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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 969 / 2018

02/05/2018 - 15:56:12

Viva o Nordeste!

Alari Romariz Torres

Tenho muito orgulho de ter nascido no Nordeste brasileiro, no pequeno estado das Alagoas.

São vários lugares bonitos e com detalhes específicos. No nosso rincão temos a Zona da Mata: linda, cortada por vários rios e cheia de árvores frondosas e belas. Viajando de carro, encontramos pequenas cidades com suas características diferenciadas. Não me canso de encontrar pessoas vendendo frutas, castanha, camarão, milho verde assado e outras coisas. Se pararmos para comprar tudo, faremos uma boa feira.

O litoral é de uma beleza ímpar! Se fizermos um passeio entre Recife e Maceió, encontraremos praias maravilhosas, algumas pouco exploradas. O povo do Sul e Sudeste resolveu fazer festas de fim de ano nas praias de Alagoas. Escolhe um pequeno lugar, aluga casas, traz banda para tocar e a desgraça para a pobre população do lugarejo está feita.

Morei dezessete anos numa praia do litoral norte: Paripueira. Povo bom, hospitaleiro, comida farta. O traço negativo de nossa pequena cidade é a política. Pessoas vêm de fora, se juntam aos nativos e a briga é feia! Nem sempre o prefeito mora na cidade, ou então, se deixa levar pelos visitantes.

O Sertão é outra parte do Nordeste; cativa as pessoas que chegam por lá. Apesar do calor muito forte, encontramos belas fazendas e muitas frutas durante grande parte do ano. 

Meu avô trabalhava num pequeno navio que ia de Penedo a Piranhas. Saía na segunda e voltava na quinta. Parava em diversas cidades ribeirinhas nos dias de feira. Ele comprava tudo de caixa: pinha, melancia, camarão, umbu, etc... E mandava de ônibus para Maceió!

Nossas férias eram em Penedo, com direito a excursão para Piranhas, passando por Propriá, Gararu, Pão de Açúcar. Coisa de cinema!

Pernambuco foi outro estado que nos acolheu. Eu e meu marido trabalhamos em Recife e Garanhuns. Na capital havia bons colégios, excelentes praias, passeios maravilhosos. O recifense é muito gentil, apesar de haver um certo bairrismo com os alagoanos. Garanhuns, de clima europeu, é a conhecida “Suíça brasileira”.   

Havia diferença na fala (sotaques distintos), nos costumes, na cozinha. Mas, tudo perfeitamente contornado; de lá saímos e deixamos muitos amigos.

O Ceará é uma terra de pessoas boas, alegres e educadas. Pelo fato de o Exército ter tido por lá a Escola Preparatória de Cadetes, o estado é cheio de militares. Ainda hoje vamos a Fortaleza visitar muitos amigos. O cearense é gente muito fina!

Sergipe, apesar de ser um estado menor do que Alagoas, é mais bem cuidado. Diz nosso amigo coronel Mendonça (Gildão) que “Aracaju é a capital do mundo!” Povo bom o sergipano!

Conheço pouco a Paraíba, mas é terra de homens famosos. João Pessoa é uma cidade bonita, do tamanho de Maceió. Possui também bonitas praias; é conhecida pela variedade em sua culinária. Digna representante do Nordeste.

Poucas vezes fomos ao Rio Grande do Norte, ao Piauí, à Bahia e ao Maranhão; mas conhecemos de reportagens as histórias e as belezas desses estados. Em cada um deles temos amigos que falam das maravilhas da terra em que nasceram.

Intrigam-me os programas de televisão do Sul e Sudeste pintando os nordestinos com características de matuto, pouco alfabetizado. Se fôssemos relacionar os artistas, escritores, médicos, arquitetos famosos do Nordeste não terminaríamos nem tão cedo este artigo.

Quando viajo ao Sudeste e vejo certos risos com nosso sotaque, faço questão de arrastar minha fala!

Hoje, minha lembrança vai par a o Nordeste: terra de gente boa, trabalhadora, gentil, conversadora e, sobretudo, acolhedora.

Se não tivéssemos políticos tão corruptos...

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