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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 969 / 2018

02/05/2018 - 15:49:14

GABRIEL MOUSINHO

Exigência temerária

O nome do deputado Rodrigo Cunha para disputar o governo de Alagoas pelo PSDB é um dos trunfos da oposição, mas somente se o candidato administrar esta história de selecionar quem vai subir no seu palanque durante a campanha eleitoral.

Por um lado Cunha tem lá suas razões, mas, por outro, pode ficar sozinho numa batalha inglória se não chegar a uma composição com os partidos que poderiam participar de uma disputa política de grandes proporções.

Se insistir nessa preliminar pode ter muitos problemas, como, por exemplo, Heloísa Helena. Grande candidata a deputada federal, Heloísa terá que se desdobrar bastante se seu partido não se coligar com outros, o que deixaria praticamente impossível atingir o coeficiente eleitoral nas eleições proporcionais. Sozinho num palanque sem PP, DEM e outros partidos mais, Rodrigo Cunha terá muitas dificuldades pela frente mesmo sendo um candidato simpático e com um histórico de trabalho e decência.

Afinal de contas, como diz o velho ditado, uma andorinha só não faz verão.

Vice preferido

O governador Renan Filho está demorando em anunciar o nome do vice, mas 99% das chances recaem sobre Fábio Farias, que se desincompatibilizou do cargo dias atrás. Esta é a pessoa da confiança dos Calheiros, principalmente do governador, que deverá, se reeleito, entregar o cargo meses antes para tentar a vaga que hoje pertence a Fernando Collor. 

Sem volta

Depois de anunciar candidatos a deputado estadual e à Câmara Federal, os Beltrão não darão outra chance a Marx Beltrão que não seja disputar o Senado. É um caminho sem volta numa terceira força. A perspectiva de Marx ir para uma via diferente passa pelo reduto da família na região Sul do Estado. 

Perdeu a chance

Para quem não sabe, antes de Maurício Quintella ser convidado para fazer uma dobradinha com Renan Calheiros, o cargo de vice-governador foi oferecido a Marx Beltrão, que na época não topou a parada. Como não aceitou, foi pra escanteio.

Aniversário 

de morte

Exatamente nesta sexta-feira, 27 completa 15 anos que faleceu o ex-governador José Tavares. Figura das mais estimadas nos meios políticos alagoanos, Zé Tavares foi um exemplo de homem público e de uma simplicidade impressionante. Governou Alagoas durante um ano, depois de ser eleito deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa. Demonstrou, durante sua vida pública, ser amigo dos amigos. Atencioso e íntegro fez muito por este estado. Uma referência para as novas gerações.

Vai sobrar pra quem?

Com fortes candidatos ao Senado pelo menos dois vão ver a banda passar nas eleições de outubro. A briga será entre Renan Calheiros, Benedito de Lira, Maurício Quintella e Marx Beltrão.

Pedra no caminho

Há quem diga nos bastidores políticos, de que um dos maiores obstáculos da candidatura à reeleição de Renan Calheiros é o filho governador, que não tem acompanhado o comportamento da velha política do senador.

Desculpa esfarrapada

A pretexto do que diz a Lei 9.504/1997, o governo do Estado afirma que não pode conceder reajuste salarial que ultrapasse a reposição da inflação. Era tudo que o governo queria. Agora, com certeza vai endurecer o jogo com os policiais militares que anunciavam o aquartelamento se não fossem atendidos nas suas reivindicações. O governo aproveitou através do procurador geral, Francisco Malaquias, e mandou o recado para outras categorias.

E agora, José?

Depois da justificativa do governo do Estado em não conceder aumento a não ser para reposição salarial, o que os militares e outras categoriais irão fazer? Aquartelamento? Greve? Só o tempo dirá. Mas que a insatisfação é generalizada, isso ninguém tenha dúvidas.

Ganhando tempo

Na verdade o Estado fazia finca-pé para não conceder os reajustes solicitados pela Polícia Militar, muito menos equiparação de salários dos oficiais com os delegados da Polícia Civil. Vai ganhar tempo justificando que é proibido por lei. Depois das eleições, é outra história. Vai dizer que o governo não tem arrecadação suficiente para poder bancar os reajustes, que ameaça não fazer o pagamento em dia ao contrário de outros Estados e outras coisas mais. Resta saber como as instituições irão se comportar.

Vai dar o quê?

Dos seis ou sete fiscais de rendas presos, apenas um ou dois estão nas grades. E os outros? Pelo que se sabe, cerca de 28 fiscais estão sendo investigados em um dos maiores escândalos já vistos em Alagoas. O rombo é grande. Um fiscal confidenciou que era necessária essa operação da polícia, já que a bandalheira estava sem limites. Resta saber se essa tropa vai mesmo pra cadeia.

Vantagem 

e desvantagem

O governador Renan Filho tem levado muita vantagem no seu processo de reeleição, mas isso diz o mesmo com relação ao pai, senador Renan Calheiros, que enfrenta um dos maiores desgastes políticos de sua história. A situação é tão delicada que palacianos não estão agora preocupados com Renanzinho. O problema é Renan pai.

Perigo à vista

Há quem diga de que a família Beltrão estuda um golpe para os próximos meses. Ressentida com a preferência de Renan Calheiros por Maurício Quintella para o Senado, os Beltrão estariam estudando uma alternativa para se aliar a outro grupo político e negociar a região sul do estado. Negócio da china, o que abalaria a candidatura do presidente regional do MDB. 

Lá e cá

Parece mesmo que Maurício Quintella vai navegar entre a Prefeitura de Maceió e o governo do Estado. Basta observar sua área de atuação. Ultimamente conseguiu recursos para beneficiar o município, com a prolongação de recapeamento na grande Maceió. Por isso, fica com duas secretarias importantes, embora faça dupla com Renan Calheiros para o Senado da República. Marx Beltrão é considerado, nesse time, rolete chupado.

Obstinado

O deputado Marx Beltrão não se apequena quando o assunto é sua candidatura ao Senado. Não quer tomar conhecimento da decisão do Palácio dos Martírios e insiste na sua pretensão de disputar um cargo dos mais cobiçados. Para quem conhece Marx, vem torpedo pela frente.

De fora mesmo

Já não é mais surpresa para ninguém o apoio direto de Maurício Quintella para Isnaldo Bulhões e Sérgio Toledo, que almejam chegar à Câmara Federal. Com isso Ronaldo Lessa fica definitivamente de fora do apoio do ex-ministro dos Transportes. Uma ingratidão, dizem amigos de Lessa.

O caso é sério

O administrador da Massa Falida e os juízes que comandam o processo devem estar com as orelhas queimando. Não são nada simpáticas as conversas dos credores com os que comandam a Massa Falida.

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