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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 970 / 2018

06/05/2018 - 07:34:57

Clima tenso marca eleição de novo presidente

Polêmica acontece nos conselhos regionais de todo o país

Maria Salésia com assessoria - [email protected]
Vilmar Pinto nega acusações e diz que denúncia faz parte do processo

A decisão do Conselho Federal de Corretores Imobiliários de que não haveria oposição nas eleições à presidência do Creci para o próximo triênio 2019/2021 tem dado o que falar pelo Brasil afora. Alagoas é o único estado com três candidaturas. A chapa 1 que é da situação e as chapas 2 e 3 que concorreram por meio de liminar.

Durante a votação, nesta quinta-feira, 3, o clima ficou tenso em Maceió. Segundo o advogado Lucas Bonfim, houve boca de urna por parte do atual presidente, mas o problema foi contornado e o processo prosseguiu normalmente. Ele reclamou, ainda, que a eleição aconteceu por meio de computador, o que põe em dúvida  a seriedade do pleito.  “Como votar em uma máquina que pode ser facilmente fraudada?, isso coloca em cheque o procedimento da votação”, criticou Bonfim.

Vale ressaltar que apenas as chapas dos atuais gestores da entidade foram aprovadas pela Comissão Eleitoral do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci). 

Em Alagoas, o candidato da chapa 2, Sóstenes Galindo, que teve a chapa impugnada e conseguiu reverter a situação, diz que se trata de uma ação planejada e articulada pelo Cofeci claramente tendenciosa para beneficiar as chapas da situação. 

Concorrendo por meio de liminar, Galindo garantiu que o apoio da categoria foi o motivo de continuar no pleito. E foi essa força que o levou a entrar com ação popular pedindo liminar para que o processo eleitoral fosse suspenso “para evitar dano irreparável”. O candidato, através de seu advogado Lucas Bonfim, pede ainda fiscalização do Ministério Público Federal no curso do processo.

No documento, a parte interessada alega que a resolução-COFECI Nº 1.399/2017, do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, traz diversos vícios. Segundo o documento, um deles e mais gritante é o voto pela internet quando houver chapa única. “É sabido que o voto colhido pela internet não é seguro, tampouco recomendando pela Justiça Eleitoral”.

Ele critica ainda o fato de que das 27 unidade federativas e respectivos conselhos profissionais, 25  serão chapa única. E para ilustrar e vivar a memória, o advogado cita reportagem do portal Painel Urbano (http://painelurbano.com/eleicoes-creci/) que apresenta tabela onde demonstra de maneira didática como serão as eleições com chapa única nas unidades federativas.

“A prelibação viciada em quase todas as comissões eleitorais que autoriza única chapa ligada a situação para o pleito, por si só, já indicia fraude eleitoral.” E mais: “Até o mais ingênuo dos homens percebe a possibilidade e facilidade de fraudes eleitorais em favor de determinado grupo. De nada adiantará os corretores de imóveis votaram na Chapa concorrente à situação se os votos não forem devidamente computados”.

Galindo, que atua na profissão há décadas, procurou seus direitos na Justiça. Queremos apenas o direito democrático de participar das eleições e que seja transparente”, disse ele.

Em sua rede social, o candidato da chapa 3, Maherval Chaves disse que é democrático e porisso foi escolhido para ser candidato. “Sou amigo do pessoal que compõe o Creci, mas não preciso ficar engessado”, afirmou, ao acrescentar que entre suas propostas estão organizar o mercado e fiscalizar. “Não vamos fazer poesia para ganhar seu voto”, completou. 

O EXTRA manteve contato com a assessoria do Cofeci em Brasília que ficou de retornar a ligação, mas até fechamento da edição não respondeu. 

VILMAR

A chapa 1, única liberada para concorrer ao pleito, tem o apoio do atual presidente do Creci/AL e candidato a conselheiro federal Vilmar Pinto, que ocupa o cargo há mais de uma década. Apesar da legalidade, Pinto está encrencado com a Justiça a ponto de ser denunciado ao Ministério Público Federal por utilizar veículo pertencente à autarquia como instrumento de propaganda eleitoral de um vereador em Maceió. O documento aponta que após eleito, o vereador nomeou o irmão de Vilmar Pinto como assessor parlamentar, conforme consta no Diário Oficial de Maceió datado do dia 3 janeiro de 2017. Foi este mesmo carro pivô da ação em que Pinto é acusado de fraudar documentos para alienar veículo da autarquia.

Procurado pelo semanário, Pinto disse que as denúncias são normais já que  acusações partem da oposição

Entenda a polêmica

A impugnação coletiva tomou grande proporção a ponto de o deputado federal pela Bahia Jorge Solla expressar em plenário sua indignação com o fato. Na ocasião, o parlamentar foi enfático em informar que “o sistema de conselhos regionais de corretores de imóveis está passando por um grande golpe. Acredite ou não, a verdade é que todas as chapas de oposição em todos os estados foram impugnadas”. E mais: “É ditadura civil, estado de exceção, estimulando atos de exceção em todas as áreas, inclusive em autarquias federais”, afirmou o parlamentar em discurso. 

Nas redes sociais as manifestações não são diferentes. Muitos internautas mostraram suas indignações. Um diz que “o mais legal é caso um corretor não esteja em dia com a anuidade ele é penalizado com multa de uma anuidade... é um absurdo. Nenhuma outra entidade de classe cobra uma multa neste valor e ninguém faz nada”, outros radicais desabafam que “Todos os Conselhos deveriam ser extintos! Custo completamente desnecessário e em nada agregam à sociedade, apenas blindam seus profissionais! Cada cidadão deve responder à justiça, e somente à justiça, pelos seus atos”.

Há quem vá além com a indignação: “O Creci já é um grande golpe. Acharca os corretores com contribuições, taxas e multas que inventam, não prestam contas e, quando prestam maquiam os resultados, mas nada fazem e nunca fizeram alguma coisa pela categoria. Eu me cansei e cancelei minha inscrição. Se você faz uma denúncia eles mandam você investigar”. 

Um mais afoito afirma que “No Creci existe uma grande democracia, se o corretor não votar paga uma multa igual a uma anuidade. E tem mais, ninguém conhece oa candidatos”. E mais indignação: “Isso no Brasil todo né? Deveria ter uma investigação nesse Creci Máfia”. 

Há também quem saia em defesa da instituição: “Só não sei quem tá gastando com esse Painel Urbano, porq vejo q suas postagens são patrocinadas e não investigadas, ou seja, quem paga fala o que quer!”.

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