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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 967 / 2018

17/04/2018 - 21:00:22

Moradores do Pinheiro continuam à espera de respostas

MP orienta prefeitura a não permitir novas construções na área afetada

Sofia Sepreny Estagiária sob supervisão da Redação
Três vereadores estiveram no último sábado conferindo os estragos no Conjunto Divaldo Suruagy, no bairro do Pinheiro

Colocar a mão na cabeça e não ter para onde ir. É essa a situação de Cláudia Mendes, moradora do Conjunto Divaldo Suruagy, no bairro do Pinheiro ainda se encontra. A casa onde ela morava foi afetada desde o dia 15 de fevereiro por rachaduras e fissuras após o tremor que atingiu a capital alagoana. No dia 3 de março as mesmas se agravaram, e ainda surgiram novas. Em visita ao local, a Defesa Civil solicitou a evacuação dos moradores dos blocos 7A e 7B. 

“A cada dia nos surpreendemos com novas rachaduras, novos blocos de apartamentos afetados, novas ruas e casas”, afirma Claudia. A situação dos moradores da região continua incerta, alguns continuam morando nos apartamentos, aguardando uma posição da prefeitura, outros saíram e estão na casa de parentes. Os que decidiram tentar vender o apartamento só conseguem enxergar o prejuízo, pois a desvalorização da localidade aumenta gradativamente. 

Claudia afirma ainda que mesmo após a visita da Defesa Civil, rachaduras e fissuras continuam aumentando, atingindo outras casas e muitas dessas pessoas estão acuadas, com medo de saírem de lá sem ao menos a Defesa Civil atestar a necessidade de evacuação, como foi feito na primeira visita. 

Segundo o coordenador da Defesa Civil de Maceió, Dinário Lemos, não há nada que se possa fazer antes do resultado do estudo que está a cargo do Serviço Geológico do Brasil (SGB), nome pelo qual é conhecida a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e da Superintendência de Recife (SUREG/RE). O laudo técnico será realizado em conjunto com a Universidades Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). “Enquanto isso não acontece não há nenhuma medida a ser tomada, infelizmente”, lamenta Dinário.

Já os vereadores de Maceió afirmam estar tentando encontrar uma solução para os moradores afetados por essa causa, primariamente natural. Duas audiências foram realizadas para cobrar medidas e apoio do Legislativo municipal, diminuindo a distância entre os moradores e órgãos do Estado e do Município, responsáveis por dar uma resposta e solução ao problema. 

CONSTRUÇÕES PROIBIDAS

O Ministério Público Estadual deu um prazo de 30 dias para que seja entregue à instituição um laudo dos serviços técnicos e especializados chamados pela gestão municipal para analisar as causas do abalo sísmico. O fim desse prazo se dá no dia 20 deste mês, na próxima sexta-feira. 

Na recomendação, o promotor de Justiça Antônio Jorge Sodré solicita que até o efetivo conhecimento das causas reais do fenômeno geológico, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente se abstenha de liberar alvarás de construção nas áreas onde dos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro. 

Pelo fato de nada ter sito elucidado e nenhum laudo ter apresentado dados conclusivos, nenhuma medida foi tomada em prol dos moradores da região. Segundo o próprio promotor, tudo ainda está no campo das hipóteses.

Na semana passada os moradores das regiões realizaram um ato público na Câmara de Vereadores, cobrando respostas, o que levou a no sábado, 7, os vereadores Francisco Sales, Teresa Nelma e Silvanio Barbosa a realizarem uma visita na região, para avaliar a situação das moradias locais. Segundo Claudia Mendes, que acompanhou a vistoria, na localidade foi possível perceber novas rachaduras. Isso fez com que outros moradores que antes não haviam sido afetados se juntassem no ato público.

“A situação é de extrema preocupação porque há muitas famílias fora de seus apartamentos e casas há mais de dois meses e sem uma resposta por parte do poder público municipal e estadual. Desta forma, apresentei esse requerimento, subscrito por oito colegas parlamentares, para realizarmos a audiência no Conjunto Divaldo Suruagy. Um dos objetivos é fazer com que os órgãos responsáveis deem uma resposta aos moradores e aos vereadores. Não podemos deixar a situação como está porque, uma hora ou outra, aquelas rachaduras e fissuras vão aumentar”, declarou Silvanio Barbosa em release distribuído pela assessoria da Câmara de Vereadores. 

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