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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 963 / 2018

16/03/2018 - 18:19:15

Desistência de Rui ao Governo altera xadrez nas proporcionais

Odilon Rios Especial para o EXTRA
Foto: Divulgação

A desistência do prefeito Rui Palmeira (PSDB) em enfrentar o governador Renan Filho (MDB) nas urnas de outubro mexeu nas candidaturas a deputado estadual e federal e inviabilizou alguns nomes na disputa de outubro, como o vice de Rui, Marcelo Palmeira, cotado pelo PP para uma vaga à Assembleia Legislativa.

Entre os aliados de Rui, silêncio. Coube a um integrante da oposição ao prefeito, vereador Silvio Camelo (PV) dizer, na tribuna da Câmara esta semana, que Rui “deixou seus aliados dispersos” mesmo alguns deles levando adiante a campanha antecipada de Rui, prevendo um embate duro com Renan Filho.

Mas são os candidatos com menos dinheiro no bolso e milhares de seguidores nas redes sociais que devem ganhar mais espaço ou visibilidade, já que o quadro estadual parece definido: Renan Filho vence, com folga, as eleições. E o grupo da oposição vai se preocupar em buscar votos nas proporcionais.

Vale agora apenas a estratégia correta: montar uma chapa com viabilidade eleitoral, sem coligar com nomes de bastante força nas urnas.

Jairo Campos, do PC do B, é reitor da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal). Pede votos para sentar em uma das cadeiras na Assembleia Legislativa. Não quer participar de alianças que o transformem em escada para candidatos. “Precisamos combinar pequenos com pequenos. Para tentar eleger 1 ou 2 [deputados] que saírem na frente”.

Othoniel Pinheiro Neto, do PT, é defensor público e busca uma vaga para a Assembleia. A estimativa das discussões internas é que Othoniel precise de 30 mil votos para se eleger.

E para ele a desistência de Rui fortalece candidatos com estrutura de campanha menor nas proporcionais.

“Vai enfraquecer os candidatos que se aglutinavam na oposição. Enfraquecem também as negociatas em torno das candidaturas”, resumiu. 

Prevê que a campanha de Renan Filho será mais barata. 

Eduardo Tavares, prefeito de Traipu, quer ser deputado federal. Renuncia à Prefeitura em abril. E previa que a candidatura ao governo do prefeito de Maceió já estava inviabilizada. 

“Acho que não altera nada [nas proporcionais] porque a candidatura dele já era bastante improvável! O PSDB ficará mais uma vez minúsculo quanto à majoritária, mas nas proporcionais manterá a possibilidade de eleger o Pedro Vilela e o Arthur Lira (coligação) e dois ou três estaduais”.

Na Assembleia Legislativa, a desistência de Rui Palmeira também não mexeu tanto no cenário já existente. Marcos Barbosa, Antônio Albuquerque e Ronaldo Medeiros, declaradamente, devem mudar de partido. Albuquerque quer a vaga de federal. Um dos filhos buscará a cadeira de deputado estadual.

A estimativa é que ele tenha 45 mil votos.

Sérgio Toledo também está em franca campanha a federal. Tanto que marcha ao lado do genro, Cacá, prefeito de Marechal Deodoro, e fechou acordo com Abrahão Moura, que controla as prefeituras de Paripueira e Barra de Santo Antônio.

Sérgio pedirá votos a Cibele Moura, filha de Abrahão, para deputado estadual. E ela retribuirá, junto ao pai, na campanha de Toledo para Brasília. 

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