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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 966 / 2018

11/04/2018 - 11:22:37

Lula lá?

ELIAS FRAGOSO

Foi preciso muita pressão popular, da mídia (as palavras do Sr. Gilmar Mendes são sintomáticas do estrago causado pelas notícias que desnudaram a articulação para livrar o ladrão condenado da cadeia) e até inusitada declaração do ministro do exército sobre o acordão costurado nos bastidores dos podres poderes desta República, para que o STF afinal, não concedesse habeas corpus ao ex-presidente Lula. O que livrou a instituição desse vexame histórico. 

Que ainda pode se materializar mais à frente (não esqueçamos do ínclito senador Romero Jucá: “É preciso estancar a sangria... com Supremo e tudo”) através do julgamento de ações de constitucionalidade que questionem a jurisprudência sobre prisões em segunda instância. Há duas matérias aguardando pauta no STF sobre o tema. Momento adequado para que – novamente –  intentem contra a Constituição. Enquanto puderem, os envolvidos na bandalha que tomou de assalto o Brasil irão tentar de tudo para tirar de seus pescoços a espada de Dâmocles que é a Lava Jato... falta apenas combinar isso com os russos, isto é o povo. 

A decisão desta quarta feira ameaça também um segmento muito poderoso em Brasília. As grandes bancas que defendem criminosos do colarinho branco nos tribunais superiores, ameaçadas de ver reduzidos os contratos milionários com essa “clientela” se seus crimes forem julgados nas instâncias inferiores. Vão lutar com todas as armas para não perder essa boquinha.

Voltemos ao tema: É preciso não esquecer que Lula tem ainda outros 7 processos nas costas que, somadas as penas, pode levá-lo a mais de um século de cadeia. Pouco tempo para o que esse sujeito causou ao país. A bandalha liderada pelo PT coadjuvada de perto por PMDB e PP, os principais articuladores da gigantesca orgia corrupta que nos vitimou e quebrou o país, desempregou mais de 20 milhões de pessoas, dilacerou já  muito ruim SUS que virou calamidade pública, rachou o país com o infame discurso do “nós contra eles”,  permitiu que a insegurança tomasse conta de todos, que facínoras tomassem de assalto o país com roubos de cargas, carros, bancos, drogas (somos o maior entreposto do mundo), armas (bandidos estão melhor armados que as polícias), tráfico de pessoas (tão pouco tratado, de tão comum), jogatina desenfreada (joga-se de tudo sob o olhar complacente e altamente suspeito das autoridades) e uma matança brutal que já atinge 60 mil brasileiros a cada ano (dos quais mais de 95% são pessoas pobres).

Isso para não falar de suas responsabilidades diretas no maior roubo da história do mundo, o da Petrobras; da bilionária pilhagem dos cofres dos fundos de pensão estatais, todos em grave crise (empregados e aposentados estão recolhendo até 25% dos seus salários para cobrir os rombos deixados pela cambada de ladrões que infesta a política e o alto escalão estatal); da gigantesca roubalheira na Eletrobras, Nuclebras, Correios, Caixa Econômica, Banco do Brasil e em centenas de outros órgãos de menor porte (que por isso não ganharam espaço na mídia). 

A frouxidão dos costumes acontecida a partir dos governos petistas, a leniência criminosa e as parcerias informais do estamento estatal com o crime organizado criaram no país um estado paralelo com leis próprias que ameaçam a todos e à Nação. O caso do Rio de janeiro é emblemático. Mas não único. Longe disso. Estamos mergulhados num pântano e a única arma disponível é o voto.

Votar nestes personagens é avalizar os seus “feitos” criminosos (mesmo aqueles que, graças a incompetência estudada do STF (que atrasa os processos) ainda não tenham ido a julgamento. O eleitor precisa escolher entre continuar nesse batidão que nos atrasa, empobrece e vilipendia ou, ao menos, tentar novas opções mais confiáveis. E competentes. Lulas e companhia nunca mais.

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