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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 961 / 2018

06/03/2018 - 11:20:17

Muita coisa ainda pode acontecer

Jorge Morais

Tenho um amigo que toda vez que a gente se encontra sempre diz a mesma coisa: na política nada é verdadeiro ou definitivo. Mesmo que você não pergunte nada, o assunto de entrada é sempre o mesmo. Como dizem os mais antigos, o disco é sempre o mesmo. Não muda o cantor nem o ritmo. Começa e vai, sempre, na mesma balada, a política na terra dos marechais. Em ano de eleição, então, é prato cheio. Só ele sabe das coisas, só ele é quem fala, discorda de tudo e é difícil de ser convencido do contrário. Com ele não existe o contraditório quando o assunto é política.

Pois bem, esse “cientista político” das rodas de conversas e fofocas dos shoppings, anda espalhando que, hoje, nada do que está sendo dito sobre algumas candidaturas majoritárias em Alagoas deve ser levado em conta. Segundo ele, só Renan Filho - candidato a reeleição - e os senadores Renan Calheiros e Benedito de Lira podem ser apontados com situações concretas para 2018. Sobre todos os outros, esse amigo diz que é tudo conversa jogada fora. Como diz: “é o chamado colar, colou”. Como São Tomé, ele só acredita vendo. Diz que a turma do a favor-contra não está perdendo tempo.

Na verdade, aí começa valer a minha opinião, ainda não estou convencido de que o prefeito Rui Palmeira seja candidato ao governo do Estado. Se fosse mesmo já teria anunciado e não perderia tanto tempo para se decidir e, até para acelerar a sua administração com obras e outros benefícios para a população de Maceió, alguns dos projetos como promessas de campanha para a reeleição. Essa demora ou esse silêncio do prefeito vem tirando o sono de muita gente, inclusive de quem precisa se decidir quanto às coligações partidárias e a participação direta no pleito como candidato.

Quanto ao Senado da República muitos nomes estão sendo divulgados na mídia, mesmo que somente um desses candidatos esteja de peito aberto anunciando nos quatro cantos que é candidato: Marx Beltrão. Algumas pessoas acreditam que a sua candidatura passa pelo Palácio República dos Palmares, em comum acordo com o principal nome do MDB, o senador Renan Calheiros. Outros, no entanto, acham que o ministro do Turismo já pode alçar voo solitário no estado, mas com o apoio do governo federal, e isso lhe daria boas chances de brigar por uma vaga.

Sobre os demais, confesso que não ouvi da boca de nenhum dos quatro citados pela imprensa a confirmação de disputar uma vaga para o Senado. Falo do deputado federal e ministro Maurício Quintella; do procurador-geral de Justiça de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça; do advogado e ex-presidente da OAB/Alagoas, Omar Coêlho; e do prefeito do município de Traipu - região do Baixo São Francisco - Eduardo Tavares. Com todo respeito, é um nó para a cabeça de muita gente e, principalmente para os partidos que estão desesperados.

Com tanta gente interessada no processo, ou pelo menos tendo o nome divulgado, é por isso que, às vezes, começo a dar razão ao meu amigo lá do início do texto. Soube que tem gente dos dois lados trabalhando para esvaziar o campo adversário. Continuo achando que a eleição com a participação de Rui Palmeira é uma coisa, os ânimos serão acirrados e haverá disputa. Sem ele no processo, é um passeio do governador Renan filho, que hoje já se coloca como favorito e ganharia a eleição sem sair de casa, sem fazer muito esforço. As peças do xadrez estão sendo encaixadas e, em abril, saberemos se meu amigo tinha ou não tinha razão.

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