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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 968 / 2018

24/04/2018 - 22:39:09

GABRIEL MOUSINHO

Ressentimento

Elegante, mas com a espinha atravessada na garganta, o deputado Marx Beltrão prepara, sim, o troco ao MDB de Renan Calheiros nas próximas eleições de outubro. Com um discurso equilibrado e prudente, Beltrão agradeceu ao partido e se filiou ao PSD, estando mesmo disposto mesmo a navegar em outras águas e criar uma série de dificuldades com a sua candidatura ao Senado.

Ele sempre soube que não seria o preferido dos Calheiros para o segundo voto para o Senado, mas alimentou a esperança até observar, publicamente, que Maurício Quintella seria a bola da vez na dobradinha do Palácio dos Martírios. Resta, agora, Marx resolver para onde vai pender nas próximas eleições. Sua decisão poderá trazer consequências nada boas para a candidatura à reeleição de Renan Calheiros, a não ser que seja agraciado com cargos no futuro governo e resolva continuar na Câmara Federal.

Para quem conhece os Beltrão, dificilmente isso irá acontecer. Basta o líder da família, João Beltrão, entender que seu filho foi enganado e preterido pelos Calheiros para que os destinos políticos tomem outros rumos.

O ex-ministro do Turismo tem se portado com tranquilidade, mas, no íntimo, sabe que levou uma tremenda rasteira dos que comandam hoje o estado de Alagoas. Somente nos próximos meses se poderá fazer uma avaliação da reação dos Beltrão, o que faz tremer as bases do governo de Alagoas.

Movimentação  colorida

Ninguém pense que o senador Fernando Collor anda ausente do que ocorre em Alagoas. Ele está, sim, trabalhando nos bastidores para não ter surpresas desagradáveis daqui a quatro anos, quando poderá enfrentar nas urnas o atual governador Renan Filho. 

Composição

Insatisfeito com o Palácio dos Martírios, o deputado Marx Beltrão poderá compor com Collor e formar uma dobradinha para 2022, abrindo espaços generosos para o ex-presidente na região sul do estado.

Grande risco

Todo mundo sabe que um amigo magoado é pior do que um inimigo. E ninguém entendeu até hoje como o senador Renan Calheiros descartou Marx Beltrão, cuja família é aliada dos Calheiros há décadas, preferindo a dobradinha com o deputado Maurício Quintella. Resta saber como irão se comportar as bases comandadas pela família principalmente na região sul do estado.

Descontrole

Na última entrevista que o senador Renan Calheiros concedeu para a TV Senado, ele disse claramente que nem o presidente Michel Temer nem Henrique Meireles, todos filiados ao MDB, possuem credenciais para serem candidatos a presidente. Quem assistiu a entrevista achou o gesto de Renan extremamente desnecessário e deselegante com dois membros do partido. Bastava dizer que não apoiava nenhum dos dois, mas preferiu, como costuma fazer, ir para o ataque.

Conversa fiada

O deputado Ronaldo Lessa anda com a pulga atrás da orelha com essa história de receber apoio do candidato ao Senado Maurício Quintella. Quem já se viu um candidato andar apoiando vários candidatos a deputado federal?, questionam amigos de Lessa.

Desconfiança

Lideranças ligadas ao deputado federal Maurício Quintella estão querendo entender como o senador Renan Calheiros descartou fazer dobradinha para o Senado com o deputado Marx Beltrão, preferindo Maurício. Percebem que, na verdade, Renan tem medo de perder para o Marx e acha mais fácil ganhar do Maurício. Será?

Ingratidão

Todos que conhecem a trajetória de Maurício Quintella desde vereador por Maceió até deputado federal esperavam que, na hora que ele decidiu ser candidato a senador, iria anunciar, por gesto de gratidão, apoiar Ronaldo Lessa para deputado federal. Já se ventilou que Maurício vai apoiar Isnaldinho Bulhões ou Sérgio Toledo, mas o nome de Ronaldo sequer é citado.

Repetição

Nos últimos dias apareceram muitos prefeitos que votam em Renan Calheiros e Biu de Lira para o Senado. Há quem diga que, se continuar assim, Biu pode pegar a dianteira e não largar mais o primeiro lugar, deixando a segunda vaga para disputar entre Renan, Marx, Maurício Quintella e outros que registrarem candidaturas ao Senado.

Vidente

Somente um vidente potente pode esclarecer como o governo do Estado irá manter o Hospital da Mulher e o Hospital Metropolitano se nem o HGE funciona em condições dignas. Na Secretaria de Saúde o atual secretário Christian Teixeira tem feito até mágica para resolver o problema de abastecimento do principal hospital de urgência de Maceió, assim como solucionar pendências com fornecedores.

Escanteio

Nessas composições todas costuradas pelo senador Renan Calheiros quem ficou no escanteio foi o deputado federal Ronaldo Lessa. Pelas pesquisas ele aparece como forte candidato ao Senado, mas Renan, com medo de perder pra ele, apressou os passos para tirá-lo do páreo, tapeando o ex-governador com uma missão de coordenar a sua campanha para o Senado. Somente Ronaldo pra acreditar nesta conversa furada de coordenador, quando se sabe que, na prática, ele não resolve nem decide nada na campanha de Renan. Aliás, pode até se reeleger por prestígio pessoal, mas se depender da ajuda dos Calheiros, ele sabe que perde.

Encrenca feia

O provável aquartelamento dos policiais militares por reajuste salarial se transforma num grande problema para o governador Renan Filho. O tratamento que será dispensado à força pública com certeza vai migrar para outras categorias que querem os mesmo percentuais. Até junho a coisa vai esquentar.

Disparidade

Uma das reclamações é sobre os salários ganhos por delegados de polítcia que chega quase a 30 mil reais por mês, enquanto oficiais da PM não chegam perto disso. Os militares acham que uma categoria é beneficiada e outras, não.

Perigo iminente

A SMTT precisa fiscalizar mais o transporte alternativo em Maceió. Os condutores dos mini ônibus abusam da velocidade, circulam nas diversas faixas e põem em perigo motoristas e pedestres. Um caso de polícia.

Faltando pouco 

1-O lobista Milton Lyra, velho conhecido dos alagoanos e preso na última Operação da Lava Jato, pode complicar a vida de muita gente nos próximos dias. Muito ligado a lideranças do MDB, inclusive do senador Renan Calheiros, Lyra não vai aguentar ficar calado muito tempo atrás das grades. Ele mesmo confidenciou isso a amigos, conforme divulgado pela Veja on-line.

2- Mesmo que possa não ter nada a ver com o cabeludo processo do lixo em que está envolvido o ex-prefeito de Maceió, Cícero Almeida, Milton Lyra conhece como poucos as empresas que participaram dos processos licitatórios naquela oportunidade. É só apertar que ele fala.

3-Na época o lobista andava pra cima e pra baixo com figuras muitas conhecidas em Maceió e era, no início da administração de Cícero Almeida, grande articulador, quando assessorava diretamente o empresário João Lyra. Milton Lyra sabe muito. Muito mesmo.

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