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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 965 / 2018

04/04/2018 - 21:37:40

SAÚDE MENTAL

Um TOC

Quem nunca teve um pensamento ou um comportamento compulsivo que atire a primeira pedra.

Pois é, muitas pessoas são sabem e, às vezes, não percebem que apresentam o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

Mas, não se preocupe. Ter um pensamento ou um comportamento recorrente é saudável. Mas, se incomoda; for recorrente ou te impossibilita de realizar tarefas cotidianas, é bom procurar um psicólogo ou psiquiatra.

TOC e incômodo

O TOC é caracterizado quando a pessoa tem ideias obsessivas ou comportamentos repetitivos. As ideias obsessivas são pensamentos. Podem ser também representações ou impulsos que interferem na consciência da pessoa, repetidamente. Ela, até reconhece que são seus próprios pensamentos, mas que são estranhos à sua vontade e, geralmente, incomoda.

A pessoa reconhece o absurdo e a inutilidade de seu comportamento, tenta resistir em não faze-lo, e, se não fizer sente uma ansiedade aguda.

 TOC e signficados

Muitos exemplos chegam, até, a ser bizarros. Tem profissional da área da saúde, por exemplo, que se não tocar três vezes em alguma madeira, antes de fazer um procedimento, acredita que a pessoa que está tratando pode morrer, ou que não vai ter o êxito desejado no procedimento realizado. Em outras palavras, seria o que ele faz ou pensa, pudesse, por mágica, impedir ou provocar algum acontecimento desagradável em algum lugar ou em alguém. Neste caso a pessoa tem pensamentos que formam um sistema de significantes, exclusivamente para ele.

TOC e a depressão

 Nos atos ou nos ritos cotidianos que pratica, sempre fica a dúvida se foram completos ou perfeitos; se realmente a ideia ou pensamento é exato. E aí, na dúvida, pratica e repete o mesmo ato, com ritos antecipados (toca na madeira, por exemplo) ou tem um pensamento duvidoso e, começa tudo de novo, e de novo.

O TOC é um transtorno mental que acomete entre 1% a 3%  da população mundial e ge-ralmente surge após várias fobias. Pode surgir pelo abuso e dependência de drogas e também pode aparecer depois de um processo depressivo agudo.

TOC e a idade

Pode surgir desde a idade pré-escolar até a idade adulta. A literatura mostra que boa parte dos casos tem início antes dos 18 anos, daí a importância dos pais ou responsáveis em observar o que filhos pensam ou fazem.

TOC: é segredo

Quem apresenta TOC pode ser muito reservado, ou seja, tenta “guardar” ou não falar sobre os sintomas. Isto é, deixa em segredo, porque, muitas vezes, tem dificuldades em reconhecer os sintomas. Geralmente, só procuram um profissional depois de seis a sete anos que o transtorno já está instalado.

TOC e o diagnóstico

Muito cliente passa de mão em mão  (de profissional em profissional), às vezes, até cinco ou mais, até descobrir que tem, realmente, o transtorno. Daí a importância de procurar um psicólogo ou psiquiatra, nos primeiros sintomas para que o diagnóstico seja confirmado ou refutado, para receber o tratamento adequado. O diagnóstico é com base em sintomas e comportamentos. 

TOC e os sintomas

Tanto as obsessões (pensamentos) como as compulsões (comportamentos)  interferem na rotina da pessoa, seja no desempenho das atividades laborais (no trabalho), seja até nos relacionamentos, com filhos, ou cônjuge. Algumas pessoas não presentam sintomas observáveis e, em outras pode ser evidente, principalmente os comportamentos.

TOC e as obsessões

A obsessão mais comum é o medo exagerado de contaminar-se com  micróbios ou pegar uma doença grave ao tocar em algum objeto ou pessoa.

 Também é comum a pessoa ter pensamentos recorrentes achando que pessoas próximas estejam correndo risco de morte. Tem também pensamentos “proibidos” envolvendo sexo ou religião.

Nesses casos e, quando estes pensamentos ficam intensos, a pessoa tem medo, inclusive, de perder o controle de si mesmo ou de agredir outras pessoas.

TOC e as compulsões

Lavar as mãos uma, duas, três, quatro ou cinco  vezes é uma das compulsões mais comuns. Na mente da pessoa fica um pensamento de que lavando excessivamente as mãos, diminui-se o risco da contaminação.

 Outra compulsão comum é o benzer-se, repetitivamente, ou rezar/orar contra pensamentos proibidos. Muitas vezes, a religião contribui para que a pessoa desenvolva esse tipo de compulsão.

 Se a porta está ou não trancada; se as luzes estão ou não apagadas; se o fogão está desligado; são outros tipos compulsões. Faz-se necessário destacar que esses pensamentos são intensos e frequentes. Esses rituais ou pensamentos são sempre para evitar que algum acontecimento grave aconteça com ela mesma ou com alguém.

TOC e o tratamento

Dependendo da intensidade do caso, o tratamento pode ser através de medicamentos, principalmente antidepressivos, que reduz tanto as obsessões como também as compulsões. 

Mas, é fundamental que a pessoa tenha um acompanhamento psicoterápico com profissional especializado.

O transtorno, não tem, ainda, uma causa definida de sua origem. Alguns estudiosos indicam que é devido aos baixos níveis do neurotransmissor serotonina - hormônio responsável pelo bom humor das pessoas. 

TOC: no homem  e na mulher

A literatura indica que para os homens,  o TOC inicia na infância e nas mulheres na adolescência.  O percentual na infância e adolescência são semelhantes às taxas dos adultos, que variam de 2% a 4%.

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