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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 967 / 2018

17/04/2018 - 20:49:14

Sururu

Da redação

Pobre Alagoas

1 - A cada eleição reduz-se o grupo econômico que domina Alagoas desde os tempos do engenho banguê. Nas últimas décadas, o estado foi dirigido pela oligarquia do açúcar, que mandava e desmandava, indicando seus próprios representantes nos três poderes da República.

2 – A partir do colapso do ciclo da cana-de-açúcar, surge uma nova elite econômica que busca manter a hegemonia política e comandar os destinos de Alagoas, sem maiores preocupações com os interesses populares.

3 - A base dessa nova realidade foi lançada nas eleições de 2014 através de um tácito acordão que elevou a família Calheiros ao topo do comando político e selou o destino da oposição no estado. No pleito deste ano, o clã de Murici joga sozinho em campo aberto para consolidar sua liderança em Alagoas.

4 – Com a oposição fora de combate, o estado corre o risco de cair no domínio de um único grupo político e repetir a tragédia social do Maranhão após várias décadas sob a dominação da oligarquia Sarney, que exerceu o poder a ferro e a fogo.

5 – Nunca é demais lembrar que Alagoas - apesar de suas riquezas naturais e geograficamente privilegiada – empacou na rabeira dos demais estados em todos os indicadores sociais. Somado tudo, temos dois terços da população vivendo abaixo da linha de pobreza e um exército de miseráveis. 

Máfia dos cartórios

De todos os candidatos à Câmara Federal, o deputado Sérgio Toledo é o que tem mais cacife para chegar lá. Além da grana do fundo partidário, ele contará com fartos recursos da Anoreg-Brasil, entidade que defende os interesses – nada re-

publicanos – dos cartórios do país junto ao Congresso Nacional. 

Sérgio Toledo, que comanda o lobby do setor na Assembleia Legislativa, também é dono – junto com o pai – dos dois mais rentáveis cartórios de registro de imóveis e hipotecas do estado, que garantem uma receita milionária.

Atualmente, a Anoreg-Brasil lidera uma bancada de 15 deputados federais e alguns senadores. Na eleição deste ano planeja aumentar o time para 22 parlamentares, e, certamente, Sérgio Toledo será um deles. 

Rabo de foguete

Procura-se o gênio que deu a ideia de lançar o deputado Rodrigo Cunha ao governo do Estado, numa disputa suicida com Renan Filho. Deve ser gente ligada ao mesmo grupo que vinha pressionando Rui Palmeira a entrar na mesma aventura.

Rodrigo Cunha é um dos poucos valores da atual safra de deputados e não deve comprometer seu futuro político com projetos aventureiros.

Dispersa e sem rumo, a oposição em Alagoas corre o risco de cair no canto da sereia de Biu de Lira e companhia.

Vem embora, Paulão

O deputado Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, mandou-se para Curitiba onde foi engrossar a romaria das viúvas de Lula e chorar o leite derramado. Com sua reeleição perigando, o petista faria melhor se ficasse em Alagoas para tentar convencer seus incautos eleitores. 

Fim da romaria

Pelo menos 9 governadores – maioria do Nordeste – foram a Curitiba visitar o presidiário Luiz Inácio da Silva, mas perderam a viagem e ainda gastaram, à toa, o dinheiro do infeliz contribuinte. A romaria eleitoreira foi barrada pelo juiz Sérgio Moro, que restringiu as visitas aos familiares e advogados do condenado.   

Sonho quase                   interrompido

Mesmo decidido a enfrentar os Calheiros nas urnas, o deputado federal Marx Beltrão pode recuar dessa pretensão em nome dos interesses políticos da família.

Sem vaga na chpa dos Calheiros, Beltrão pode negociar alguns cargos no futuro governo de Renan Filho e trocar o sonho do Senado pela reeleição à Câmara Federal.

E todos serão felizes até a próxima contenda eleitoral.

Toma lá, dá cá

Fontes palacianas dão conta de que o governador Renan Filho está disposto a negociar qualquer cargo no seu próximo mandato, em nome de composições políticas. Alegam que o único posto inegociável é o de vice-governador, que deve ficar com Fábio Farias ou continuar com Luciano Barbosa.

Toda essa preocupação com o vice está centrada na eleição de 2022, quando Renan Filho – se reeleito – deve passar o governo ao vice para disputar sua maior batalha eleitoral na briga com Fernando Collor pela única vaga de senador.

Desigualdade

Os brasileiros que fazem parte da parcela de 1% com os maiores rendimentos recebiam, em média, R$ 27.213 por mês no ano passado. O valor equivale a 36,1 vezes o recebido pela metade mais pobre da população, que ganhava R$ 754 por mês. Os dados são do IBGE.

Pobres e ricos

A Transparência Brasil dividiu estados e capitais em grupos de maiores e menores PIBs per capita e confrontou os tamanhos das economias com os gastos parlamentares – que incluem salários, verbas e auxílios diversos a deputados estaduais e vereadores. O que se revelou foi uma inversão lógica: estados mais pobres gastam em média 20% mais do que os ricos.

Enquanto os 12 estados da base têm PIB per capita de R$ 11.873, seus gastos com salários e verbas são 20% mais altos do que os dos 12 estados do topo – que têm R$ 28.686 de PIB per capita. Em média, são R$ 61.556 mensais gastos com verbas parlamentares nas economias pobres contra R$ 51.318 dos estados mais ricos.

Prisão após 2º grau

“A Constituição brasileira, pela sua literalidade e liberalidade, só permite a execução da pena do ‘culpado’ após esgotados todos os recursos (incluindo o 4º grau de jurisdição). É uma jabuticaba, que só existe com essa amplitude no Brasil. Como resolver o assunto? Por emenda constitucional”. (Luiz Flávio Gomes).

Desafios do Brasil que envelhece

Em meio às discussões sobre a reforma da previdência e o aumento da expectativa de vida do brasileiro, o país vivencia um momento em que o desafio é a valorização das pessoas maiores de 60 anos e a garantia de políticas públicas que ofereçam um envelhecimento com mais qualidade. Afinal, a população brasileira está ficando velha.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem atualmente cerca de 26 milhões de habitantes com 60 anos ou mais, e esse contingente deve somar 37 milhões até 2027.

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