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13 de Novembro de 2018

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Edição nº 968 / 2018

24/04/2018 - 22:58:46

PEDRO OLIVEIRA

Ao ladrão, 100 anos de perdão

PEDRO OLIVEIRA

O passaporte do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi supostamente roubado na última segunda-feira (16), em Curitiba. Segundo a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), o documento estava no carro de um assessor do partido, e seria levado para a Polícia Federal, onde Lula está preso, juntamente com outros itens pessoais do ex-presidente. 

“As cartas, roupas limpas, documentos e seu passaporte foram roubados do carro. Fizemos a reclamação, a investigação acontece, mas estamos muito preocupados”, afirmou a petista.

Segundo a senadora, o caso foi registrado e a polícia esteve no local. Além dos documentos e itens que pertencem ao ex-presidente, nada mais foi levado do carro. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba. Até o momento, não há suspeitos para o crime. 

 A “presidenta” petista em seus devaneios declarou: “O presidente tem sido objeto de abuso, e acontece uma coisa dessas, onde os objetos dele são furtados, inclusive passaporte. É preciso esclarecer. Pode ter sido um furto casual, um arrombamento, mas pode ter sido outra coisa. Isso precisa ser esclarecido o mais rápido possível”, afirmou Gleisi.

Vale algumas indagações:

1.Por que os pertences e documentos do condenado não estavam sendo levados por seus advogados que se encontram com ele quase que diariamente? 

2.Como seriam entregues ao presidiário, se os “assessores” não podem se avistar com ele? Entregariam clandestinamente? (prática bem característica nas entranhas petistas).

3.Para que Lula ia necessitar de passaporte na cadeia? Será que está planejando fugir do país? (É preciso redobrar a atenção e vigilância para que não sejam surpreendidos com uma provável fuga).

4.Foi identificado o carro que supostamente foi “roubado”, o seu proprietário e condutor?

5. Em que circunstâncias aconteceu o “roubo”? Onde estava estacionado o veículo e na ocasião onde estavam seus ocupantes?

É provável que o fato não passe de mais uma farsa arquitetada para “vitimizar” o ex-presidente diante da população mais ignorante, tal qual a que chegou a acreditar nos tiros disparados em ônibus da comitiva petista, na caravana fracassada por cidades do Sul. 

No mais, supondo que seja verdadeira essa história muito suspeita, será muito difícil a apuração, mas se tem pelo menos uma certeza: “o ladrão terá cem anos de perdão”.

Só muda o nome

Que não se animem os corruptos

Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Esse é o novo nome que recebeu a equipe constituída por promotores de justiça do Ministério Público Estadual , que continua com as mesmas atribuições do antigo Gecoc – Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas. A modificação na nomenclatura aconteceu para que a unidade do MP alagoano siga a padronização já existente nos demais estados da Federação.

A mudança no nome do Grupo foi aprovada pelo Colégio de Procuradores de Justiça. “Sabemos que o nome do Gecoc já está consolidado. As pessoas conhecem a sua importância e têm consciência do quanto ele trabalha no combate aos mais diferentes tipos de crimes, em especial, contra a corrupção. Porém, em todos os outros Ministérios Públicos esse grupo se chama Gaeco. Então, para padronizar, resolvemos fazer a alteração. Muda apenas o nome, o compromisso continuará sendo o mesmo” anunciou Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, procurador-geral de justiça.

“Também é importante reforçar que o Gaeco continuará funcionando como órgão de execução e de apoio às demais promotorias de justiça de Alagoas, ajudando os promotores do interior na neutralização das organizações criminosas, na recomposição do patrimônio público eventualmente atingido e na aplicação das sanções previstas”.

O Gaeco continuará tendo a mesma formação. São integrante dele os promotores de justiça Antônio Luiz dos Santos  Filho – também coordenador, Hamilton Carneiro Júnior, Luiz Tenório Oliveira de Almeida, Carlos Davi Lopes Correia Lima, Elísio da Silva Maia Júnior e Eloá de Carvalho Melo.

Aos que desrespeitam o dinheiro do povo e praticam a corrupção, um conselho: mudou apenas o nome.

A Saúde vai bem

O setor de Saúde alagoana tem sido castigado, ao longo dos anos, por acentuada crise de gerenciamento, com reflexos danosos para a sociedade que deveria ser assistida. A situação caótica do Hospital Geral do Estado, sua superlotação, falta de medicamentos essenciais à vida, as crises da Maternidade Santa Mônica e as precariedades do interior têm sido a pauta constante para a mídia local e até nacional, com reportagens e denúncias que nos em vergonham. Os últimos gestores da pasta da  Saúde ao sair deixaram um rastro de irresponsabilidade e descaso com a coisa pública e mais ainda, com sobrevivência da população mais pobre, que é obrigada a recorrer a esses serviços que lhes foram negados.

Há pouco mais de um ano esse quadro começou a mudar com a chegada do atual secretário Christian Teixeira. Um jovem e ta-lentoso executivo, com uma grande capacidade gerencial demons-trada por onde passou no atual governo do Estado. Por não ser “médico” alguns duvidaram do êxito da desafiadora missão dada pelo governador. Pode não entender de medicina, e não precisa. Mas entende de “gente”, gestão competente e sabe o que fazer e assim tem feito. Muita coisa mudou para melhor na Secretaria Estadual de Saúde e muita coisa ainda vai acontecer. Quem sabe faz.

A moral dos juízes 

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), disse a jornalistas que “pessoas que ficam indignadas com o fato de a cela do ex-presidente Lula ter um vaso sanitário, por considerarem isso um privilégio, sofrem de algum tipo de perversão”.

“Onde estamos com a cabeça? Aonde foi a nossa sensibilidade? É um tipo de perversão que pessoas que foram alfabetizadas, tiveram três ou quatro alimentações durante toda a vida, se comportem dessa maneira, animalesca”, afirmou.

As declarações foram depois de seu voto no julgamento de um habeas corpus pedido pela de-fesa do ex-governador Sérgio Cabral (MDB-RJ), do qual Gilmar foi o relator. Por maioria de 3 a 1, os ministros da Segunda Turma determinaram que Cabral fosse transferido imediatamente de volta para uma prisão no Rio.

Ao comentar o caso de Cabral, Gilmar fez duras críticas aos juízes federais que cuidam da Lava Jato na primeira instância, especialmente Marcelo Bretas, do Rio. O ministro citou reportagens da imprensa que mostraram que Bretas acumula o recebimento de seu auxílio-moradia com o da mulher, que também é juíza. Gilmar tem sido um crítico desse benefício aos juízes em geral.

“Juiz nenhum no mundo pode fazer esse tipo de coisa. O moralismo é o túmulo da moral mesmo”, afirmou Gilmar.

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