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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 965 / 2018

04/04/2018 - 21:03:55

Sururu

Da redação

Terra de índio

1 - O deputado federal Maurício Quintella Lessa se despediu do cargo de ministro dos Transportes com a inauguração da tão esperada duplicação da rodovia BR-101 trecho Maceió-Recife. Após 20 anos de longa espera, é realmente um fato importante para a economia nordestina. 

2 -  Lamentavelmente, a obra ainda não foi concluída, faltando duplicar os 10 quilômetros que cortam a reserva indígena Wassu-Cocal, entre os municípios de Joaquim Gomes e Novo Lino, que pode levar outros 20 anos. 

3 - Assim como outras reservas indígenas de Alagoas, a Wassu-Cocal revela o tamanho da vergonhosa burocracia dos órgãos envolvidos na questão. Mais que isto: virou símbolo da impotência e da omissão do Estado diante de abusos e exigências descabidas de 2 mil índios que sequer são tutelados. 

4 - Desde que foi declarada reserva indígena, em 1986, a área tem sido foco de tensões ao longo dos últimos anos. Sem muita propensão para o trabalho, os “novos índios” – que sempre viveram na cidade – usam a falsa tutela para desafiar as autoridades com o constante fechamento da rodovia, cobrança de “pedágio” e exigências absurdas. 

5 – A baderna se institucionalizou depois do projeto da duplicação da BR-101, que cruza a reserva. Incentivados por ativistas dos mais variados matizes, esses índios-descendentes agora exigem ampliação da reserva dos atuais 2.750 hectares para 11 mil hectares, construção de um posto da Polícia Militar e outro da Polícia Rodoviária Federal, além de um pedágio para garantir o sustento da tribo. 

6 – Apesar de tudo, não se pode dizer que a festa de despedida do ministro foi só um programa de índio. 

Lula ovacionado

Faltaram ovos em Chapecó para a recepção à comitiva do ex-presidente Lula, na noite do último sábado. A chuva de ovos foi tão forte que Lula precisou de guarda-chuva para se proteger da ovação. 

Impunidade

A fraude milionária da desapropriação e venda de terras da falida usina Utinga Leão, pela prefeitura de Rio Largo, não pode ficar impune. O escândalo levou à prisão o prefeito Toninho Lins e quase toda Câmara de Vereadores, mas o processo caminha a passos de tartaruga.

Fraude sobre fraude

Avaliada hoje em R$ 150 milhões, a área foi desapropriada por R$ 700 mil em conluio com os ex-donos da terra, e em seguida, alienada pelo mesmo valor a uma empresa imobiliária, também de forma fraudulenta. Enquanto isso, 5 mil famílias aguardam a chance de ter um teto para morar. 

No tempo                  da ditadura

Esta história de não prender condenado em primeira instância vem da Lei Fleury, arrumação legal que garantiu a impunidade para o famigerado Sérgio Fleury, delegado torturador na época da ditadura militar. Esse modelo de tolerância com o crime hoje serve de couto para Lula e outros bandidos do colarinho branco. (Irineu Torres). 

O outro golpe             do STF

Deu na Folha de S. Paulo: Quatro integrantes do STF querem abolir a prisão dos condenados em segundo grau antes de votar o habeas corpus de Lula. “Uma decisão sobre réus sem rosto diminuiria a exposição do tribunal”. Os golpistas que manobram para tirar Lula da cadeia pensam em dar outro golpe porque temem o voto da ministra Rosa Weber. (Diogo Mainard). 

Marx Beltrão

O ministro Marx Beltrão está decidido: vai disputar uma vaga de senador na eleição de outubro. Neste final de semana ele deve anunciar sua saída do MDB e ingresso no PSD. 

Com a possível reeleição de Renan Calheiros, sobra uma vaga a ser disputada entre Biu de Lira, Marx Beltrão, Maurício Quintella e Alfredo Gaspar de Mendonça, além de alguns aventureiros que entrarão de gaiatos no navio. 

Ecochatos

A pedido do Ibama, a Procuradoria da República em Alagoas mandou a Polícia Federal investigar “possível crime ambiental” ocorrido nas obras do eixo viário do Cepa. 

Com tanta coisa importante para se investigar no Estado, o MPF e a PF vão se ocupar agora do corte de algumas árvores tuteladas por ambientalistas desocupados. 

Oposição de  calças curtas

“Politicamente, foi uma tragédia para a oposição; deixou todo mundo de calças curtas, pois na esperança de tê-lo como governador, ninguém pensou em uma segunda opção. Mas foi a escolha certa. Ele tem quase 3 anos de gestão e um compromisso assumido com a população de Maceió”. 

Opinião de Omar Coelho sobre a decisão de Rui Palmeira de ficar fora da eleição deste ano. 

Custo da Câmara

Salário de R$ 33.763, auxílio-moradia de R$ 4.253 ou apartamento de graça para morar, verba de R$ 101,9 mil para contratar até 25 funcionários, de R$ 30.788,66 a R$ 45.612,53 por mês para gastar com alimentação, aluguel de veículo e escritório, divulgação do mandato, entre outras despesas. Dois salários no primeiro e no último mês da legislatura como ajuda de custo, ressarcimento de gastos com médicos.

R$ 1 bi por ano 

Esses são os principais benefícios a que um deputado federal brasileiro tem direito. Entre salários e outras benesses atreladas ao mandato, cada um deles custa ao contribuinte R$ 2,14 milhões por ano, ou R$ 179 mil por mês. Somadas as despesas com todos os 513 integrantes da Câmara, as despesas chegam a R$ 91,8 milhões todo mês. Ou R$ 1,1 bilhão por ano. 

Sem eleição

Se nada mudar no ritmo da campanha eleitoral em Alagoas, o governador Renan Filho e o senador Renan-pai serão reeleitos por aclamação. 

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