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21 de Novembro de 2018

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Edição nº 961 / 2018

06/03/2018 - 11:21:05

Cutucando com vara curta

Elias Fragoso

Este país parece que não tem mesmo jeito. A bandidagem que nos governa desde o indesejado governo Sarney, responsável direto pela deterioração da política no país e iniquidades hoje em prática nos meios políticos, econômicos e sociais da Nação continua – como se nada estivesse acontecendo – a fazer das suas. 

Baixaram os juros? Os banqueiros aumentam as taxas cobradas do brasileiro que é obrigado a se submeter à ditadura dos 4 bancos que mandam no país. A Petrobras vende a gasolina a 1,55 reais o litro para as distribuidoras? O trust dos postos nos impõe criminosamente o combustível por cerca de 4,5 reais o litro. Inacreditáveis 300 por cento! É caso único no mundo. E as “otoridades” nada fazem (por que não querem ou...). O gás de cozinha teve aumento estratosférico? A Petrobras que sempre foi e continua sendo (venho dizendo isso a tempos) a maior fonte de corrupção deste país, tem que ser privatizada. Ao invés de ir atrás dos ladrões que a assaltaram ou de criminosos como o ex-presidente Lula (que “doou” uma refinaria de gás que abastecia nosso país ao cocaleiro Evo Morales da Bolívia sequer sendo admoestado por este crime de lesa pátria), quer deixar a população pobre sem o combustível para fazer a sua comida. 

As quadrilhas (do setor privado e os corrutos do setor público) que infestam o transporte público no Brasil impõem preços altos (que viabilizam as negociatas) para serviços de baixíssima qualidade? Se forem presos, é só procurar o soltador-mor da república no Supremo. E o que dizer da imoral e indecente ajuda do governo federal aos partidos políticos? Ex-presidiários travestidos de presidente de partidos circulando livremente nos gabinetes do poder (certamente não por motivos republicanos), ex-vereador de pequena cidade do interior (motorista de van) que em menos de 6 anos após fundar um “partido” se tornou feliz dono de um helicóptero e um avião, e por aí vai. A Justiça eleitoral que deveria fiscalizar a prestação de contas desses meliantes nada faz. Aliás, deve até hoje uma explicação plausível para os resultados (sic!) da última eleição presidencial. E se o bicho pega a nível federal, imagine-se nos estados...

A intervenção na segurança do Rio de Janeiro. Fabricada e politiqueira (com o intento de alavancar a popularidade do Temer) não ataca as verdadeiras causas e as principais fontes da corrupção monumental que grassa naquele estado, incrustadas em todas as esferas dos três poderes. A intervenção foca em “corrigir” os problemas das polícias (foram tomadas pela banda podre, é verdade), mas não sugere saídas para os graves problemas sociais exacerbados pela incúria criminosa dos dirigentes.  Com polícia, não se resolve o problema político, nem o social.

O carnaval midiático da intervenção promovido pelas autoridades com o beneplácito da grande imprensa sequer cita, por exemplo, estados como Sergipe, Rio Grande do Norte e Alagoas, os mais violentos do país com taxas de 64, 57 e 56 mortos por 100 mil habitantes, respectivamente. Que, pelos critérios adotados para o Rio, teriam que ter prioridade. Para se ter ideia do despautério dessa intervenção politiqueira, a taxa de mortes por 100 mil habitantes no Rio é de 30 mortos. Quase a metade das daqueles pequenos estados brasileiros assolados pela violência!

Isso para não falar que estão cutucando a fera com vara curta. O exército nacional não foi treinado e nem tem estrutura para tal empreitada. Mas (e tem tudo para acontecer) se tudo correr bem, já que a situação por lá é de acefalia institucional, de novo estaremos trazendo os militares para a cena política brasileira. E o povo cansado dos canalhas que nos dirigem, certamente criará as condições necessárias para outras intervenções. O que se inicia como tentativa de resgate de imagem de alguém contaminado pelas sombras das negociatas, pode desaguar em algo muito mais sério...

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