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18 de Setembro de 2018

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Edição nº 961 / 2018

06/03/2018 - 11:20:35

Democracia ou ditadura?

Alari Romariz

A classe política no Brasil está definitivamente perdida. Poucos se constituem exceções. É um caminho perigoso para uma guerra civil ou uma ditadura.

Os noticiários locais e nacionais assustam a população: dinheiro na cueca, nas malas, assalto aos inativos, roubos na Petrobras, nas outras estatais, empresas particulares viabilizando propinas, comprometidas com políticos. O Brasil ainda estar de pé é uma graça divina!

Sempre que ouço notícias de ações judiciais contra empresários, parlamentares, repito a seguinte pergunta: quem vai escapar?

Os partidos políticos perderam a noção real do papel que deveriam exercer. Os grandes vilões são o PT, PMDB e PSDB, maiores; mas os outros estão na lista de propinas negociadas em eleições, compra de votos, donos de determinadas áreas eleitorais.

Paro para pensar no pleito de 2018 e confesso tristemente: não sei em quem e como votarei. Imagino pouquíssimos sobreviventes a tão negro mar de lama chegando, em outubro, de cabeça erguida, procurando eleitores.

A intervenção federal no Rio de Janeiro é muito triste! Um estado bonito, rico, que já teve representantes dignos, caiu nas mãos de uma grande quadrilha que o levou ao fundo do poço.

As Forças Armadas caminham pelas ruas da cidade caçando ladrões e traficantes. Muitos inocentes vão morrer e os grandes bandidos que financiam o tráfico ficarão vivos. Dizem as redes sociais que fazendeiros políticos, residentes no interior dos estados, são os grandes responsáveis pela rede de traficantes. De lá, dizem alguns, saem e chegam as drogas. Pobre Rio de Janeiro!

Nosso pequeno estado, Alagoas, outrora belo e pujante, está nas mãos de grupos políticos indiciados pela Justiça, mas atuando livres, leves e soltos.

O Legislativo é uma casa de loucos. Lá existe todo tipo de político: o comprador de votos, patrões de cabos eleitorais com salários dobrados, pagos pelo Estado, donos de currais de votantes comprados com dinheiro público.

Os deputados estaduais das Alagoas, salvo alguns poucos, não respeitam as leis, não cumprem ordem judiciais e tratam o dinheiro público como se fosse deles. 

Esta semana entrei num táxi e disse: “Moço, leve-me à Praça da Assembleia”. E ele retrucou: “Àquela casa de santos, moça? Ali todos são anjinhos”. Esse é o retrato que o povo faz do Legislativo alagoano.

O resto do país envolvido em escândalos: Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Amazonas... pouca coisa se salva. Brasília é o centro da corrupção, pois os políticos federais se encontram por lá, tramando as grandes maracutaias, numa cidade construída com tanto planejamento, sacrifício e amor.

É negra a situação do Brasil inteiro! 

E vamos ouvindo opiniões diferentes pela imprensa, em conversas com amigos e nas redes sociais. Uns dizem que deve haver intervenção militar, outros afirmam ser a democracia o regime mais seguro.

E se os políticos não mudarem? Se os chefes políticos dos rincões continuarem a mandar nos eleitores, a comprar votos, a matar inimigos para ganhar as eleições?

E se os Poderes constituídos continuarem agindo de maneira errada, uns protegendo os outros, juízes soltando presos corruptos?

Os grandes empresários deixarão de dar propinas aos políticos para depois do pleito praticar a célebre política do “é dando que se recebe”?

Se nada disso acontecer, não haverá regime para salvar o país. A mentalidade dos homens que nos dirigem precisa mudar. Ou que se mudem os políticos. O dinheiro público precisa ser bem administrado. A coisa pública não pode ser privatizada.

Não importa que seja democracia ou ditadura!

Queremos homens e mulheres limpos e honestos!

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