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12 de Novembro de 2018

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Edição nº 967 / 2018

17/04/2018 - 21:10:46

Supremos deboches

CLÁUDIO VIEIRA

Pablo Escobar, o colombiano considerado o maior traficante e assassino do mundo, com ordem de prisão decretada e perseguido pela polícia, negociou com o governo da Colômbia para entregar-se. Estabeleceu as condições para tanto: não ser extraditado para os Estados Unidos, construir ao seu molde o presídio onde iria cumprir pena, sendo que a vigilância do estabelecimento seria feita por seus próprios asseclas. O presídio construído, denominado La Catedral, dispunha de tudo de um bom clube: sala de jogos, equipamento de ginástica, incluindo massagens, e deveria ser aberto para as visitas de quem ele mesmo autorizasse. 

Ao par de ser criminoso contumaz, Pablo Escobar era frasista do oportuno. Certa feita, cravou essa pérola: “Se metade do mundo quer me matar, nós contratamos a outra metade para me defender”. Entendendo justificar seus roubos e sequestros, pretendeu, talvez, ser um Robin Hood: “Não tem sentido fazer mais ricos aos ricos”.

Lula da Silva, condenado da Justiça em segunda instância, negou-se a cumprir a ordem judicial de sua prisão. Na impossibilidade de obter sucesso indefinido, negociou com os órgãos jurisdicionais como ser preso; quis estabelecer o local em que iniciaria o cumprimento da sua pena (São Paulo); exigiu tempo para culto ecumênico, o qual aproveitou para fazer discurso político-eleitoreiro, acirrando a ideia do “nós e eles”; acentuou a sua imunidade olímpica, dado o que já concedera aos menos favorecidos; insuflou os seus seguidores à revolta, promovendo situações cinematográficas adrede preparadas, cujas filmagens deverão ser usadas eleitoralmente. Pasmemos! Insinuou-se como, mais que um ser humano, uma ideia!

Ao par disso, seus amigos e seguidores vêm pretendendo transformar a sala “de estado maior” na qual, por benevolência do juiz Mouro, se encontra recolhido, em um local de reuniões sociais e políticas. Anote-se, ao que se comenta na mídia, até uma sala equipada para exercícios físicos deve ser instalada para o ilustre condenado.

Esta semana governadores de Estados, possivelmente atrás do cabedal político do Lula, abalaram-se a Curitiba para uma visita ao ex-presidente, hoje presidiário igual a milhares de condenados e não-condenados recolhidos nos termos da lei. Seria de bom alvitre que os Ministérios Públicos de cada estado comandado por esses convivas do Lula investigassem qual a origem dos recursos por eles utilizados para o passeio ao estado do Paraná, considerando que o convescote visivelmente não tem interesse público, nem para o País, de forma geral, nem para os estados em particular. Se os MPs não o fizerem, desservem ao País, como um todo, consagrando o uso do erário pelos poderosos de plantão.

Com a palavra os senhores promotores e procuradores.

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