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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 969 / 2018

02/05/2018 - 15:46:58

Sururu

Da redação

Coronel do Sertão 

1 - A absolvição do desembargador Washington Luiz em mais um dos processos a que responde junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) representa a derrota de seus adversários políticos e de alguns de seus próprios colegas de toga. 

2 - Ao assumir a posição de líder político do Sertão, Washington Luiz entrou em rota de colisão com muitos interesses em jogo e colecionou pelo menos 10 denúncias de improbidade, e até de homicídios. 

3 - Essas acusações lhe renderam a perda do cargo de presidente do Tribunal de Justiça do Estado, o afastamento das funções de desembargador e pior, a ameaça de uma aposentadoria forçada. 

4 - Os maiores inimigos do desembargador, no entanto, habitam o mesmo teto e dividem a mesma toga e o mesmo tribunal. Mais por interesses pessoais não atendidos que a disputa por hegemonia política no Sertão. 

5 - Desde que foi afastado, há quase dois anos, o desembargador luta no STJ e no CNJ para escapar da compulsória. Até agora tem tido êxito, mas a principal acusação – a de ter recebido dinheiro de uma empresa ligada à merenda escolar – ainda não foi julgada. 

6 - Se convencer os jurados de sua inocência, o desembargador Washington Luiz voltará ao cargo de cabeça erguida e com cacife para retomar seu projeto político de coronel do Sertão.

7- Como dizia o mestre paraibano José Américo de Almeida, ninguém se perde no caminho da volta. Até porque seu principal adversário na região - o ex-prefeito Celso Luiz - está fora de combate por crime de enriquecimento ilícito. 

Fim da impunidade

A condenação do ex-prefeito de Rio Largo representa mais que a justa punição de um gestor público irresponsável. É a constatação de que o germe da corrupção está incrustrado em todos os níveis dos poderes públicos. 

Toninho Lins tinha tudo para despontar como liderança política em Alagoas. É jovem, filho de político, bom discurso e herdeiro de uma família tradicional de Rio Largo. 

Na ambição de ficar rico a qualquer custo, jogou na lama o seu futuro político, a liberdade e a dignidade, que é o bem maior. Também tirou de Alagoas a chance de contar com uma liderança nascente.

A punição de Toninho Lins também serve de exemplo para outros gestores públicos que pretendam enveredar pelos caminhos da ilegalidade. Mais que isto; prova que apostar na impunidade não garante mais a liberdade dos desonestos. 

Venda de sentença

O CNJ abriu processo disciplinar para investigar o juiz do Piauí, José Willian Veloso Vale, na 2ª Vara da Comarca de Campo Maior, acusado de pedir dinheiro em troca de favores. 

Deve ser horrível viver em um estado onde magistrados vendem sentença. 

Fim de papo

“O Lula é o chefe da organização criminosa”.

Carlos Fernando Santos Lima, procurador da Lava Jato, encerrando a polêmica sobre a prisão do ex-presidente. 

Cartórios

A Corregedoria-Geral da Justiça vai disponibilizar, no site do Poder Judiciário de Alagoas, estatísticas trimestrais com o detalhamento das manifestações referentes aos cartórios, feitas à Ouvidoria Judiciária.

Palmas para o corregedor-geral, desembargador Paulo Lima. 

Perguntar não ofende

Quando tanto se fala em transparência nos poderes públicos, o que justifica o TJ-AL manter o processo dos taturanas em segredo de justiça? 

Fichas-sujas

A decisão do desembargador Celyrio Adamastor de liberar os deputados taturanas para disputar as eleições não surpreendeu a ninguém. A bola já havia sido cantada por este semanário na edição passada. 

Condenados em segunda instância pelo desvio de R$ 300 milhões da Assembleia Legislativa, Arthur Lira, Cícero Almeida e Paulão estão na lista dos fichas-sujas, mas ganharam o aval do desembargador para disputar o pleito deste ano. 

E viva a impunidade!

Novo dono

A revenda Blumare/Jeep mudou de dono. Empresários Luiz Romero e Marcelo Filho venderam a concessionária para o Grupo Mair Amaral (Boa Terra) e ingressarão no setor da construção civil. 

Delação do fim do mundo

O ex-ministro Antônio Palocci, um dos personagens mais poderosos nos go-vernos petistas, assinou acordo de delação premiada com a Polícia Federal, considerada “a delação do fim do mundo” petista, que tem em Lula um dos principais alvos. Ele acelerou as negociações do acordo com a PF após sua condenação a pena semelhante à aplicada depois ao ex-presidente, de 12 anos de prisão, e pelos mesmos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. (Diário do Poder) 

PF derrota o golpe

A assinatura do acordo de delação premiada de Antônio Palocci com a PF enterra o golpe para tirar Lula de Curitiba. Antônio Palocci foi o responsável pelos pagamentos de propina para o chefe da organização criminosa. A PF sabe como os pagamentos foram feitos e pode provar o caminho do dinheiro.


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