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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 968 / 2018

24/04/2018 - 22:59:37

SAÚDE MENTAL

Os exageros e 

os transtornos

O comportamento exagerado sempre chama a atenção das pessoas que estão no convívio direto, mas nem sempre a pessoa que apresenta esse comportamento tem consciência de que ele existe.

No meio linguístico chama-se hipérbole, que é o exagero na significação de uma frase, tipo, morrer de medo; explodir de rir, entre outros. Na psicologia pode ser um transtorno mental.

Assim, é fundamental que os familiares e os amigos possam, de maneira sutil, ou até objetivamente, se tiver condições de falar sobre o assunto com a pessoa, dizer para ela que está exagerando em algum comportamento ou pensamento. Isso serve para que a pessoa fique em alerta de que tem algo estranho – exagero no comportamento ou pensamento – e que, portanto, precisa ser investigado. Quanto mais sutil disser, melhor.

Dependendo do tipo de exagero, a pessoa pode está sofrendo um processo de sofrimento, que pode ser um sinal de um determinado transtorno. Dai é fundamental que nos primeiros sinais de que está ocorrendo o fato a pessoa possa procurar um psicólogo para que o comportamento ou pensamento possa ser investigado.

Transtorno mental

Geralmente o transtorno mental surge por três fatores: hereditário; através do meio ambiente (seja familiar, no trabalho ou na escola/faculdade) e também pela sensibilidade pessoal, ou seja, capacidade de absorver ou não as adversidades que ela enfrenta/enfrentou durante a vida.

Hereditariedade e transtorno

A hereditariedade é um conjunto de processos biológicos que asseguram que cada pessoa receba e transmita informações genéticas através da reprodução. Num transtorno mental essa transmissão vai ocorrer não de forma matemática, mas dependendo de como a pessoa reage diante de uma adversidade que ela enfrentou ou aprendeu a enfrentar.

O fator hereditário não é determinante para o surgimento de um transtorno, caso a pessoa esteja consciente do problema e busque uma vida com menos estressores. Não é fácil, mas é possível, por isso a importância da realização de psicoterapia.  Lembrando que psicologia não é matemática.

O transtorno e o afeto

A qualidade e a quantidade de afeto que a pessoa adquiriu durante o período, principalmente nos primeiros anos de vida, pode ser um fator determinante para enfrentar melhor, ou não os sofrimentos psíquicos que ela enfrenta/vai enfrentar durante a vida. Lembrando mais uma vez que psicologia não é matemática.

Sensibilidade pessoal 

e transtorno

Dependendo de como a pessoa enxerga a vida e os problemas que ela enfrenta no dia a dia, ela pode absolver ou não os comportamentos mais frequentes da família, sejam bons ou ruins.

Se surge uma mesma doença (física ou mental) na família em parentes próximos (pais, tios, primos, avós); se os primeiros anos de vida foram vividos em ambiente familiar complicado, abusivo, traumático; e se a pessoa é muito sensível para questões afetivas (baixo limiar de frustração, insegurança, timidez, dependente, muito emotivo), é provável que esta pessoa possa desenvolver algum transtorno emocional ao longo de sua vida, mesmo que não seja grave.

Exageros e 

os transtornos

Vários transtornos apresentam sinais de comportamentos exagerados. Dependendo da história de vida de cada pessoa, esses sinais podem ser mais ou menos intensos; ou mais ou menos frequentes.

O bipolar, por exemplo, tem alterações do humor: comportamento eufórico (mania), com fuga de ideias, aceleração do pensamento, ideias grandiosas, agitação psicomotora, comportamento de risco (sexual ou outro), irritabilidade.  Tem episódios de mania (fazer tudo)  e  episódio depressivo (fazer nada),

Depressão é quando a pessoa sente um sentimento de vazio, angústia, sem vontade para fazer nada e tudo para ela é cinza ou preto. Nada tem cor, tudo é problema. Ela não consegue visualizar alguma alternativa para um determino problema ser solucionado.

Já o narcisista apresenta-se como se ela fosse o centro do universo (eu, eu, eu e eu).Ela se acha o bam-bam-bam. Ela pensa:  “não existe ninguém melhor que eu.”

Oniomania, ou  compulsão em comprar. O vício é semelhante ao que é proporcionado pelas drogas. Ao comprar a pessoa sente satisfação e logo em seguido vem as frustrações. 

O Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), pode ser de um pensamento ou uma ação (com muita frequência), que geram ansiedade causando um desconforto ou sofrimento no indivíduo. Alguns exemplos: obsessão por higiene, simetria, perfeccionismo, manias, rituais, entre outros.

Já a ninfomania é caracterizada por uma ação de uma mulher que apresenta um nível elevado de desejos e fantasias sexuais. Não se satisfaz com um só ato.

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