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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 967 / 2018

17/04/2018 - 21:10:23

Enredo conhecido

ELIAS FRAGOSO

A prisão de Lula espalhou entre os políticos encalacrados na Lava Jato o mesmo sentimento que inquieta ambulantes nas ruas das maiores cidades desse País: olha o rapa! (no caso deles, a Polícia Federal). É certo que mantida a prisão, abre-se a porteira para a entrada da manada, a banda pobre da Câmara (fala-se em quase uma centena de envolvidos em falcatruas), a do senado, os acólitos que encobertam ou participam da “festança” juntamente com seus patrocinadores. Nesta última quinta-feira PF esteve nas ruas para cumprir mandados com operadores do MBD (do Senado Federal) e do PT (pessoas ligadas ao já condenado José Dirceu e à arrecadação irregular de grana para o partido; não para de aparecer gente arrecadando dinheiro para esse partido. Ou seria quadrilha?).

Isso vai alvoroçar ainda mais muita gente. É urgente tirar Lula da cadeia, confabulam eles. Com tantas pressões de todos os lados desta podre República, definitivamente não é certa a permanência do criminoso atrás das grades. De tão surrada a frase virou bordão: neste país só vai preso (e lá ficam) pretos, pobres e outras pessoas de “segunda categoria”. É quase certo que a banda que toca desafinado no STF irá encontrar uma brecha, qualquer uma, por mais disparatada ou insidiosa que seja, para livrar a cara do principal responsável pela situação em que o Brasil se encontra hoje. Basta ver o assanhamento desregrado de certos “Supremos”. Beira à histeria a defesa que fazem de suas teses estranhas à Constituição. Será por que? 

De seu lado, defensores do ex-presidente têm feito de tudo para criar factoides em seu benefício. Acampam meia dúzia de desocupados (que a mídia protetora chama de apoiadores) nas imediações da PF de Curitiba; governadores do Nordeste, isso desta região, vão em caravana genuflexa ao Paraná para apoiar um criminoso condenado, em frontal desrespeito aos cidadãos que os elegeram (não custa lembrar a esses senhores que o Nordeste foi a região mais afetada pela crise econômica provocada pelos petistas. A que mais desempregou gente, a que perdeu quase 25% da renda neste período de crise e a que não responde a nenhum incentivo de geração de emprego, ainda que informal. A região está dilacerada economicamente. Os estados quebrados e o povo à mingua. Com que direito os que se dizem representantes do povo usam do dinheiro suado das pessoas desse torrão para praticar tal ignomínia?).

Um tal de Okamoto, pau mandado do ex-presidente no instituto (quebra em 3 meses, sem receber os “pixulecos” que o mantiveram até aqui) que leva seu nome vem à imprensa para afirmar que querem tirar tudo dele (Lula), que assim ele não terá dinheiro para pagar as despesas de casa (sic!). Como se em algum tempo ele o tivesse feito. Sempre foi bancado por acólitos (antes do poder) e pelas grandes empreiteiras (quando no poder). A afirmação veio depois que a justiça sequestrou 30 milhões de reais (sim, isso mesmo, 30 milhões!) de uma de suas contas justamente por ele não ter provado a origem lícita do dinheiro.

A mais recente tentativa é retirá-lo de Curitiba para uma base militar. Querem – do mesmo modo que o Temer – envolver os militares em seus problemas. E nós já sabemos bem como isso termina. Alegam que o presidente precisa de mais privacidade e melhores acomodações. Devemos lembrar a opinião do Sr. Lula sobre os militares (em agosto de 2011):  “Estou cagando e andando para esses caras. Os militares no meu governo tiveram que me aguentar e viviam me enchendo o saco pedindo migalhas de reajuste. Pediam uma coisa, eu enrolava e nunca dava o que eles pediam. Depois dava uma esmola qualquer e eles não me sacaneavam mais. Não tenho medo deles. Nunca tive”. Agora é ele que está esmolando para se “esconder” por um tempo em algum quartel até o Supremo tirá-lo da cana. O ex-d-elegado Fleury de São Paulo conhece bem esse estratagema da figura. Já o praticava em 1975.

Veja bem o que você irá fazer com o seu voto.

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