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20 de Novembro de 2018

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Edição nº 968 / 2018

24/04/2018 - 22:57:33

Esse não é o Brasil que queremos

ELIAS FRAGOSO

Um olhar na história recente do mundo mostra com rude clareza que todas as vezes que ela se alia com o fanatismo, a democracia paga um preço alto já que, quase sempre, essa “associação” conduz ao totalitarismo. De esquerda ou de direita. Aconteceu na Rússia bolchevique com Stalin, na facínora ditadura de Fidel Castro, no inacreditável desmonte de um país por Hugo Chávez e seus asseclas, na Venezuela. Há inúmeros outros exemplos. O saldo dessas “aventuras” não poderia ter sido mais funesto: 4 milhões de russos mortos, meio milhão de italianos, mais de 35 mil fuzilamentos em Cuba, um país rico em petróleo totalmente quebrado (Venezuela), 11 milhões de mortes (inclusos 6 milhões de judeus) provocados pelo desvario hitleriano para ficar apenas nesses casos. Daí o perigo desse tipo de comportamento alucinante e oportunista.

O petismo sempre caminhou nesse rumo e a forjada mitificação do “grande líder”, um arrivista aproveitador, alcoólatra e condenado por roubar o nosso dinheiro (a justiça já bloqueou 75 milhões de reais das contas do malandro). Pior “fazem o diabo”, segundo frase da semianalfabeta que governou (sic!) este país para ampliar a mística em torno desse sujeito, responsável direto pela maior corrupção jamais havida no mundo e pela quebra do Brasil (e, portanto, pelo desemprego gigantesco, o desassossego gerado pelo vertical aumento da insegurança e o esgarçamento do tecido social com seu criminoso “nós contra eles” que rachou o país).

A ordem é manipular as massas para voltar ao poder a todo custo, não interessa os meios (como fizeram com a fraudulenta eleição de 2014). Mal foram apeados do poder em 2016, de imediato retomaram o discurso irresponsável atribuindo aos outros a crise que o PT provocou. “Pelo receituário petista, só o deus Lula seria capaz de nos levar à terra prometida, com desenvolvimento econômico, igualdade social e oportunidade de trabalho para todos. Uma farsa, por óbvio, cujos pilares desmoronaram como um castelo de cartas durante os anos do PT no poder e (que) foram de vez aniquilados com a descoberta da corrupção”, como afirmou o historiador Marco Antônio Villa.

 A mobilização para tirar o corrupto da cadeia apenas começa. Sua salvação é também a da elite corrupta desse país. Essa conciliação pelo alto, típica desse regime de cooptação, irá aprofundar ainda mais o fosso entre as classes, agravará a crise econômica, impedirá as reformas e acabará com a Lava Jato.  O pais vai sofrer ainda mais. Tudo para que as coisas “fiquem como dantes no quartel de Abrantes” para os mesmos de sempre. Pode ser o estopim para coisa bem pior.

Somos o país mais corrupto do mundo. Os três poderes da República estão comprometidos em intrincada rede que interliga a máquina estatal aos interesses não republicanos dos “senhores do poder” e suas milionárias (e criminosas) transações. O sistema que, em tese, deveria proteger o cidadão e o país, ao fim e ao cabo protege o corrupto e seus sócios. E é fartamente sabido que quando as instituições políticas e econômicas são capturadas pelos privilégios, a prosperidade de poucos gera a pobreza e a injustiça social da imensa maioria. De quase todos.

A crise política se aprofunda. Nada indica que será solucionada nas próximas eleições. O modelo político vigente é incapaz de se auto reformar.  As ideias foram expurgadas do debate. Que está interditado. O povo busca um “salvador” (e o PT sabe disso, por isso o discurso messiânico em torno do corrupto), os políticos querem se reeleger para garantir o foro privilegiado (que não irá mudar) e se livrarem da Lava Lato. Ninguém está preocupado com o país ou com o povo. Que continuará sendo roubado por corruptos incrustados nas tetas do Estado; morto pelas forças de segurança ou por bandidos; desempregado ou recebendo um salário de fome e, sem ter a quem recorrer. E se forçar a barra das reclamações pode ser preso. Neste caso, como não são Lula, vão ficar lá mofando por anos e anos. Afinal, são apenas uns.

É esse o Brasil que nós queremos?! 

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