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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 968 / 2018

24/04/2018 - 22:54:47

Indústria da construção civil

JOSÉ MAURÍCIO BREDA

Sem esquecer o que vem acontecendo com nossa indústria açucareira, atingindo o campo e provocando êxodo para cidades já incapazes de administrar seus próprios problemas, tem uma coisa que me toca profundamente ao percorrer as ruas de nossa cidade – e não deve ser diferente em outras por esse Brasil afora - são esses inúmeros pontos comerciais inativos. Logicamente são resultado de alguma pequena, média ou grande empresa que faliu. E a primeira preocupação que me chega à cabeça é o desemprego causado por tal situação. 

Se pequena, são poucos. Mas, se maior, vai do gerente ao faxineiro. Tem o aluguel que deixa de ser pago e inúmeros outros serviços advindos daquela atividade. Sem falar nos impostos que deixam de ser gerados. Atinge de modo grave aos fornecedores e serviços outros no entorno daquele negócio como lanchonetes, restaurantes e afins que atendiam aquelas pessoas. Mas tem uma atividade chamada no jargão antigo como a “indústria sem chaminé”, que também vem sendo contaminada por essa crise que assola nossa economia. É a indústria da construção civil.

 Não são poucos os esqueletos de edifícios inacabados ou apenas iniciados. Essas últimas resoluções tomadas pela Caixa Econômica Federal, baixando os juros e aumentando o percentual de financiamento de imóveis, vêm dar um alento a esse segmento que é um verdadeiro propulsor da máquina econômica. Um prédio a ser erguido provoca uma revolução no mercado de trabalho, inicialmente local, depois sem conhecimento de tal amplitude. Ao querer um terreno para soerguer o empreendimento, a construtora utiliza dos serviços de uma imobiliária e seus corretores; vai contratar escritórios de arquitetura, paisagismo, etc.; montar seu corpo operacional de engenheiros, mestres de obra, e um grande número de pedreiros, encanadores, eletricistas e serventes. Adquirir no comércio materiais de construção, desde a areia, ferragens, cimento, aos mais sofisticados acabamentos. 

Mas, não fica por aí. Voltam os trabalhos das imobiliárias para as vendas das unidades. Entregues, esses imóveis vão gerar outra infinidade de negócios como decoração, que envolve arquitetura, e as indústrias de móveis e eletrodomésticos; contratação de empresas de administração de condomínio; implemento da mídia em todos os segmentos e tantos outros que proporcionam, acima de tudo a geração de emprego, renda e impostos. Esperemos o soerguimento de nossa indústria da construção civil.


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