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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 967 / 2018

17/04/2018 - 21:08:06

Alagoas sem risco do vírus que castigou os EUA

Maria Salésia com assessoria [email protected]

O vírus que castigou os Estados Unidos no início deste ano, com 47 mil casos confirmados de gripe, chegou ao Brasil e é responsável por boa parte das mortes pela doença no país. Apesar da preocupação, Alagoas fica de fora da área de risco. O estado com maior número de óbitos por influenza é São Paulo, com 39,3 em relação ao país. 

Segundo o último informe epidemiológico do Ministério da Saúde, já são 13 os estados brasileiros que registraram 57 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) causados pelo Influenza A H3N2, resultando em 10 mortes este ano. O boletim aponta que em Alagoas foram notificados quatro casos da síndrome, sendo dois não especificados e outros dois em investigação. O alívio é que não houve óbito no estado relacionado a SRAG.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), há apenas um caso confirmado até agora de gripe pelo H3N2 e o paciente já está recuperado.

Especialistas apontam que não há motivo para pânico, mas as pessoas devem ficar alerta.  É que com o início do outono a possibilidade do vírus Influenza, causador das gripes, circular com mais intensidade preocupa a população. É que além do vírus H1N1, também conhecida como gripe influenza tipo A ou gripe suína, alguns estados brasileiros já registraram os primeiros casos de infecção pelo H3N2, um tipo do vírus Influenza que nos EUA atingiu principalmente crianças e idosos.

A circulação do H3N2 no Brasil não é novidade. Segundo a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, a biomédica Regiane de Paula, o vírus H3N2 circula no país há bastante tempo. Segundo ela, a imunização contra o vírus está na vacina da gripe. “A vacina já vem com uma composição que abrange esses tipos de life vírus [vírus vivo] que são específicos para a imunização, a vacina já tem o H1N1, o H3N2 e tem também influenza B”.

A especialista afirma que não é possível afirmar que a incidência no H3N2 no Brasil será igual ao que ocorreu nos Estados Unidos. “Não podemos falar que vamos ter [o H3N2] exatamente da mesma maneira [no Brasil], lembrando que há um inverno muito mais intenso na América do Norte. Estamos em um país tropical, ainda não esfriou, mas estamos em mundo globalizado”.

REDES SOCIAIS

Nas redes sociais as publicações são as mais variadas. Vídeos e áudios alertando sobre o vírus se espalham. No facebook de José da Silva ele alerta que “Brasil se prepara para novo surto de gripe H3N2”. Cristina Souza diz que “quase perdi meu filho que teve H1N1 e agora aparece essa outra gripe”. Já Elza Ghilardi se limita a dizer que “cada hora é uma...”. 

Em um áudio enviado para vários grupos de whatsapp, o padre Flávio Jorge Miguel Júnior fez um alerta sobre uma possível epidemia da gripe causada pelo vírus H3N2. Muitas pessoas compartilharam a mensagem onde o padre mostra sua preocupação a respeito da circulação do vírus pelo Brasil. Embora a fala tenha causado certo temor, ele garante que não gravou áudio para fazer “terrorismo”. 

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