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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 969 / 2018

02/05/2018 - 15:47:50

JORGE OLIVEIRA

Calvário de Lula

JORGE OLIVEIRA

Vitória - A imprensa estrangeira ainda tem uma visão distorcida do Brasil. Acha que isso aqui é uma selva povoada de índios, onde habitam só jacarés, macacos e outras espécies tropicais. Gosta de folclorizar os nossos costumes, mas amam o futebol, a música e as mulatas. Alguns dos seus dirigentes são tão ignorantes que confundem o Brasil com outro país, caso do Ronald Reagan, ex-presidente do EUA, ao brindar “o povo da Bolívia” em um jantar oficial em Brasília, em 82. Pois bem, foi nesse cenário exótico que essa imprensa moldou a figura do Lula no exterior: retirante nordestino, ex-sindicalista, desbocado, analfabeto, jeito atarracado, que chegou à presidência do Brasil. 

Os jornais alimentaram essa imagem do Lula e, durante muito tempo, esconderam dos seus leitores os malfeitos dele e da sua organização criminosa, pois seus correspondentes no Brasil eram simpáticos ao PT. Ao deixar o governo, imagine, Lula foi convidado pelo New York Times para escrever artigos semanais tal era a admiração dos seus editores pelo ex-presidente. Perdoou, inclusive, a ameaça que ele fez de expulsar um dos seus correspondentes que escreveu sobre o seu vício de beber. 

Agora a mídia americana e europeia está dando o braço a torcer e, aos poucos, diante da realidade, retrata os fatos verdadeiros que esconderam dos seus leitores e revela, sem truques, a real face de Lula e de seus asseclas. Em editoriais, eles se posicionam a favor da Lava Jato e consideram justa a prisão dele por corrupção. O NYT, por exemplo, enaltece a coragem do juiz Sérgio Moro e diz que “o Brasil tem em suas instituições os meios necessários para encarar até os mais poderosos – e populares malfeitores”. Na mesma linha, o Le Monde, um dos mais influentes jornais franceses, diz no seu editorial intitulado “A desgraça de um presidente” que “a prisão de Lula mostra que ele não está acima da lei e que não é um ato político. A Lava Jato deve continuar a combater a corrupção”. 

Até o impeachment da Dilma, a imprensa estrangeira fazia uma cobertura equivocada dos fatos políticos no Brasil. Torcia pela dupla Lula/Dilma pelo passado de ambos: um retirante e uma ex-presa política, finalmente, chegavam ao poder no Brasil dos selvagens e dos orangotangos. Até as gafes dos dois eram toleradas porque, afinal de contas, o país era governado por “trabalhadores” de esquerda, uma façanha para os padrões políticos na América do Sul, considerado o quintal do capitalismo. 

Na Europa, os jornais torciam discretamente pela permanência da Dilma no poder e condenavam as instituições de golpistas. Órgãos do governo, até então nas mãos do PT, encarregaram-se de fazer uma campanha sórdida lá fora. A Ancine, por exemplo, a agência de cinema, antes dominada pelo PCdoB, financiou passagens para diretores e produtores de filmes medíocres, mas engajados com a causa dilmista com o objetivo de denunciar o impeachment nos festivais de cinema. Esses cineastas, a soldo do dinheiro público, eram porta-vozes do governo petista nos eventos internacionais patrocinados pela agência. 

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Embaixadores brasileiros e estudantes de renomadas universidades lá fora também se juntaram a esses cineastas panfletários para falar do golpe como se não pesassem contra o PT as investigações que culminariam na descoberta da maior organização criminosa do país. Demorou para que os correspondentes estrangeiros deixassem suas paixões de lado para escrever com imparcialidade sobre a Lava Jato. O resultado disso é o convite das universidades hoje para que juízes e procuradores falem sobre a operação nas universidades dos Estados Unidos e da Europa, antes abertas aos investigados.

Autocrítica

Com a prisão de Lula, os jornais estrangeiros fazem mea-culpa.  Uma autocritica quando utilizam os seus editoriais para escrever que a prisão de Lula é justa pelos crimes de corrupção que ele cometeu, o que, aliás, os brasileiros também já reconheceram, segundo a última pesquisa do Datafolha, quando aprovaram a prisão. Não à toa, outro jornal norte-americano, o Washington Post, no seu editorial, também apoia a prisão do Lula, fala da prisão de mais de 120 pessoas na Lava Jato e do êxito do combate à corrupção no Brasil. Enfim, o mundo se curva aos fatos.

No Brasil

Por aqui, com a prisão, Lula deixou as primeiras páginas para virar rodapé de jornal. As TVs já não alimentam o noticiário e existe um silêncio da imprensa desde que ele foi encarcerado na Polícia Federal. Imagine que até o “Exército Vermelho” do Stédeli que o Lula contava para fazer arruaças de rua e fechar as rodovias se recolheu. As instituições continuam funcionando normalmente, como deve ser em uma democracia em que um ex-presidente é preso.

Depressão

As notícias que chegam da Polícia Federal do Paraná é de que Lula passa por um momento de profunda depressão. Acostumado ao cerco de pessoas ao seu lado, cercado por bajuladores e militantes, ele não tem com quem conversar no xadrez. Além disso, é obrigado a conviver com a síndrome da abstinência, o que provoca um choque profundo no metabolismo levando o dependente ao delirium tremens.

Frustração

A grande frustração de Lula é saber da indiferença do povo à sua prisão. O Datafolha realizou uma pesquisa que mostra que 54% dos eleitores consideraram a prisão dele justa e 57% defendem o encarceramento em segunda instância. E o apoio à Lava Jato é registrado por 84% dessas pessoas. 

Antena

Os números mostram que as antenas de Lula não estavam ligadas quando ele foi para a porta do Sindicato dos Metalúrgicos incitar a violência. Defender as invasões e o fechamento das rodovias pelo Exército Vermelho do Stédeli. Na verdade, no dia seguinte ao da sua prisão, uns gatos pingados até seguiram os conselhos do Messias, mas recuaram no dia seguinte e nunca mais voltaram. Afinal de contas, ninguém faz revolução sem armas e de barriga vazia.

Torrou

Os apoiadores do Lula ainda não entenderam que o juiz Sérgio Moro cozinhou o chefe dele em banho maria durante muito tempo. Enquanto o ex-presidente esperneava, xingava os procuradores nos comícios relâmpagos e nas entrevistas à imprensa, Moro reunia provas para condená-los e evitava sair por aí batendo boca com ele, atendo-se aos autos que culminaram com os doze anos de cadeia.

Cadeia

Pelos processos que ainda responde é provável que Lula passe pelo menos uns dez anos na cadeia com a acumulação das sentenças. Para quem se achava o Deus do Olimpo, chegar ao fim da vida dentro de uma cela é doloroso, principalmente para ele que, no auge da popularidade, certa vez foi chamado pelo Obama de o “cara”. É o Triste fim do Policarpo Quaresma. 

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