Acompanhe nas redes sociais:

23 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 965 / 2018

04/04/2018 - 21:36:03

Técnicos vão voltar a Alagoas para esclarecer fenômeno

Problema aconteceu há quase um mês e população continua sem resposta

Maria Salésia [email protected]

Na tarde do último dia 3 de março moradores de vários bairros de Maceió, principalmente do Pinheiro, foram surpreendidos com tremores de terra. Passado o susto e prestes a completar um mês do abalo, a incerteza do que teria causado o problema ainda continua. A previsão é que até a próxima semana técnicos da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) retornem a Alagoas para realizar uma investigação geofísica de subsuperfície para esclarecer as causas.

Segundo o coordenador da Defesa Civil municipal, Dinário Lemos, a previsão é que Brasília libere uma equipe multidisciplinar para vir ao Estado juntamente com a CPRM a fim de realizar os testes. “Fizemos o pedido a Defesa Civil nacional para que custeie a vinda desses técnicos. Já enviamos relatório e aguardamos a chegada da equipe provavelmente para a próxima semana”, disse Lemos.

Na semana passada, o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), por meio da 66ª Promotoria de Justiça da Capital, recomendou que a Prefeitura de Maceió não libere nenhum tipo de alvará de execução de obras para edificação na região onde foram registrados tremores de terra. Além do Pinheiro, outros bairros afetados foram o Mutange e Bebedouro.

O MPE/AL deu ainda prazo de 30 dias para que seja entregue um laudo com conclusões das causas dos abalos sísmicos. Desde o dia do abalo, a busca pelos motivos dos tremores não acabou. Inclusive, a Câmara dos Vereadores realizou audiência pública, porém tudo continua no “campo das hipóteses”.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Crea-AL) também quer saber o que aconteceu. Para isso, realizou um debate sobre o tema, com todos os participantes reforçando a necessidade de uma análise mais aprofundada.

E ainda não vai ser dessa vez que o pessoal afetado pelo tremor vai voltar pra casa. Dinário Lemos informou que a recomendação para os moradores do prédio do Conjunto Divaldo Suruagy, no Pinheiro, é que continue desabitado até que o laudo seja concluído. Atualmente, 24 famílias afetadas pelo fenômeno deixaram os imóveis. 

TERRA TREMEU E POVO TEMEU 

O tremor de terra que assustou moradores da capital alagoana pode ter sido provocado por uma acomodação de terra a muitos metros abaixo da superfície.

Segundo técnicos do Laboratório Sismológico (LabSis) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o tremor atingiu uma magnitude de 2,5 na escala Richter, que vai de 0 a 10, sendo considerado pequeno.

Em alguns locais, o asfalto cedeu e formou enormes buracos. Em outros, rachaduras surgiram nas paredes de casas e apartamentos. Apesar disso, não houve registro de feridos.

Para o geólogo André Galindo, o fenômeno pode ter sido uma acomodação do solo, a cerca de 300 metros de profundidade. “Mas é preciso pesquisar, fazer análise geofísica e perfurações profundas para ter uma certeza absoluta do que aconteceu”.

Não é a primeira vez que tremores de terra foram registrados na capital.  “Desde 2006 há tremores em Alagoas e Maceió. Teve também em 2010, 2016 e neste ano. Agora, nesse grau sentido pelos moradores de alguns bairros, é a primeira vez”, afirmou o geólogo.


Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia