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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 968 / 2018

24/04/2018 - 22:48:24

Rodas de conversa regionalizada aproximam municípios e Estado

Metodologia aplicada estimula troca de experiência e diálogo entre gestores

Texto de Renata Bello
Técnicos e gestores da área de assistência social têm a oportunidade de tirar dúvidas e trocar conhecimentos

Dentre as metodologias de aprendizado coletivo, as rodas de conversa podem ser adotadas por várias áreas de atuação como um instrumento pedagógico importante para estimular o aprender com o outro e a partir do outro, através do desenvolvimento da oralidade que acontece pela própria conversa. Apesar de ser um método muito utilizado com as crianças que ainda estão aprendendo a se comunicar, ele também pode ser muito válido para a discussão de temas importantes com os adultos.

Nos últimos 12 meses as rodas de conversa foram utilizadas pela Secretaria de Estado da Assistência Social (Seades) para abordar temas importantes relacionados ao Sistema Único de Assistência Social. Dispostos em formato de roda, os técnicos e gestores da área têm a oportunidade de tirar dúvidas, trocar conhecimentos e aproximar a gestão do seu município das diretrizes adotadas pelo Estado.

A superintendente de Assistência Social, Elis Correia, é que coordena a ação. Ela explica que a ideia surgiu pela necessidade de criar novas formas de diálogo e estreitar os laços entre aqueles responsáveis pelo desenvolvimento social em Alagoas.

“Todos têm uma importante contribuição com as suas ideias e conhecimentos, ninguém deve ficar fora das discursões que colocamos em pauta. E assim a conversa vai ficando mais criativa e dinâmica. Também há uma preocupação com os resultados obtidos, para avaliarmos o impacto deste método. Posteriormente, avaliamos o processo de aprendizagem na roda, pois acreditamos que este momento é tão importante quanto vivenciá-lo”, disse.

“Trata-se de uma metodologia que reproduz um ambiente mais informal, promovendo o diálogo entre os participantes, sob coordenação da equipe da Superintendência de Assistência Social. Isso propicia o contato de todos com todos e a emergência da inteligência coletiva para construção de planos de ação”, completa

Segundo a superintendente, 18 rodas de conversa sobre os mais variados temas já foram executadas. Entre eles: Financiamento do Sistema Único de Assistência Social (Suas), Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS), Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (FECOEP).

De acordo com o secretário Fernando Pereira o ano de 2018, seguindo uma orientação do governador Renan Filho, será marcado por diversos momentos de diálogo e troca de experiências que contribuam para que Alagoas reduza os índices de população em situação de vulnerabilidade social.

 “Estar à disposição dos municípios para que eles possam desenvolver um trabalho de qualidade é uma das determinações do nosso governador, que temos seguido a risca. Nas rodas de conversa regionalizadas, os municípios podem expressar livremente suas inquietações e expectativas num clima de informalidade e, ao mesmo tempo, de seriedade”, disse.       

“Em 2018, iniciamos com um tema muito pedido por eles, que é a discussão relacionada à utilização dos recursos financeiros destinados pelo estado e pelo governo federal. Tão importante quanto utilizar o recurso, é saber prestar conta dele”, concluiu.

A assistente social Viviany Montes, a, esteve presente na roda de conversa da região do Baixo São Francisco, para ela, foram momentos de aprofundar o diálogo com a participação democrática, a partir da riqueza que cada pessoa possui sobre o assunto. 

“Os desafios postos à profissão de assistente social são muitos diante de uma realidade em que constantemente ocorrem ataques aos direitos sociais e humanos. As rodas de conversa são estratégias de socialização de conhecimentos e um importante espaço de reflexão sobre os temas pertinentes a ação profissional”, destacou.

Até o final do ano, a superintendência de assistência social planeja executar rodas de conversa regionalizadas sobre, pelo menos, cinco novos temas. O secretario Fernando Pereira afirma que o conteúdo tratado está sempre de acordo com a demanda dos municípios e de suas necessidades naquele momento.

“Os temas escolhidos, estão, em sua maioria, conectados com o que eles estão precisando. Por exemplo, nossa ultima conversa foi sobre o financiamento do Suas porque os municípios  devem, até o dia 30 de maio, enviar o Plano Municipal de Assistência Social para os próximos quatro anos. Discutir este tema ajudaram na formatação do projeto”, lembrou.


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