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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 970 / 2018

09/05/2018 - 16:07:23

Volta de prefeito causa tumulto em Mata Grande

Erivaldo Mandu foi preso acusado de pagar “mensalinho” a vereadores

José Fernando Martins [email protected]
Desde a volta de Erivaldo Mandu ao cargo de prefeito os protestos são frequentes em Mata Grande

O retorno do prefeito Erivaldo de Melo Lima, conhecido como Erivaldo Mandu (PP), ao cargo máximo do Executivo de Mata Grande está sendo conturbado. Após passar quase quatro meses afastado da prefeitura, ele viu seu poder político enfraquecido após gestão do vice-prefeito Franklin Lou (PP). Mandu foi preso no dia 24 de dezembro do ano passado, sob a acusação de pagar “mensalinho” a vereadores do município. 

Na ocasião, uma operação desencadeada pelo Ministério Público do Estado (MPE-AL) também prendeu o vereador Joseval Costa. Ambos deixaram a prisão no dia 2 de janeiro, após um Natal e Ano Novo bem amargo. E foi só no dia 17 de abril que o Tribunal de Justiça (TJ-AL) permitiu que Mandu reassumisse o cargo de prefeito, mesmo tornando-se réu por corrupção. Na mesma leva, também vão ter que responder pelo crime os vereadores: Joseval Antônio da Costa, Teomar Gomes Brandão, Diana Gomes Brandão Malta e Josivânia Cordeiro Freitas de Oliveira, que foram afastados do Legislativo do município. 

Mas, quem não aprovou a decisão da Justiça alagoana foi parte da população mata-grandense. Cerca de 200 pessoas se reuniram à frente da prefeitura, no dia 30 de abril, segunda-feira, em protesto contra a corrupção do município “que está atrapalhando a vida de todos”. Populares reclamaram da falta de remédios, de médicos e enfermeiros nas unidades de saúde, além da precariedade da educação municipal. “Está tudo parado. Mata Grande pede socorro nas redes sociais para chegar até ao Ministério Público”, contou um manifestante ao EXTRA. 

“Antes tudo era uma chapa só, prefeito e vice-prefeito. Daí teve a questão da propina que acabou prendendo ele (Mandu). Quando voltou, ele tirou um monte de gente da prefeitura, povo que estava trabalhando. E aqui, muitas famílias dependem de empregos no Poder Público. Aqui não tem emprego para ninguém. Mas, não estamos defendendo políticos, estamos lutando pela gente e pelo povo pobre. Aqui a roça não está produzindo bem e o comércio está falido”, disse outra participante do protesto. 

“E em quatro meses, ele (Franklin Lou) fez mais coisas que o outro (Mandu)”, disse uma outra participante do protesto.   

Com cartazes pedindo “Fora, Mandu!” e a intervenção do procurador-geral deJusdtiça, Alfredo Gaspar de Mendonça, o próximo manifesto está para acontecer em frente ao Tribunal de Justiça, em Maceió. 

OUTRO LADO

O prefeito Erivaldo Mandu informou à imprensa que encontrou a sede do Poder Executivo devastada. Segundo ele, foram encontrados móveis quebrados e documentos revirados. “Encontramos o município em estado de calamidade, não tem como funcionar nada. Não sabemos quais são os fornecedores, funcionários, nenhum contrato jurídico ou físico foi deixado; nada foi deixado”, disse.

Para denunciar o caso, o prefeito realizou um boletim de ocorrência, onde foi relatado o extravio de documentos do ano de 2018, computadores e roubo de objetos. No hospital da cidade foi constatada a falta de medicamentos e material básico para suturas. O mesmo ocorre com as escolas que estão sem merenda suficiente.

Devido à ausência de documentos na prefeitura, Mandu publicou no último dia 20 um decreto suspendendo todos os serviços prestados no município, já que a au-sência dos arquivos impede a administração local. Sobre as demissões, o prefeito avisou que em breve haverá contratação de funcionários, bem como o anúncio dos novos secretários e as respectivas pastas. 

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