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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 967 / 2018

17/04/2018 - 20:54:47

GABRIEL MOUSINHO

O palanque ruiu

O que o senador Renan Calheiros mais temia era o ex-presidente Lula ser preso e ficar inelegível. E foi o que aconteceu. O palanque presidenciável para o MDB ruiu e o senador vai ter que arrumar outra estratégia para captar os votos dos eternos seguidores de Lula, em quem ele apostava suas esperanças.

Numa eleição majoritária o candidato forte puxa os votos e, sem ele, fica mais difícil receber o apoio popular. Sem Lula no palanque, pelo menos é o que se antevê, é problema eleitoral para qualquer candidato que faça parte do sistema e, aqui em Alagoas, não deve ser diferente.

O comportamento açodado de Renan na semana passada no Senado, quando fez fortes críticas a pelo menos vinte senadores, bem demonstra que ele está, aos poucos, perdendo o equilíbrio, o que não é interessante para sua campanha pela reeleição.

O que Renan vai fazer para se recuperar do baque com a prisão de Lula daqui pra frente, só Deus sabe.

Trem no TC

O Tribunal de Contas do Estado não tem mesmo jeito e a Assembleia Legislativa, também. Eles estão aprovando um novo trem da alegria que contempla servidores comissionados com salários robustos. Acostumadas a isso, as duas instituições envergonham a sociedade alagoana. Mas, o que fazer? Nada. E vamos pagando a conta.

Como está

Vai haver eleições em outubro, mas ninguém pense que haverá grandes modificações na Assembleia Legislativa. Serão os mesmos, ou outros adicionados, como é o caso do filho do presidente da Casa de Tavares Bastos, que deverá assumir a vaga do pai. 

Te cuida, Collor

O projeto do governador Renan Filho já está definido. Reeleito, prepara sua estrada para tomar o mandato de Fernando Collor em 2022. Esta história de que ele não se candidataria para realizar estudos no exterior, é conversa para boi dormir. 

O preferido

Já não é mais segredo para ninguém que o Palácio dos Martírios abraça com fervor a candidatura de Maurício Quintella para o Senado da República, fazendo dobradinha com Renan Calheiros. Marx Beltrão, por sua vez, sabe que está fora do jogo dos Calheiros e pode ficar sem mandato nas eleições de outubro.

Prevenido

No apagar das luzes o deputado Marx Beltrão, embora jurando fidelidade ao governador Renan Filho, pulou do barco do MDB e migrou, como era esperado, para o PSD. Ele se livra, por enquanto, de ser massacrado pela turma pesada que está do lado de lá, já que o segundo voto pregado pelo governo estadual é para Maurício Quintella.

De carteirinha

Opositor ocasional de Renan Filho enquanto estava na Prefeitura de Maceió, Maurício Quintella não esperou duas vezes para se tornar aliado dos Calheiros. Bastou ganhar uma secretaria de Estado e figurar na lista de prioridades de Renan como o seu segundo voto, para deixar os antigos companheiros. Aliás, estas mudanças foram comuns na vida política do ex-ministro dos Transportes. Durante esse longo tempo ele deu vários dribles em várias figuras, como João Lyra e Kátia Born.

O risco de          Quintella

O ex-ministro dos Transportes vai ter que trabalhar muito para ganhar nas urnas do senador Benedito de Lira. Pelo menos isso é o que se comenta nos bastidores políticos. Quintella deverá participar de um projeto com Renan Calheiros para ganhar do Biu, desde que, na sua campanha, não crie problemas para o presidente regional do MDB.

Provocação

A visita frustrada de governadores do Nordeste ao ex-presidente Lula, na Polícia Federal, em Curitiba, merece ser investigada pelo Ministério Público. Vários deles utilizaram jatinhos alugados com dinheiro do contribuinte para se deslocar de seus estados. Uma aberração, se esta caravana se valeu de recursos públicos para fazer média com o ex-presidente da República. Que o Ministério Público investigue e obrigue aos que utilizaram deste expediente a devolver o dinheiro ao erário.

Cômico

A delegação de excelências sequer consultou a Polícia Federal se poderia visitar Lula. Preferiu, numa ação midiática, viajar direto para Curitiba, sem querer saber que ali, na PF, existem regras a serem cumpridas por determinação da Justiça. Gastaram dinheiro, do bolso ou público, e no fim deram meia volta. Os governadores quiseram mesmo foi faturar prestígio junto à população mais pobre que ainda acredita e segue o ex-presidente.

Na mosca

O senador Cristovam Buarque, bem em tempo, fez fortes críticas à esquerda brasileira. Ele lembrou que essa mesma esquerda sempre defendeu a prisão em segunda instância e, agora, muda de rumo, exigindo que as prisões somente possam acontecer na terceira instância.

Crescendo

Depois da filiação de Eduardo Tavares ao PRTB, o partido vem conseguindo novas adesões. O prefeito atual de Traipu, Silvino Cavalcante, é o mais novo filiado. Ele assinou a ficha de filiação na última terça-feira com a presença do procurador de Justiça Eduardo Tavares, ex-prefeito daquele município, e do presidente do partido, Adeilson Bezerra, e da secretária de Turismo, Cultura e Igualdade Racial de Traipu, Suely Galvão, que também se filiou ao PRTB e será a presidente municipal do partido.

Arco da velha

Esta história de fantasmas na Assembleia Legislativa é velha demais. Há quanto tempo não se pratica essa patifaria na Casa de Tavares Bastos? Agora parece que a situação piorou porque ocorreram assassinatos no Sertão alagoano, mais precisamente no município de Batalha. Com a prisão pela Polícia Federal de conhecidos cabos eleitorais de grandes personalidades, espera-se que alguém dê com os costados na cadeia.

De fora

O presidente da Assembleia, Luiz Dantas, diz que não tem nada com isso. É difícil de acreditar que um presidente de uma instituição não conheça a folha de pagamento, os seus gastos e quem são as figuras nomeadas para cargos comissionados. “O presidente deve estar com amnesia”, diz um velho servidor da Assembleia.

Fim da lua de mel 

1O governador Renan Filho vai encontrar muitas dificuldades para resolver o problema de reajuste salarial de algumas categorias do Estado, a começar pela Polícia Militar que pode se aquartelar. Acabou a lua de mel, afirma um integrante da força pública, que comunga da luta em defesa de melhores reajustes salariais.

2Quem também deve decretar greve a qualquer momento é a Polícia Civil, que está no mesmo patamar da Polícia Militar. Os militares, por exemplo, dizem que têm abdicado de folgas para “permitir a execução de programas governamentais de segurança mas, na hora de sermos ouvidos, temos nossos direitos negados”.

Chegando a hora

A oposição em Alagoas quer, em menos de quinze dias, definir quem será o candidato a governador para enfrentar Renan Filho nas urnas. O nome mais forte e que tem o apoio da maioria é o do deputado Rodrigo Cunha, que teria, inicialmente, o apoio dos prefeitos Rui Palmeira, de Maceió ,e Rogério Teófilo, de Arapiraca.

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