povo sem instrução e totalmente dependente deles (dos políticos). Querem que o povo esteja em suas portas, pedindo as coisas. Não pensam na evolução da sociedade”. Para Caldas, a “sorte” do povo alagoano são as belezas naturais que atraem investimento, mas que ao mesmo tempo fica refém apenas do turismo. “O estado sobrevive da economia do próprio povo e não de investimento do governo local”.

Mas para ele a situação pode mudar nas eleições deste ano. Isso porque, diante dos escândalos da Operação Lava Jato, João Caldas considera que o eleitor está mais esperto. “Com a chegada da internet, tudo está nas mãos das pessoas. As pessoas terão o poder de fazer escolhas, mas em Alagoas sempre se subestima a população”. Ele ainda espera que a Polícia Federal e o Ministério Público Eleitoral trabalhem com mais intensidade no pleito de 2018. “Se quiser pegar quem vende voto, pega todos. Irei colocar esse debate durante minha campanha”.

Para ser senador, disse que primeiro precisa ter independência para não cair na armadilha da compra de decisões em votações. “Meus mandatos não dependeram de ninguém. Foram sempre a favor do povo. Se o governo for bom, vamos apoiar, se for ruim vamos ser oposição”. Para este ano, a disputa ao Senado será mais concorrida do que ao governo do Estado e o pré-candidato está de olho nos demais concorrentes. “Tenho pesquisas que mostram que 70% do eleitorado alagoano ainda não sabe em quem votar ao Senado. Não tem nomes certos. Benedito de Lira e Renan já estão usando a mídia e cometendo todos os crimes eleitorais. Festas nos munícipios estão servindo de palanques. Estão usando dinheiro do povo para isso”.

Apesar de ter um filho deputado federal, João Caldas quis deixar claro que não irá se apoiar no trabalho de seu herdeiro.  “O JHC tem os projetos dele. É um grande deputado, elogiado pelos congressistas. Fez um bom mandato e está bem avaliado. Ele é ele e eu não vou misturar campanhas. Tenho as minhas posições, outro perfil”.

Para João Caldas, a mídia terá um papel importante nas eleições. “Estado e governo pagam os veículos com dinheiro do povo e ainda fazem censuras. Meu filho, por exemplo, não sai em um certo jornal. Precisamos de uma imprensa livre. Em outros estados existe essa liberdade. E aqui só temos as mídias sociais para abrir esse debate. Vou reabrir meu Facebook para voltar a me comunicar com as pessoas”.

E para o político, o jogo ainda nem começou. “Acredito que fatos novos irão acontecer em Alagoas, como um novo nome para concorrer contra o atual governador. Vão ser duas chapas, três ou quatro. As convenções começam em julho, você ainda tem maio e junho, que não vai acontecer nada. Tudo na política acontece de última hora. Cada fato novo terá uma nova repercussão”. 

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