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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 970 / 2018

09/05/2018 - 16:06:26

Desalento e esperança

ELIAS FRAGOSO

O Sr. Temer foi desfilar os seus estrondosos 5% de aprovação no palco do incêndio e posterior desabamento do prédio que abrigava pessoas sem teto. Não deu outra. Saiu de lá escorraçado, corrido mesmo. O que será que o fez achar que seria bem recebido? Será que ele se entusiasmou por que seu mal-ajambrado discurso sobre o dia do trabalhador (quando ele bisonhamente pediu paciência ao trabalhador desempregado) não sofreu um panelaço? Ou (o que é muito mais plausível) demonstrou mais uma vez e de forma inequívoca que o grupo de “profissionais da política”, como parte da mídia os apelidou no início do governo, que assumiu o governo após a tragédia daquela presidenta (sic!) não passa na verdade, de profissionais da corrupção (vários deles presos e os que ainda estão soltos, são indiciados ou réus – inclusive o presidente - numa série de processos) completamente dissociados da realidade, acostumados que estão aos palácios e salamaleques do poder.

O pais enfrenta a sua maior crise de todos os tempos. E não se ouve uma única voz sensata entre os políticos deste país com propostas que possam retirar o país dessa sinuca de bico. Que nada, suas únicas preocupações são se reelegerem, salvar a pele da Lava Jato e continuarem a se locupletar indecentemente do dinheiro que pertence a cada um dos brasileiros. Verdadeiros facínoras do colarinho branco que impedem que a violência aumente, que o SUS melhore o atendimento ao povo, que a educação saia das garras da vanguarda do atraso esquerdista que obstaculariza qualquer avanço no setor, que inviabiliza a melhorias das estradas que matam por ano mais que a somatória de todos os países em guerra no mundo neste momento.

Em pleno dia do trabalho com mais de 13,5 milhões de pessoas desempregadas e sem perspectivas de curto e médio prazo para voltarem ao mercado de trabalho (não podemos esquecer que esse legado foi deixado pelo “Partido dos Trabalhadores” que ainda se arvora de defensores dos trabalhadores!), esse presidente despreparado para a função teve a cara de pau de pedir “paciência” a quem está passando por enormes dificuldades para se manter e aos seus filhos. Quanta insensibilidade! 

Continuamos reféns de ideias e posturas totalmente ultrapassadas no tempo. Essa data na verdade só serve para lembrar que o Brasil continua parado na lógica estatizante dos anos 1930/1940 e no modelo fascista implantado por Vargas, “o pai do trabalhador” (sic!). De lá para cá só involuímos. Não fosse a meia reforma trabalhista (também se pode elogiar este governo) realizada pela administração federal, o Brasil continuaria navegando nas águas do atraso nesta área quando comparado aos países desenvolvidos. Muito embora os pelegos sindicais e o Ministério do Trabalho (ora assaltado pelo PTB) continue na insana luta de voltar aos tempos anteriores à recente reforma (quando o trabalhador deixará de ser enganado por esses caras?)

As próximas eleições serão uma ótima oportunidade para o eleitor se livrar de uma vez por todas dessas seitas que infernizam a vida do brasileiro. E dos políticos corruptos que impedem o crescimento da Nação. São a vanguarda do atraso. Do quanto pior melhor.

Não será uma luta fácil. As urnas fajutas são inimigas do voto limpo; A grana roubada vai correr solta para comprar os votos dos miseráveis e analfabetos políticos; A lerdeza da justiça eleitoral é um favorecedor daqueles que praticam falcatruas nas eleições e quase nunca são apenados por isso. Por isso só resta ao brasileiro votar corretamente. Se informar sobre os candidatos. Não votar em candidatos que estejam respondendo a processos ou já sejam réus. Garimpando se encontra. Apenas não anule o voto, não vote em branco ou deixe de comparecer no dia da eleição. É tudo que essas figuras querem que o eleitor faça.

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