Acompanhe nas redes sociais:

12 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 970 / 2018

05/05/2018 - 07:29:49

Alagoanos marcam presença na disputa presidencial

Collor e Aldo Rebelo reforçam a influência política de Alagoas no país

José Fernando Martins - [email protected]

Quem diria que um estado do tamanho de Alagoas, o segundo menor do país, ganhando apenas do vizinho  Sergipe, seria tão influente politicamente. Para se ter uma ideia, dois alagoanos estão em busca da Presidência nas eleições de 2018. O senador Fernando Collor (PTC), ex-presidente, e o ex-ministro dos Esportes, Aldo Rebelo (Solidariedade), já se confirmaram pré-candidatos.

Rebelo foi lançado no mês passado em um anúncio feito na sede do partido em São Paulo, na Vila Mariana, Zona Sul da cidade. Ele se filiou recentemente ao partido de Paulinho da Força após deixar o PSB por discordar com entrada do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa.

“Eu não considerei a candidatura do ex-ministro Joaquim Barbosa nem um perigo, nem uma ameaça para ninguém. Apenas a agenda que eu suponho que ele defenda não tem semelhança com a agenda que eu sempre defendi. E como havia uma inclinação do partido pela candidatura do ex-ministro, eu preferi naturalmente deixar o partido à vontade e procurar, já que havia um convite, uma legenda que tem identidade com meu pensamento, com minha trajetória, com os meus valores e com as perspectivas que eu vejo como promissoras para o Brasil”, disse o alagoano à impressa.

Aldo Rebelo fez parte dos governos Lula e Dilma. É também ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e um dos criadores da União da Juventude Socialista, vinculada ao PCdoB, partido no qual permaneceu por 40 anos, de 1977 a 2017. 

Aldo Rebelo também foi ministro das Relações Institucionais (2004-2005), no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de ter presidido a Câmara dos Deputados (2005-2007).

No governo da ex-presidente Dilma Rousseff, comandou os ministérios do Esporte (2011-2014), da Ciência e Tecnologia (2015) e da Defesa (2015-2016). 

Acabou se tornando um dos principais conselheiros da então presidente, participando semanalmente da reunião da coordenação política, grupo criado por ela para definir as estratégias do governo para aprovar medidas no Congresso. 

Durante a crise política do governo Dilma, que resultou no impeachment da petista, o alagoano Aldo Rebelo chegou a depor à comissão especial do Senado como testemunha de defesa. 

COLLOR

Ele nasceu no Rio de Janeiro, mas é considerado natural de Alagoas, terra do pai Arnon Afonso de Mello. O senador Fernando Collor de Mello já havia anunciado no início do ano que pretendia se candidatar novamente à Presidência da República nas eleições gerais deste ano. 

“Digo a vocês que esse é um dos momentos mais importantes da minha vida pessoal. Hoje, a minha decisão está tomada: sou, sim, pré-candidato à Presidência da República”, afirmou o senador, que participou de um evento, em janeiro, na cidade de Arapiraca com a ex-prefeita Célia Rocha (PTB).

Em entrevista à rádio Gazeta de Arapiraca, na mesma época, Collor reforçou o desejo de concorrer à Presidência. “Tenho uma vantagem em relação a alguns candidatos porque já presidi o país. No meu partido todos conhecem, sabem o modo como eu penso e ajo para atingir os objetivos que a população deseja para a melhoria de sua qualidade de vida”, afirmou.

Apelidado de ‘caçador de marajás’, Collor venceu em 1989 a primeira eleição direta após a redemocratização do País, derrotando vários candidatos, entre eles Leonel Brizola (PDT), Ulysses Guimarães (MDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem disputou o segundo turno. Ele comandou o País entre 1990 e 1992, quando sofreu impeachment, por suspeita de corrupção após denúncias do irmão Pedro Collor.

Collor foi prefeito de Maceió (1979-1982), deputado federal (1982-1986), governador de Alagoas (1987-1989) e o 32º presidente do Brasil (1990-1992).

PRESIDENTES

Vale lembrar que antes de Collor, o país já teve dois alagoanos ocupando o cargo mais alto do país.  O governo do deodorense Marechal Manuel Deodoro da Fonseca iniciou-se com a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889. Seu governo foi marcado por forte tensão política entre suas tendências centralizadoras e as inclinações federalistas da sociedade civil e de parte dos militares, que levou à dissolução do Congresso Nacional. Sob a ameaça da Primeira Revolta da Armada, Deodoro renunciou em 23 de novembro de 1891.

O maceioense Marechal Floriano Peixoto foi empossado presidente do Brasil no mesmo dia da renúncia ao cargo do antecessor. Para restabelecer a legalidade constitucional, publicou um manifesto aos cidadãos e às Forças Armadas garantindo a manutenção do regime republicano e da constituição de 1891.  Buscou estabelecer um governo estável, respaldando-se no apoio da Marinha representada pelo ministro Custódio de Melo, e nos cafeicultores paulistas no Ministério da Fazenda ocupado por Rodrigues Alves. (Com Infoescola)

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia