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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 965 / 2018

04/04/2018 - 21:32:21

O jeitinho brasileiro

Alari Romariz Torres

Em Alagoas tudo que tentamos pelos caminhos legais não dá certo, principalmente na área pública.

Se ingressarmos na Justiça, torna-se necessário acompanhar o andamento do processo ou ter alguém conhecido que nos ajude. Senão, a espera é longa! 

 No dia a dia, nossa convivência seria menos complicada se houvesse consciente cuidado em se respeitar o direito do cada cidadão ou cidadã. 

Um grave problema ocorre na orla da Pajuçara, onde existem vários hotéis. Os ônibus e vans de turistas esperam pelos passageiros em fila dupla, ao invés de ficarem do lado contrário, onde há locais próprios para se estacionar.

Ônibus escolares param em frente das garagens dos edifícios, ou também em fila dupla no meio da rua, impedindo ou dificultando a passagem de outros veículos. Nas ruas da Ponta Verde isto ocorre com frequência nos horários em que estudantes saem ou chegam de suas residências. 

 Locais de estacionamento dos automóveis de idosos e cadeirantes não são respeitados. Pessoas jovens ocupam descaradamente as vagas especiais. E “ai” de quem reclamar!

Nos supermercados, as filas prioritárias ou de pequenas compras, até quinze volumes, são desrespeitadas. Reclamei a uma operadora de caixa e ela respondeu: “O problema não é meu!“ Deve ser do cliente prejudicado.

No início da manhã quando o trânsito é menor, é muito comum encontrar carros e motos trafegando na contra mão. Para ganhar um minuto, motoristas e motoqueiros percorrem pequenos trechos contrariando as normas de trânsito locais. “Mas podem perder a vida em um minuto”, como dizia a então Capitão Theodomiro, nos anos 69/70, um dos diretores do Detran, em Maceió.

Num laboratório da Ponta Verde (Diagnose) um paciente de 77 anos, esperou três horas para realizar um exame (ecocardiograma). Por falta de atenção de alguém, perderam a requisição do moço, cardíaco, e ele não fez o exame. É preciso fiscalização no atendimento para evitar falhas como esta, em especial quando se tratar de atendimento dos “velhinhos”. Onde está o Estatuto dos Idosos?

O trânsito em Jaraguá, no início da manhã, onde fica a Associação Comercial (Cícero Toledo), é um horror! Para se chegar a Avenida da Paz é uma loucura! Nunca vi por lá um guarda de trânsito. “Quem for podre que se quebre”....ou chegue atrasado ao trabalho.

Passar nas ruas onde há colégios é outro sacrifício: filas duplas e filas triplas são encontradas; os carros de mamães no meio da rua esperam seus filhinhos. Os demais usuários das vias que se lixem! Também não vejo guardas de trânsito por lá.

Em todas as situações relatadas aparece sempre a desculpa: “É rápido; saio já.” Não interessa se está atrapalhando o trânsito ou se ela ou ele é mais importante do que o respeito às leis.

Comprar passagem aérea tornou-se um caso grave: as empresas vendem mais bilhetes do que o número de cadeiras no avião. Se o passageiro não chegar com muita antecedência, corre o risco de não viajar.

Ter plano de saúde está ficando horrível! A criatura vai marcar uma consulta médica e só existe vaga para uma data longínqua! Se a consulta for particular, a vaga aparece até para o mesmo dia. 

Aí, amigos leitores, vocês dirão: Tudo isso acontece em Maceió? Sim, para nós que vivemos na capital das Alagoas. Mas viajo sempre e percebo que no resto do Brasil ocorrem fatos semelhantes.

   O Brasil perdeu os freios e caminha vertiginosamente para o fundo do poço. Há poucas organizações sérias e o respeito ao próximo inexiste.

Precisamos educar nossas crianças para que vivamos dias melhores.

Peçamos a ajuda de Deus. Ele existe! Não duvidem!   

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