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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 968 / 2018

24/04/2018 - 22:56:10

Já foi tarde

JORGE MORAIS

Semanalmente escrevo neste espaço do EXTRA sobre diversos assuntos. Muita coisa sobre essa política podre do país, com suas diversas fases da operação Lava Jato, dos esquemas envolvendo a Petrobras e construtoras que ajudaram a desviar o dinheiro público, recursos que poderiam ser empregados numa educação melhor, em uma saúde para todos, segurança e em oportunidades de empregos para muita gente, ajudando a diminuir esse número impressionante de 14 milhões de desempregados, só para lembrar algumas ações que poderiam melhorar o Brasil.

Critiquei muito tudo isso, e vou continuar criticando, mas falei de coisas boas também, como das decisões do juiz Sérgio Moro, da atuação de uma Procuradoria de Justiça atenta e de uma Polícia Federal atuante no cumprimento de sua missão, que foram muitas pelo país afora. Destaquei em outros momentos que, sem a vontade do povo brasileiro e a determinação de muita gente, não chegaremos a um lugar melhor. E, claro, isso só poderá ser atingido se tivermos sabedoria e se escolhermos melhor os nossos dirigentes e políticos.

Mas, hoje, não vou fugir da linha crítica de outros artigos, nem vou falar de gestão pública ou de políticos que têm acertos ainda com a justiça. Não vou escrever sobre o que os governos fizeram ou deixaram de fazer. Prefiro esta semana mudar de assunto, como se troca de roupa ou se toma banho, duas ou três vezes ao dia, que é o mais comum que aconteça, mesmo que alguns teimem em não aceitar essa possibilidade. São, proporcionalmente, sujos como alguns políticos, que já estão presos ou perto disso, mesmo com a desconfiança de muita gente em relação a nossa justiça.

O título do artigo se refere ao ex-treinador do CRB, Mazola Júnior. Prepotente, metido a besta, o dono da verdade, foi demitido. Isso mesmo. Mesmo que alguns digam que ele pediu para sair ou que colocou seu cargo à disposição do clube, verdade mesmo é que ele foi forçado a isso pelo presidente Marcos Barbosa, que, após a derrota para o Oeste, em Barueri, na estreia da Série B, ligou para o arrogante treinador e, em outras palavras, disse que seu trabalho não interessava mais ao CRB. E não foi só pela derrota para o Oeste ou a perda do título do tetracampeonato alagoano, mas o acúmulo de apresentações medíocres sob o seu comando este ano.

O CRB era refém do seu treinador. Foi ele quem fez todas as indicações de reforços para o clube e, mesmo assim, não houve um rendimento satisfatório, ou pelo menos aceitável em campo. O pior de Mazola Júnior, além de tudo que já escrevi o que ele representa como profissional e pessoa, é que ainda não assumia os defeitos do time, encontrava desculpas nos outros para justificar as suas derrotas e, me parece, exercia uma falsa liderança junto aos dirigentes, que não conseguiam enxergar a magia feita pelo treinador. Coisa de bruxaria mesmo.

Por isso, já foi tarde. O CRB demorou muito a tomar essa decisão e espero que por muitos longos anos não precise trazer de volta esse enganador para dirigir o clube. E olhe que, depois da dispensa de Flávio Araújo, o CSA ainda fez contato com esse sujeito para vir dirigir o clube no restante dessa temporada. Sem dúvida seria um péssimo negócio ou contrato. Vamos torcer para que as coisas melhorem para as bandas do CRB, porque grupo de jogadores o CRB tem e só faltava um treinador de verdade. Este artigo está circulando pelo mundo e, com certeza, chegará ao cidadão, queira Deus.


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