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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 970 / 2018

09/05/2018 - 16:09:51

SAÚDE MENTAL

Bem-estar físico e mental

Não se tem dúvida de que o alimento serve como medicamento. Quem nunca ouviu dizer: está gripado? Então tome vitamina “C” e cama. É exatamente isso que se deve fazer, mas não a vitamina que está em complementos industrializados e sim, o mais natural possível, como frutas cítricas, principalmente (laranja, limão, acerola, entre outros).

O alimento apresenta bem mais que nutrientes para a construção das células do corpo e doses de energia que garantem a quantidade de glicose para os neurônios – o que mantém ativa a capacidade de memorizar e aprender, dizem os especialistas. 

A forma como nos alimentamos (ou deixamos de fazê-lo) apresenta representações psíquicas, projeções, memória afetiva,  além de contribuir ou não como a maneira de nos relacionarmos e nos comunicarmos com os outros.

O pediatra e psicanalista inglês, Winnicott, afirmava que ao sugar o leite, o bebê não apenas acaba com a fome, ele também saboreia o contato com a mãe, o aconchego e o calor do corpo dela, o que é fundamental para a estruturação da psique dela na questão do afeto e segurança, imprescindíveis para desenvolver a saúde mental, quando adulto.

Assim, o comer ou saborear um alimento pode ser marcado por sentidos biológicos, culturais, religiosos e ritualísticos, sexuais (nem precisa citar a frase, ou precisa?), compensações emocionais, associações patológicas e inúmeras outros enfoques.

O resultado prazeroso do contato com a mãe, na infância, o local onde se alimenta, os pratos utilizados e os amigos que fazem companhia. Isso tudo são memórias mentais, mas também é químico e prazeroso. O alimento marca profundamente a forma como nos relacionamos com o mundo.

Quem não foi para uma pizzaria com os amigos para comemorar um aniversário de um amigo ou de membro da família? Pois é. O alimento ultrapassa o ato se alimentar. O que comemos pode, sim, ser uma fonte de saúde ou doença, inclusive mental. A comida age como um medicamento em nosso cérebro.

Depressão e frituras

Estudos científicos indicam que a depressão tem relação, também, com o consumo excessivo de doces e frituras. Apesar de serem alimentos apetitosos, nos deixam intelectualmente preguiçosos e com maior risco de depressão. De acordo os estudos, os ácidos graxos trans, abundantes nas batatinhas fritas e nas frituras causam tristeza que podem desencadear depressão.

Bem-estar e ômega 3 

Os alimentos ricos em ácidos graxos ômega 3, existentes nos peixes (sardinha), abóbora, semente de linhaça, soja, castanhas (de caju; do Pará), espinafre, couve e pepino favorecem sensações de bem-estar e nos deixam mais aptos a aprender. Quem nunca ouviu falar de que peixe faz bem para a memória? Pois é.

Para reduzir sintomas

Alguns alimentos podem reduzir os sintomas de vários transtornos mentais, a exemplo do transtorno bipolar, transtorno de personalidade bordeline, o risco de potencializar uma depressão e até o suicídio. É bom frisar que esses alimentos não são milagrosos, eles podem ajudar o psicoterapeuta a controlar alguns sintomas desses transtornos. Quais são esses alimentos?

Para reduzir sintomas II

Principalmente para acalmar e reduzir a ansiedade, insônia, estresse e a depressão, o chã da erva cidreira ajuda.

Outra planta também bastante utilizada como tranquilizante natural é o chã da kava-kava, feita das raízes da kava-kava. Ela também pode ajudar no combate ao estresse e com isso melhorar o relacionamento social. Lembrando, mais uma vez, que nenhum alimento, por si só, vai acabar com o estresse, depressão ou insônia. É preciso que a pessoa possa está em processo de psicoterapia.

Alimentos da felicidade

Alguns alimentos são considerados como um verdadeiro produtor de felicidade. É bom lembrar que felicidade é uma sentimento muito particular. Cada pessoa tem um conceito.

Pois bem, a castanha do Pará, avelã, castanha de caju, ovos, amêndoa, peito de peru, linguado, leite de vaca, arroz e espinafre cru são alimentos que possuem triptofano, nutriente que desencadeia a produção da serotonina que auxilia no desenvolvimento do bem-estar (felicidade).

O triptofano é um hormônio. Ele é um produto ou base para a produção da serotonina, que também é encontrado no pó de cacau sem açúcar, grãos de cacau (cafeína) que por sua vez provoca efeito estimulante e melhora o humor. Por que será que muita gente toma tanto cafezinho?

De acordo com os especialistas, a falta do triptofano pode causar ansiedade e depressão.

A serotonina também pode ser produzida através de uma atividade física frequente, ou seja, pelo menos três vezes por semana.

Selênio e o humor

Segundo os pesquisadores o selênio tem uma grande participação no estado de humor. Pessoas que tem carência de selênio são mais depressivas, irritadas e ansiosas.

 Onde encontramos o selênio? Ele está presente na castanha do Pará, nozes, amêndoas, atum, semente de girassol, trigo integral e peixes. Comendo duas castanhas do Pará diariamente é o suficiente para abastecer o organismo.

Psicologia e alimentos

Alguns alimentos, aliados a uma atividade física, somando-se a um processo psicoterápico podem, juntos, contribuírem para que uma pessoa diminua o sofrimento psíquico que está submetido, que pode ser circunstancial (um luto, por exemplo, ou na perda de um emprego, entre outros) ou um transtorno mental cronificado.

 Cada pessoa reage a um terminado tratamento dependendo do histórico de vida de cada uma.

 Portanto, alimentos por si só, não faz milagres e nem psicoterapia, apenas. Daí a importância de se investigar todos os aspectos que estão causando o sofrimento. É fundamental que a pessoa que apresenta algum sofrimento psíquico que nos primeiros sinais procurar um psicólogo para que sejam detectadas, precocemente, as causas para que o profissional possa fazer a intervenção, no processo psicoterápico, adequadamente.


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