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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 970 / 2018

03/05/2018 - 18:38:23

Tecnologia a serviço do eleitorado

Aplicativo detecta os políticos que respondem por crimes de corrupção

José Fernando Martins [email protected]

A tecnologia está cada vez mais aliada ao combate à corrupção. Agora os eleitores contam com um aplicativo de celular que traz uma listagem de processos que cada parlamentar ou gestor responde. Apesar de mal ter estreado na Apple Store, lista de apps do Iphone disponíveis para baixar, o Detector de Corrupção lançado pelo portal Reclame Aqui já causou furor em Brasília. 

O deputado federal Ronaldo Lessa (PDT) que o diga. Entrevistado pelo repórter Maurício Meirelles, que estava munido de um aparelho celular, Lessa contestou a veracidade das informações do aplicativo. Até que perdeu a paciência. Chamou o programa de “merda” e negou responder processos de desvio de R$ 50 milhões do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep), além de ser alvo de inquérito sobre falsificação de documentos eleitorais. “É uma sacanagem”, disse o alagoano. 

O aplicativo abrange presidentes, vice-presidentes, senadores, deputados federais e governadores que ocuparam o cargo nos últimos oito anos. Também estão listados os atuais pré-candidatos à Presidência da República e a governos de estados. O EXTRA baixou o app e fez uma pesquisa sobre alguns parlamentares alagoanos.

Arthur Lira (PP) conta com sete inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) e uma ação civil pública. Em um deles é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro onde um servidor da Câmara foi preso no aeroporto de Congonhas com dinheiro em espécie rumo a Brasília com as passagens pagas pelo deputado. A ação corre em segredo de Justiça, mas traz como pedido a devolução de mais de R$ 180 milhões que teriam sidos desviados de forma indevida dos cofres públicos.

Benedito de Lira (PP) está no aplicativo com três inquéritos no STF: um está ligado a denúncia feita ainda por Rodrigo Janot à frente da Procuradoria Geral da República, em que foi apontado um esquema de propina envolvendo o seu partido. O segundo é seu envolvimento na Operação Lava Jato, no qual já foi absolvido, e o terceiro é sobre um suposto esquema de desvio de verbas nas obras da CBTU em Alagoas.

E é claro que Renan Calheiros (MDB) também está no aplicativo. São ao todo 15 destaques, entre inquéritos, ações e petições. Entre eles, um por lavagem de dinheiro, outro o famoso caso de recebimento de propina envolvendo a jornalista Mônica Velloso em troca de aprovações em emendas parlamentares. 

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