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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 968 / 2018

19/04/2018 - 18:49:35

Omar Coêlho anuncia candidatura ao Senado

“Desafio os demais candidatos a fazerem uma campanha limpa”

José Fernando Martins [email protected]
Omar Coêlho assinala que fará uma campanha de ´propostas, sem ataques pessoais aos adversários

O ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Alagoas (OAB-AL), Omar Coêlho (Podemos), irá disputar mais uma vez as eleições em busca de uma cadeira no Senado. O pleito de 2018 em Alagoas é atípico. Sem um forte concorrente para enfrentar Renan Filho (MDB), a corrida ao Governo do Estado, para muitos, já está vencida. Mas quando se trata das duas vagas ao Senado, o clima é de incerteza. Alguns dizem que uma delas já está reservada para o senador Renan Calheiros (MDB), que vem enfrentando denúncias de corrupção oriundas da Operação Lava Jato. 

Para o confronto, o pré-candidato Omar Coêlho traçou suas estratégias e eliminou outras. Pretende focar apenas nas propostas e discussões de ideias. E quer descartar de vez qualquer tipo de denúncia contra adversários. “Foi algo que fiz na campanha passada, orientado por marqueteiros. Não gostei, me senti mal fazendo aquilo”, contou ao EXTRA Alagoas. Entre os deslizes citados foi desenterrar fotos da ex-primeira dama Rosane Malta e cenas de Fernando Collor, que em 2014 também concorria ao Senado. O assunto em questão era delicado: o envolvimento do ex-presidente com religiões afrodescendentes. 

“Tinha o apoio da Família Malta e até isso acabei perdendo. Na época, eu fui candidato pelo DEM na chapa de Benedito de Lira (PP), que concorria ao Executivo estadual. Para mim foi terrível. Não tinha estrutura para ser candidato ao Senado disputando contra dois grandes nomes como Collor e Heloísa Helena. Não tive bandeirinha, cavalete e coisas do tipo. Mas tive tempo na televisão, cerca de 3 minutos que me renderam quase 140 mil votos. Foi a única coisa que tirei de bom”, lembrou. 

E continuou: “Vou fazer uma campanha 100% propositiva mostrando à sociedade de Alagoas o que eu sou, o que já fiz e o que posso realizar. Atacar e mostrar que sou melhor que alguém é algo que não irei fazer mais. Quando revia, minhas atitudes chegaram a me chocar. A ideia da campanha era criar um contraponto entre eu e Fernando Collor, para ver se ele vinha para a briga. E terminou não sendo nada agradável nem para minha família e nem a mim mesmo”. Sobre o Podemos, deixou claro ao partido que não ficaria mais à mercê de terceiros em sua atuação como candidato. Ex-presidente do partido, Omar Coêlho deixa a vaga para Álvaro Vasconcelos, ex-secretário de Agricultura e Pesca de Alagoas.

“Não me adaptei muito bem na presidência do partido. Na verdade, ainda estou presidente, mas estamos passando para o Álvaro, que tem pretensões reais de ser deputado federal. Eu peguei o Podemos, que traz um passado do PTN bem complicado. O partido vinha com irregularidades nas prestações de contas desde 1997 por causas de gestões desastrosas. Perdi muito tempo com a parte burocrática. E nas questões políticas, ouvi certo tipo de conversa não muito agradável. Eu seria candidato a deputado federal e teria acordo em torno de coligações. Não está muito confortável nesse meio. Na majoritária, você ganha ou perde. Na proporcional, não. Tem um emaranhado a ser tratado”, contou. 

“Estou dando a oportunidade para os alagoanos a votarem em alguém que sempre representou as sociedades civis. É lamentável que Alagoas tenha no Senado Federal representantes com problemas na Justiça. Continuamos nas mãos de partidos que estão envolvidos nessa sujeira que está o Brasil. Precisamos limpar o país de forma geral. Desafio qualquer candidato ao Senado que faça uma disputa comigo usando realmente as regras de campanha da legislação. Onde o dinheiro que vai para disputa seja somente do fundo eleitoral. Sem verba às margens da lei”, destacou. 

“Não tenho estrutura de poder, mas tenho uma vida dedicada à luta em defesa de uma administração pública ética e moralmente aceitável. Depois da desistência de Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, ficamos sem um representante para a disputa do Senado. Por isso, decidi me tornar pré-candidato”, finalizou.

PRESIDÊNCIA

O Podemos oficializou em março a pré-candidatura do senador Álvaro Dias à presidência da República. No evento, em Belo Horizonte, Dias disse que o país precisa mudar o atual modelo político para acabar com o que chamou de “fábrica de escândalos”. Álvaro Dias defendeu ainda o saneamento das contas públicas. “O que fizeram com o nosso país? Desarrumaram a nação. Precisamos arrumar o Brasil, dar rumo na direção do seu futuro”, disse o senador.

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